Se as
“pré-campanhas” estão lançadas, então o eleitor precisa começar a observar tudo
o que acontece e ficar alerta.
A
primeira questão é: as coligações, acordos, chapas ou arranjos políticos que
foram realizados até agora tiveram a única preocupação de juntar vários
partidos que permitam mais tempo de propaganda na televisão e no rádio e
conquistar o maior número de vagas na Assembleia, na Câmara e no Senado. Com
maiorias fica fácil aprovar os projetos que sejam do interesse de quem governa.
Com maiorias uns mandam e outros obedecem.
O olhar
do eleitor agora é de perceber outros elementos como, por exemplo, quem são
os candidatos dessas coligações, que história de vida social e política já
demonstraram, o que defendem em seus discursos e como tratam os outros
partidos, que lutas abraçam e qual o grau de respeito no trato com os diversos
desafios, será que respeitam os direitos humanos, a opinião e a vontade
popular? Ou estão na coligação apenas por interesse?
É hora de
“ficar de olho”, as chapas estão constituídas. Os acordos fechados. Cada
coligação vai tentar impor ao eleitor o seu grupo como um “pacote fechado”. As
propagandas certamente falarão de um e de outro, tentando convencer você a
votar nos mesmos acordos dos quais você não participou.
Mas os
partidos e os “cabeças” das coligações esqueceram um detalhe: você eleitor não
precisa votar na chapa se os candidatos que estão nela não têm os requisitos
que você deseja. É hora de ficar atento!
O eleitor tem o direito e o dever de escolher quem melhor o represente e quem pensa no bem de todos e não apenas no bem de alguns. O eleitor é livre e pode escolher candidatos de qualquer uma das coligações que se apresentam. O compromisso do eleitor é com o candidato que ele acredita, seja qual for o partido ou coligação que ele pertença.
Então comece agora. Verifique quem são os
candidatos a governador, senador, deputado federal e estadual. Conheça todos
também aqueles que têm menos tempo de propaganda, distribuída de acordo com a
lei que beneficia as coligações. O acordo é dos partidos e dos candidatos. A
escolha é sua.
A segunda
questão é: na hora de preparar os planos de governo qual será a influência das
coligações? Quem vai ditar as regras de comando?
A
terceira questão é: Haverá lugar para satisfazer a todos na hora de distribuir
os cargos de maneira que aqueles que agora aumentam o tempo da propaganda e se
transformam em cabos eleitorais se sentirão compensados ou será necessário
criar, melhor inventar cargos, colocar pessoas sem competência técnica
exercendo funções como “pagamento” por essas ajudas?
Enfim, é
hora de começar a avaliar quem são os candidatos, quem está ajudando quem, quem
defende o quê e quem escuta a vontade do eleitor na hora de apresentar
projetos. Não deixe para a última hora a sua escolha e se você não consegue
entender todos os cálculos políticos, procure alguém que entende para
conversar. Alguém de inteira confiança e se possível confronte as opiniões,
pois tem cabo eleitoral também que se compromete com candidato desonesto.
Seja um
eleitor cidadão. Escolha com liberdade os melhores candidatos. Se tiver dúvidas
leia a carta do senhor arcebispo de Vitória Dom Luiz Mancilha Vilela, neste
site em declarações oficiais ou click
aqui.
Pensei muito neste artigo. Esse é o início de um debate necessário para nós que vivemos igreja e política no dia a dia, querendo ou não. Precisamos exercitar a tomada de decisão e dizer quem queremos ou quem não queremos e não deixar políticos mal intencionados se auto intitularem nossos representantes sem nosso devido consentimento, apenas endossados pelo nosso silêncio. Hoje a vaga do Senado está na berlinda. O que faremos???????? Lucienne Bastos
LUCIENNE BASTOS, enviado em 25/06/2010 09:36:34
Uma boa escolha parte de boa interpretação. Algo que deve ser analisado é a participação popular na construção democrática. Que participação popular seria essa? Será que as bases estão participando dessa construção? Devemos fomentar essa participação consciente para a democracia ser plena.
LUIZ ROSA, enviado em 22/06/2010 17:02:18
Parabéns pelo artigo. Agora precisamos levar esse assunto para nossas Ceb's, para que, um maior número de cristãos católicos tomem conhecimento da posição de nossa Igreja e não tenha medo de denunciar os políticos corruptos.
MARGARETH ALBANI, enviado em 22/06/2010 17:01:54
Muito legal ler artigos como este num site de Igreja. Sinal que a Igreja prima pela conscientização política. Terá continuação? ....
ALEXANDRE LEMOS, enviado em 22/06/2010 15:38:16
Os políticos só gostam da gente antes das eleições, depois nem ligam. Agora já sei que não precisa ser assim. A gente pode e deve cobrar e exigir, mas antes tem que escolher bem.
MARIA SILVA, enviado em 22/06/2010 14:55:39
Quanta mudança! Até um tempo atrás a gente fugia na hora da propaganda eleitoral e raramente discutia política, que não raro era assunto só "para homens". Hoje a gente participa, tem que ajudar a esclarecer, ficar de olho e consequentemente pode exigir. Sinais dos tempos!
ANA LEMOS, enviado em 22/06/2010 14:55:09

