Assumiram os trabalhos pastorais na Paróquia Jesus Libertador as Irmãs,
Missionárias do Sacro Costato e de Nossa Senhora das Dores, são elas:
Ir. Precy ( Filipinas), Ir. Rosirene e Ir. Gislaine ( Brasil). Elas irão
atuar nas pastorias e no atendimento espiritual as mulheres, uma vez
que uma das irmãs é formada em espiritualidade pela Universidade
Gregoriana de Roma.
A Cogregação das Irmãs Missionarias do Sacro
Costato e de Nossa Senhora das Dores, foi fundada pelo Pe. EUSTÁQUIO
MONTEMURRO, que nasceu em Gravina de Puglia (Itália) no dia 1º de
janeiro de 1857. Desde os seus primeiros anos de vida, graças à
excelente educação recebida e às provações que a vida lhe reservou
devido à morte prematura da mãe, da irmãzinha e do irmãozinho por causa
de uma terrível epidemia de cólera, manifesta uma forte personalidade,
aberta à cultura e às relações sociais, harmoniosamente integrada por
valores humanos e religiosos.
Após formar-se em medicina, exerceu em Gravina a profissão de médico com grande responsabilidade e caridade cristã.
O médico Eustáquio transcendeu as suas obrigações profissionais. Além
de curar os doentes com muita competência profissional, se preocupava
com as indigências dos familiares dos mesmos, fornecendo, muitas vezes,
pessoalmente, não somente os remédios, mas também cestas básicas e
ofertas em dinheiro.
Como médico e cidadão, Eustáquio conhece
todo o sofrimento e o desejo de justiça das classes pobres e os anseios
dos jovens marginalizados e excluídos da cultura e dos bens sociais.
Fortemente empenhado na política, luta para defender as classes
marginalizadas pelo poder, priorizando a formação cultural dos filhos
dos lavradores. Tudo isso o leva a refletir sobre si mesmo e sobre o
caminho a seguir. Assim, no dia 24 de setembro de 1904 é ordenado
sacerdote, deixa de ser somente médico do corpo para ser, sobretudo,
médico das almas. Considerado um “modelo de sacerdote”, “um apóstolo do
ensino religioso e da educação cristã”, uma testemunha “do amor dos
irmãos para com os irmãos”, padre Eustáquio vive o seu sacerdócio de
maneira heróica, sendo um apóstolo generoso e incansável até tornar-se
servidor de todos, de modo particular dos doentes em fase terminal.
Decidido e firme, mesmo nas situações mais difíceis, dedicava horas e
horas à oração meditativa e contemplativa. Movido por estes impulsos de
caridade e contemplação, agraciado por Deus com uma profunda experiência
do seu amor gratuito e misericordioso para com ele e para com todos os
irmãos pecadores, Pe. Eustáquio funda a congregação religiosa masculina
dos Pequenos Irmãos do Santíssimo Sacramento e a feminina das Irmãs
Missionárias Catequistas do Sagrado Coração.
O seu grande fervor
causou-lhe a incompreensão de alguns membros da hierarquia eclesiástica
até o ponto de afastá-lo das suas obras. Mas as incompreensões e o
sofrimento não o abateram. Como servo bom, fiel e obediente, afastou-se
humildemente das congregações por ele fundadas, de sua família e de sua
cidade, e juntamente ao Padre Savério Valério, acolhido com muito amor
pelo Beato Bartolo Longo, foi viver na cidade de Pompéia (Itália), perto
do santuário da Virgem do Rosário. Nos últimos dias da sua vida, Padre
Eustáquio viveu em Pompéia em grande pobreza, caridade incansável e
operosidade apostólica até o dia 02 de janeiro do ano de 1923,
considerado já um “santo”.
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