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Faça sua escolha
Terça-feira, 22 de Junho de 2010

O último final de semana foi marcado por cálculos matemáticos precisos que não foram feitos nem por economistas nem por matemáticos ou administradores. No futebol a contagem era saldo de gols que podem definir posições para a próxima fase. Na política era o lançamento oficial dos candidatos e os políticos transformaram-se em verdadeiros amantes das somas. Quanto mais partidos coligados, melhor. Sabe por quê? Na campanha política, mais partidos, significa mais tempo de propaganda, mais cabos eleitorais, mais repetições de nomes... enfim..mais, mais e mais. E a justiça eleitoral insiste em dizer que a campanha começa em 05 de julho. Isso que você viu e ouviu é pré-campanha.

Se as “pré-campanhas” estão lançadas, então o eleitor precisa começar a observar tudo o que acontece e ficar alerta.

A primeira questão é: as coligações, acordos, chapas ou arranjos políticos que foram realizados até agora tiveram a única preocupação de juntar vários partidos que permitam mais tempo de propaganda na televisão e no rádio e conquistar o maior número de vagas na Assembleia, na Câmara e no Senado. Com maiorias fica fácil aprovar os projetos que sejam do interesse de quem governa. Com maiorias uns mandam e outros obedecem.

O olhar do eleitor agora é de perceber outros elementos como, por exemplo, quem são os candidatos dessas coligações, que história de vida social e política já demonstraram, o que defendem em seus discursos e como tratam os outros partidos, que lutas abraçam e qual o grau de respeito no trato com os diversos desafios, será que respeitam os direitos humanos, a opinião e a vontade popular? Ou estão na coligação apenas por interesse?

É hora de “ficar de olho”, as chapas estão constituídas. Os acordos fechados. Cada coligação vai tentar impor ao eleitor o seu grupo como um “pacote fechado”. As propagandas certamente falarão de um e de outro, tentando convencer você a votar nos mesmos acordos dos quais você não participou.

Mas os partidos e os “cabeças” das coligações esqueceram um detalhe: você eleitor não precisa votar na chapa se os candidatos que estão nela não têm os requisitos que você deseja. É hora de ficar atento!

O eleitor tem o direito e o dever de escolher quem melhor o represente e quem pensa no bem de todos e não apenas no bem de alguns. O eleitor é livre e pode escolher candidatos de qualquer uma das coligações que se apresentam. O compromisso do eleitor é com o candidato que ele acredita, seja qual for o partido ou coligação que ele pertença.

Então comece agora. Verifique quem são os candidatos a governador, senador, deputado federal e estadual. Conheça todos também aqueles que têm menos tempo de propaganda, distribuída de acordo com a lei que beneficia as coligações. O acordo é dos partidos e dos candidatos. A escolha é sua.

A segunda questão é: na hora de preparar os planos de governo qual será a influência das coligações? Quem vai ditar as regras de comando?

A terceira questão é: Haverá lugar para satisfazer a todos na hora de distribuir os cargos de maneira que aqueles que agora aumentam o tempo da propaganda e se transformam em cabos eleitorais se sentirão compensados ou será necessário criar, melhor inventar cargos, colocar pessoas sem competência técnica exercendo funções como “pagamento” por essas ajudas?  

Enfim, é hora de começar a avaliar quem são os candidatos, quem está ajudando quem, quem defende o quê e quem escuta a vontade do eleitor na hora de apresentar projetos. Não deixe para a última hora a sua escolha e se você não consegue entender todos os cálculos políticos, procure alguém que entende para conversar. Alguém de inteira confiança e se possível confronte as opiniões, pois tem cabo eleitoral também que se compromete com candidato desonesto.

Seja um eleitor cidadão. Escolha com liberdade os melhores candidatos. Se tiver dúvidas leia a carta do senhor arcebispo de Vitória Dom Luiz Mancilha Vilela, neste site em declarações oficiais ou click aqui.

Comentários (6)

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  • Pensei muito neste artigo. Esse é o início de um debate necessário para nós que vivemos igreja e política no dia a dia, querendo ou não. Precisamos exercitar a tomada de decisão e dizer quem queremos ou quem não queremos e não deixar políticos mal intencionados se auto intitularem nossos representantes sem nosso devido consentimento, apenas endossados pelo nosso silêncio. Hoje a vaga do Senado está na berlinda. O que faremos???????? Lucienne Bastos

    LUCIENNE BASTOS, enviado em 25/06/2010 09:36:34

  • Uma boa escolha parte de boa interpretação. Algo que deve ser analisado é a participação popular na construção democrática. Que participação popular seria essa? Será que as bases estão participando dessa construção? Devemos fomentar essa participação consciente para a democracia ser plena.

    LUIZ ROSA, enviado em 22/06/2010 17:02:18

  • Parabéns pelo artigo. Agora precisamos levar esse assunto para nossas Ceb's, para que, um maior número de cristãos católicos tomem conhecimento da posição de nossa Igreja e não tenha medo de denunciar os políticos corruptos.

    MARGARETH ALBANI, enviado em 22/06/2010 17:01:54

  • Muito legal ler artigos como este num site de Igreja. Sinal que a Igreja prima pela conscientização política. Terá continuação? ....

    ALEXANDRE LEMOS, enviado em 22/06/2010 15:38:16

  • Os políticos só gostam da gente antes das eleições, depois nem ligam. Agora já sei que não precisa ser assim. A gente pode e deve cobrar e exigir, mas antes tem que escolher bem.

    MARIA SILVA, enviado em 22/06/2010 14:55:39

  • Quanta mudança! Até um tempo atrás a gente fugia na hora da propaganda eleitoral e raramente discutia política, que não raro era assunto só "para homens". Hoje a gente participa, tem que ajudar a esclarecer, ficar de olho e consequentemente pode exigir. Sinais dos tempos!

    ANA LEMOS, enviado em 22/06/2010 14:55:09

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