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Recomendações aos fiéis - eleições 2010
02/03/2010

Recomendações aos fiéis em ano eleitoral

Vitória, 02 de março de 2010

Caros irmãos e irmãs,

A cada ano eleitoral costumo dirigir uma palavra que possa servir de alerta para aquelas pessoas que gostam de saber qual a orientação do Arcebispo para este período.

Sinceramente eu não gostaria de repetir o que sempre costumo dizer neste tempo. Todos já sabem, com certeza, que minha palavra orientadora é no sentido de valorizar o seu voto.

Sinto-me até constrangido em lhe escrever repetindo que você não se deixe dominar por pessoas mal intencionadas e aproveitadoras. Mas, é importante que eu lhe diga mais uma vez: Seu voto é um instrumento precioso para você contribuir e influenciar na escolha de bons candidatos que desejam servir o nosso país.

Voto não se vende, não se compra e não se troca! Todo mundo sabe disso, mas há candidatos que gostam de se aproveitar dos irmãos (ãs) que estão em situação financeira difícil. Sei que isso é uma grande tentação, mas é muito feio, indigno e um pecado grave. Pecado de quem negocia e de quem aceita negociar o voto.

A Igreja Católica não tem partido. Porém, apoia a política do Bem Comum e todos os candidatos comprovadamente honestos que se propõem para servir o país.

Por que voltamos a insistir sempre nos mesmos valores? Porque nossa convicção religiosa sobre o ser humano nos torna teimosos e nos leva a enfrentar todas as adversidades e, porque faz parte de nossa obediência à ordem de Jesus, “Ide e pregai o Evangelho”. Evangelho e Boa Nova para a humanidade.

Não podemos nos conformar com este mundo injusto e permissivo. Nosso voto democrático pode e deve ser instrumento de mudança. Nós votamos não apenas como cidadãos comuns, mas como cristãos que acreditam em um mundo redimido do pecado da injustiça e de todo o mal e lutam por ele. Nosso voto deve ser expressão de nossa fé em Jesus Cristo que instaurou o Reino de Deus, isto é, convocou-nos para que colaborássemos com Ele no propósito de que toda a humanidade saia da situação de injustiça e opte por um mundo justo e fraterno.

A partir deste ponto de vista da fé eu alerto a todos vocês irmãos e irmãs e pessoas de boa vontade:

01 Não vote em pessoas desonestas que carregam de forma inusitada (meias e outros lugares longe dos olhos alheios) o dinheiro público que desviam das obrigações para as quais é destinado como saúde, salário justo, na aplicação da justiça, em benefício de parentes e amigos.

02 Não vote em pessoas que defendam a morte de inocentes no seio da mãe. Se esta pessoa aprova tudo o que o seu partido propõe, cuidado!

03 Não vote em quem é contra a vida, quem prostitui a juventude e quem considera isto uma questão de saúde. Esta posição é falsa e perversa.

04 Não vote em quem já mostrou por suas atitudes, no exercício de seu mandato, ser uma pessoa mentirosa, traindo o voto que você lhe dera na última eleição.

05 Não vote em quem finge ser ecumênico, mas depois, quando no poder, persegue a sua religião.

06 Não vote em pessoas que têm medo de contrariar o partido e preferem omitir-se ou agir contra a sua consciência religiosa. Isto tem acontecido entre nós! Abra os olhos e não se deixe enganar.

07 Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico.

08 Vote em quem tem ficha limpa e uma só palavra!

09 Vote em quem você tem certeza que é confiável. Olhe bem, já fomos traídos por muitos políticos que se dizem convictos na religião que professam e mudaram de posição. Cuidado!

Com essas afirmações não quero colocar todos os políticos no mesmo campo. Saúdo todos os políticos honestos que desejam sinceramente dedicar-se ao bem comum, ao exercício da nobreza da política. Estes são nossa esperança e precisam do apoio de todos nós.

Concluindo irmãos, peço-lhes que evitem todo e qualquer fanatismo. O fanatismo pode gerar violência! Eleição é festa dos cidadãos (ãs), do Município, do Estado, da Pátria! A violência é própria dos ignorantes! Ignoram o direito do outro ser diferente e pensar diferente, ignoram o mandamento de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”!

Deus abençoe a todos! Construamos a Paz e sonhemos com a Civilização do Amor! !


 Dom Luiz Mancilha Vilela, ss.cc
Arcebispo de Vitória do Espírito Santo

Comentários (18)

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  • Política ó política. A política é algo: parece simples, mas é misteriosa, e também perigosa. Digo por que. A coisa mais importante na democracia è evitar a todo custo á perpetuação do poder de um grupo seja ele qual for, o porquê desta observação. Os seres humanos são todos iguais não há separação de bons e maus quando se refere a poder e dinheiro, os defeitos são os mesmos, é claro que existem exceções, mas são muito raras quase não existem. Observem meu raciocínio O Lula esta já a oito anos no poder, agora a Dilma se elegeu, daqui quatro anos o lula volta e fica mais oito anos somando tudo isso da vinte anos. Vocês acham que depois de vinte anos no poder preenchendo todos os cargos estratégicos do governo com seus companheiros, eles irão querer deixar a carne seca, nunca o poder corrompe, e alem de corromper o poder é doce como mel. Daí para uma ditadura é apenas um passo. Por este motivo é bom ir alternando no poder ora um partido ora outro. E não se esqueçam o poder corrompe isso é inevitável, não se esqueçam é inevitável. Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora Scortecci

    PAULO LUIZ MENDONÇA., enviado em 03/12/2010 08:37:25

  • O QUE EU PENSO DA POLÍTICA. A melhor comparação que faço da política brasileira. Como sempre, salvo as raras e honrosas exceções. Pois há muitos políticos bons, mas a maioria sem sombra de duvida são picaretas. Tempos atrás eram, segundo o sindicalista Lula, trezentos, mas agora, com o avanço da tecnologia e o aumento desenfreados da impunidade, esse numero deve ter no mínimo triplicado. Imaginem um troço de fezes, quando ele esta estático, de preferência sobre o sol, o mesmo cria uma espécie de película protetora, a qual impede que o mau cheiro se propague, com isso não afeta muito nosso olfato, mas quando alguém mexe e remexe o referido, o cheiro fica insuportável. A política brasileira, e todas as políticas de países de terceiro mundo, e também, com menos intensidade nos países do primeiro mundo. É a mesma coisa. Às vezes, durante um tempo, às coisas parecem estar tudo mais ou menos bem, mas subitamente surge uma noticia de uma nova corrupção, este fato passa a ser investigado, nesse momento inicia-se uma cassada aos culpados. Mas por incrível que possa parecer, ao invés de contratarem detetives para esclarecer os fatos. Imaginem eles contratam pizzaiolo. Depois deste procedimento não há possibilidade de haver justiça, o que temos como resultado é pizza. É como se estivesse mexendo e remexendo em algo muito podre, logo começa a exalar um mau cheiro, terrível, insuportável. Se alguém tiver uma definição melhor do que esta para a política, que me passe esta informação ficarei muito grato. Esta crônica foi extraída do livro Crônica, indagações e teorias. Autor Paulo Luiz Mendonça. http://pauloluizmendonca.judblog.com

    PAULO LUIZ MENDONÇA., enviado em 03/12/2010 08:34:54

  • OS MAUS INTENCIONADOS Nós temos o hábito de criticar a política, dizendo que os políticos são corruptos, aproveitadores do estado. Isso não é verdade, os políticos verdadeiros estão na política, porque almejam um melhor futuro para nosso país. Eles estão lá para criarem leis que possam influenciar no nosso progresso. O que temos que entender na política, é saber separar o que é político verdadeiro, e aqueles estelionatários que vêem na política um campo fértil para a aplicação de seus golpes. Estes estelionatários sabem que o controle das finanças do país é extremamente vulnerável, sendo assim eles como são possuidores de uma inteligência privilegiada, a qual é voltada para a maldade, se locupletam com esta vulnerabilidade do estado. Na verdade estes não são políticos são na verdade estelionatários disfarçados de políticos. Temos solução para este problema? Sim temos; a solução é em primeiro lugar, escolaridade adequada, em seguida, politizar o nosso povo, para que nós cidadãos comum possamos ter discernimento adequado na hora de escolher nossos representantes para exercer cargos políticos. Infelizmente há pessoas que procurando somente seu bem-estar sem se importar com o todo da população, vota em candidatos duvidosos, que o mesmo, depois de eleito lhe conseguirá um bom emprego. Isso na verdade é compra e venda do voto. Este procedimento na verdade é imoral, porque este cidadão ao vender seu voto, estará prejudicando a população como um todo. Qual conclusão, nós tiramos disso. Este fato acontecendo em todo nosso país é o que tem nos levado ao caos total. Enquanto uma minoria tem suas situações resolvidas, conseguindo seu emprego, muitas vezes sem merecer, a maioria da população esta a mercê de políticos inescrupulosos, que se locupletam nos cofres do estado. Esta crônica foi extraída do livro Crônicas indagações e teorias autor Paulo Luiz Mendonça.

    PAULO LUIZ MENDONÇA., enviado em 01/12/2010 17:10:15

  • Estou muito indecisa,pois os dois candidatos não têm plano de governo decente,nosso povo precisa urgente de saúde,educação e trabalho justo para viver com dignidade.

    ROSA MELLO, enviado em 31/10/2010 18:18:14

  • Cuidado povo de Deus! Acorda para o Brasil não regredir ainda mais! Não podemos eleger um governante da elite! Precisamos urgentemente refletir sobre nosso papel político, e não falo de política partidária, falo no sentido de todos nós sermos seres políticos! Pensem nisso! Votem consciente!

    EDU, enviado em 29/10/2010 13:32:46

  • Estou muito preocupada com essas eleições.O que será dos católicos se não encontrar a Catedral com as portas abertas? Onde podemos entrar para rezar e, ter um pouco de paz.Estou preocupada caso a candidata do Lula vença as eleições.Aquela carta que ela assinou não é compromisso verdadeiro.Dilma vai fazer todas as leis que agora nega por causa das eleições.A candidata nega que é a favor do aborto.Mas tem vídeos que ela diz ser a favor.Como acreditar? Nunca fiquei tão preocupada com eleições como estou agora.O que vai acontecer no caso de vitória da candidata? E se aprovar essas leis? Como vai reagir os brasileiros? ...

    ILMAR NASCIMENTO, enviado em 18/10/2010 14:52:23

  • Estas palavras de Dom Luiz deveriam fazer eco dentro da própria Igreja, não entendo como pessoas Cristãs Católicas ( com muito pesar até Padres ) ainda votam na Dilma Roussef e no PT, candidata e partido que apoiam abertamente a liberação do aborto, que será feito na rede publica de saúde paga com o meu e o seu imposto. A carta do Regional Sul 1 que fala claramente para não votar no PT não foi divulgada pela Arquidiocese de Vitória (até agora não entendi porque isso). Se queremos salvar a vida de várias mulheres que fazem aborto clandestino devemos cobrar políticas públicas de educação sexual Cristã e não deixar colocar máquina de camisinha nas escolas públicas. Em Uganda, País Africano com grande incidência de AIDS a Castidade e a Fidelidade fazem parte do plano do Governo para a diminuição da AIDS. Guilherme e Familia ( Coordenador da Pastoral Famíliar da Arquidiocese de Vitória ).

    GUILHERME SIMOES MORAES, enviado em 20/09/2010 13:18:48

  • Acho certo a Igreja orientar os fiéis nesse momento de decidirmos em quem vota. É muito bom ter pessoas dentro da Igreja que nos ajudam. Gostei da orientação de nosso Bispo, que DEUS o abençoe.

    MARILZA ONOFRE, enviado em 16/09/2010 17:11:40

  • Acontece que certos padres fazem propaganda para o PT. Aliás, a maioria dos padres é ligado à Teologia da Libertação e, portanto, apoiam o PT e seus candidato. Inclusive eu recebo de meu pároco e-mails elogiando o presidente da república, e artigos tecendo loas à senhora Dima Rouseef. E aí?

    MIRIAM, enviado em 09/09/2010 13:19:49

  • Acho correto que a igreja oriente seus fiéis quanto aos candidatos e digo mais, acho que deveria se fazer uma pesquisa de candidatos católicos, de bem e comprometidos e divulgar esta pesquisa para aqueles que não sabem em quem votar. Por que não? Se o mau politico usa de meios desonestos para enganar os eleitores sem instrução, por que a igreja não pode orientar seus fiéis? Quanto ao apoio do Padre Antonio Maria a Magno Malta, acho que nós aqui de Vitória que conhecemos bem o passado dele deveríamos alertá-lo do lobo em pele de cordeiro. Obrigada, Cleide.

    CLEIDE CHAVES ALVES AGRIZZI, enviado em 02/09/2010 15:05:28

  • Olá, hoje 22 horas na TV Aparecida e Canção Nova, assista ao primeiro debate para presidente. Quem marcou sua ida ao debate - Marina Silva, José Serra e Plínio. Vamos ver o que eles dizem para o momento eleitoral e o propósito. Gente, eleição se ganha no dia. Se pesquisa valesse como voto, para que ir votar?!

    LUCIAH RODRIGUEZ, enviado em 23/08/2010 16:12:01

  • Sábias palavras, dirigidas não só aos católicos do estado do ES, mas a todos nós que pela graça de Deus encontramos esta carta. Oxalá todos os pastores tivessem essa visão de pai, para os seus. Aqui da cidade de Caçador SC, agradeço sua orientação.

    MARIA BERNADETE MARINI, enviado em 23/08/2010 13:43:10

  • Claro que sou a favor das palavras de Dom Luiz sobre os candidatos à eleição neste ano de 2010. Mas questiono: nós infelizmente não conhecemos os candidatos porque a maioria deles são sempre os mesmos com suas mentiras: prometem, e não cumprem e aí está tudo bem claro. A educação falida, a saúde do povo na UTI, o sério problema das drogas matando, estuprando crianças, adolescentes na família, dominando a sociedade, porque estamos presos e perdemos o sagrado direito de ir e vir. O País precisa de pessoas honestas e com dignidade, aptas para conduzir a nação.

    OLGA CARLESSO, enviado em 23/08/2010 13:40:11

  • "A Igreja Católica não tem partido. Porém, apóia a política do Bem Comum e todos os candidatos comprovadamente honestos que se propõem para servir o país". Através dessas singelas palavras de nosso amado pastor, devemos refletir sobre o verdadeiro papel do político em nossa sociedade. Ele é quem vai nos representar e fazer o que for necessário para que prevaleça o bem comum e o direito que todos têm a bens como saúde, educação, segurança, etc. Logo, temos o dever de, como Igreja, avaliar qual candidato defende os valores que preservam a vida, e acima de tudo a nossa vida como cidadãos de um mesmo país.

    UANDERSON ABÍLIO DOS SANTOS, enviado em 20/08/2010 14:34:41

  • "Nosso voto deve ser expressão da nossa fé em Jesus Cristo." Estas palavras de D. Luiz sintetizam o que nós cristão católicos devemos ter como eixo na escolha dos candidatos. Devemos conhecer as propostas e se estão de acordo com o Evangelho. Um cristão que se abstém deste compromisso é omissão e uma maneira de negar a própria fé, pois pode votar em dirigentes que vão conduzir a sociedade na vivência de valores que descaracterizam a sua imagem e semelhança com Deus. Ouçamos a voz do nosso pastor D.Luiz.

    DORIS PEREIRA DE ALMEIDA, enviado em 19/08/2010 16:29:58

  • Sábias palavras escritas por Dom Luiz. Só gostaria de que o senhor orientasse aos Padres de nossas Paróquias, que não se omitam, como se não estivéssemos em um ano eleitoral, que repassem esses pontos que colocou em sua carta de recomendações, pois, muitos não têm acesso à elas. Temos pessoas (políticos) de bem, católicas, com preceitos Cristãos, bem intencionadas, sem vícios, corajosas e que se comprometem em fazer mudanças para melhorar nosso estado e país. Portanto, penso que, temos sim que apoiar os políticos do bem, jamais nos omitir, senão estaremos dando espaço para os maus intencionados se elegerem. Só assim alcançaremos um mundo melhor, uma política limpa e com realizações para o bem comum. Que Deus nos dê sabedoria ao votar.

    ÉZIMA BRAGUINIA DE ALMEIDA CARNIELLI, enviado em 18/08/2010 17:08:55

  • Vejo com muita alegria a presença da nossa Igreja neste processo eleitoral, através dos pronunciamentos de Dom Luiz. É uma atitude corajosa e coerente com as exigências do Evangelho. O que tem sido dito, vejo claramente isto no último artido de A Gazeta, é dito de maneira muito imparcial, cujo pano de fundo é orientar o povo para a escolha do canditado que mais esteja comprometido com as mudanças que se fazem necessárias. O documento contendo propostas de governo encaminhada pela Igreja a todos os candidatos ao governo demonstra este desejo.. Que a voz de Dom Luiz ressoe no coração e na inteligência de todos os católicos neste momento de discernimento do voto.

    PEDRO TRINDADE, enviado em 02/08/2010 16:44:15

  • Agradeço de coração estas santas palavras de DOM LUIZ sobre ano eleitoral; os pastores de outras religiões deveriam ter a mesma postura, diante desta situação tão delicada. Pois a politica brasileira em todas as esferas é uma podridão total.

    ANTONIO CARLOS DA SILVA, enviado em 08/06/2010 15:07:24

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