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Passaporte? Sacramento?
Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
Ocasionalmente ouvimos algumas afirmações, em relação ao batismo, sendo atribuídas a momentos de lucidez e de maturidade. Por exemplo, há quem diga: “Não vou batizar meu filho, deixarei que ele escolha a religião que quiser seguir”; ou ainda por falta de esclarecimento teológico: “Quero batizar logo meu filho para que o Mal não tenha poder sobre ele”; por fim, diante do desconhecimento da misericórdia divina: “Quero batizar meu filho porque se morrer sem ser batizado, não irá para o céu”; além de outras crendices e ateísmo disfarçado.
O batismo não é apenas o sacramento da iniciação cristã, nem se reduz a um ritual de ingresso no Cristianismo, nem é um gesto mágico para livrar alguém dos poderes e das influências malignas e nem mesmo um passaporte para a vida pós morte.
O sacramento do Batismo é a inserção da pessoa no mistério da redenção, é aceitar Jesus Cristo como Salvador, é responder positivamente ao chamado de Deus para uma vida de filho e de irmão. Portanto não sou eu quem escolho, mas como já fui escolhido, respondo se aceito ou não. O que faço ao batizar meu filho é um gesto de humildade em dizer “eu o recebi de suas mãos, eu sozinho não poderia tê-lo gerado, a vida vem de você, você é a Vida”.
Ninguém vai deixar seu filho crescer para perguntar se ele quer ser alfabetizado ou não e em que língua; ninguém vai perguntar ao filho se quer ser vacinado, se quer receber a DPT (contra rubéola, caxumba e sarampo) nem se quer ou não fazer o teste do pezinho (para detectar até 30 possíveis doenças), mas exatamente porque sabe que isso é bom, que faz bem, que previne e que o torna capaz de se comunicar, os pais vão fazendo, mesmo que a criança chore ou tenha saudades por ficar na escola sem a presença deles.
Ser batizado é ter Deus como modelo de vida, é se identificar com Jesus Cristo, é ser homem e mulher para os demais, é ser ecológico, é ser humano, é dizer ao mundo que ele poderá sempre contar com você, aconteça o que acontecer.
