A missão de catequista

30 agosto, 2021

Assim como o Filho foi enviado pelo Pai, Ele também enviou os Apóstolos com a missão de ensinar a todos os povos e batizá-los, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O Espírito Santo, enviado pelo Ressuscitado, no dia de Pentecostes, habitou na Igreja e nos corações dos fiéis para os impeli-los em missão. Assim sendo, a Igreja recebeu de Cristo o mandato de anunciar a verdade da salvação e de levá-la até os confins da terra (At 1,8). Segundo o Concílio Vaticano II, os sucessores dos Apóstolos (Bispos), recebem do Senhor a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho à toda criatura, para que os homens se salvem pela fé, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos (cf. LG, 24). Por isso, além dos Cooperadores da ordem Episcopal, os presbíteros (PO,02), também os leigos são chamados por Deus a uma missão específica na Igreja, consequente do seu Batismo e Crisma (cf. LG, 33). Dessa forma, a todo batizado incube a missão de difundir a fé, segundo a sua própria condição.

Entre os diversos serviços exercidos pelos leigos na edificação da Igreja de Cristo e em obediência ao Espírito, nota-se o Ministério de catequista. Considerando que, ao longo desses dois milênios, este ministério tornou-se insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé, o Papa Francisco quis reconhecê-lo como um carisma oficial da Igreja. Portanto, no dia 10 de maio de 2021, o Pontífice publicou a carta apostólica ANTIQUUM MINISTERIUM – Antigo Ministério – instituindo o Ministério laical de Catequista. Essa iniciativa papal se justifica ao considerar a responsabilidade dos pastores em enriquecer a comunidade cristã com o reconhecimento de ministérios laicais capazes de contribuir na transmissão dos ensinamentos dos Apóstolos. Segundo o Pontífice, devido à cultura globalizada (Fratelli Tutti, 110) e a renovação da consciência da Evangelização, no mundo contemporâneo, a presença dos catequistas é urgente e insubstituível (EV. G, 163-168).

O Papa apresenta as condições para a missão de catequistas, a saber: fidelidade ao passado, responsabilidade pelo presente e escuta à voz do Espírito (Can. 774). O documento enfatiza que a iniciativa do chamado é de Deus. É o Espírito Santo quem convoca para essa missão.

Conforme a carta, o que se espera do catequista? Espera que seja testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhador e pedagogo que instrui em nome da Igreja. Para que se corresponda a essa expectativa requer-se sempre do catequista três atitudes: A oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade.

Francisco estabelece os critérios para que o fiel seja instituído neste ministério: haja, por parte dos pastores, o discernimento de que a pessoa tenha sido chamada para essa vocação, sejam homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral, e pedagógica, para serem solícitos comunicadores da verdadeira fé, tenham madura experiencia prévia de catequese (CD, 11; Cân. 231 §1).

O papa exorta para que a Igreja valorize o Ministério de Catequista, mas também que supere qualquer tentativa de clericalizá-lo.

Almeja-se, com essa iniciativa, maior valorização e consciência da identidade e missão dos leigos na Igreja. Apetece-se que aumente o número de leigos com profundo sentido eclesial e fidelidade ao compromisso com a caridade, catequese e celebração da fé (cf. EG, 102), a fim de que se faça ecoar a Palavra de Deus a todos que anseiam ouvi-la.

Padre José Paulino

 

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