A primeira ala do Grito dos Excluídos contou com a participação da Pastoral da Juventude, PJ, que denunciou os assassinatos na região metropolitana. A ala foi circundada por faixas contendo os nomes das vítimas da violência e durante o percurso as pessoas acrescentavam nomes de pessoas assassinadas. No final do Grito, as faixas foram colocadas em torno do Palácio Anchieta, o símbolo do governo do Estado, que deveria trabalhar para que essa realidade fosse modificada. Outras duas alas, limite da propriedade rural e outros direitos, seguiram os jovens na caminhada que saíu do Sambão do Povo e terminou em frente ao Palácio do Governo.
A manifestação caminhou tranquila na contramão da Av. Cleto Nunes e no cruzamento com a Av. República andou, também na contramão, com os participantes do Desfile Oficial. Durante a caminhada uma urna esteve à disposição daqueles que quiseram votar para conseguir que o Congresso Nacional vote pela realização de um plebiscito pelo limite da propriedade rural. O Grito foi organizado pelas pastorais sociais da Arquidiocese de Vitória e outras entidades que lutam pelos direitos humanos.
Durante o percurso cabos eleitorais de alguns candidatos aproveitavam para distribuir materiais de campanha, atitude que foi desautorizada pela organização e vaiada pelos participantes.
Confira outras fotos do evento aqui.
Parabéns Pe. Kelder, continuo me espelhando no seu trabalho, e mesmo que apareçam barreiras, e são muitas...eu persevero porque aprendi de você e do Pe. Gabriel: Prefiro morrer pela vida ...
IVANILDA, enviado em 21/09/2010 13:41:39
Diferentemente do que foi apontado pela imprensa havia mais de 4 mil pessoas participando desta atividade. Mais uma vez o povo foi às ruas mostrar sua força e indignação. Os "gritos" se tornaram coletivos em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
LUIZ ROSA, enviado em 09/09/2010 13:17:54

