Comunhão espiritual em tempos de pandemia

16 junho, 2020

Em meio a uma pandemia e a realidade do isolamento social, as famílias têm fortalecido a sua Fé por meio da comunhão espiritual. Na Arquidiocese de Vitória, a recomendação do Arcebispo Dom Dario Campos é que as paróquias celebrem as missas sem aglomeração de pessoas. Com isso, os fiéis podem participar da Celebração Eucarística pelas transmissões no rádio, TV e redes sociais.

Muita gente ainda tem dúvida sobre o que é a comunhão espiritual e como se preparar para que ela aconteça. Dom Geraldo Lyrio Rocha é capixaba, arcebispo emérito da Arquidiocese de Mariana e atualmente reside no território da Arquidiocese de Vitória. Ele explica que se entende por comunhão espiritual a atitude interior da pessoa que deseja se unir profundamente a Jesus Cristo.

“A máxima expressão dessa união pessoal com Jesus Cristo se dá na Comunhão Eucarística. Recebendo a hóstia consagrada, o vinho consagrado, nós recebemos o corpo, sangue, alma e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto é o próprio Jesus que se entrega a nós como alimento. Impossibilitados de receber este alimento sagrado fisicamente, então nós buscamos entrar em comunhão de forma espiritual, pedindo que já que não podemos receber Jesus na Sagrada Eucaristia, que ele venha habitar em nosso coração, em nossa vida, nos transformar, nos iluminar e ser uma presença em nós”, detalha.

Segundo Dom Geraldo para estar em comunhão com Jesus Cristo, o fiel precisa estar com o coração também aberto para acolhê-lo, rejeitando o mal, o erro e o pecado. Dessa forma primeiro ele deve pedir perdão, para que com o coração purificado pela misericórdia de Deus possa acolher nele mesmo o Cristo Senhor.

O arcebispo emérito reforça que através dos meios de comunicação que hoje dispomos, todos têm a grande oportunidade de estar em sintonia com a Sagrada Eucaristia que está sendo celebrada. Mas é necessário fazer uma preparação para também celebrar em casa, cuidando do ambiente e reunindo a família: “nós procuramos a partir daí ir formar uma verdadeira Igreja Doméstica em nosso lar. E isso tem consequências muito profundas tanto para os pais quanto para os filhos que são nutridos pela Fé. Essa religiosidade também vai sendo alimentada de forma que mantemos os laços que nos ligam a nossa comunidade eclesial”.

Toda essa preparação para viver a comunhão espiritual é feita na casa de Daniela De Nadai. Ao lado do marido Bruno e da filha Marina de 7 anos, eles decidem o horário que vão participar da missa todos os domingos e meia hora antes eles já transformam a sala de casa em uma Igreja Doméstica, acendem uma vela e trocam de roupa, como se fossem se deslocar até a comunidade Santo Antônio, que pertence à paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro e da qual fazem parte. 

Daniela conta que desde o início da pandemia sua filha montou um altar no móvel da sala reunindo as imagens de Nossa Senhora e dos santos que eles têm em casa. Embaixo da televisão, que é onde eles acompanham a missa, também é colocada uma cruz como se fosse um altar. Ela reforça que eles sempre participam com todos os gestos: sentados, em pé ou ajoelhados e fazem as preces em voz alta.

“No momento do ofertório, além de ofertar os dons, fazemos nossa oferta pelo Picpay. E na comunhão a gente faz a comunhão espiritual. Enquanto o padre comunga pedimos a Jesus que fique em nós e que seja nosso alimento. Fazemos nossas orações de agradecimento, pois em todas as dificuldades a gente tem muito que agradecer a Deus”.

Daniela explica que ela e o marido são ministros da Eucaristia e participam de outras equipes e movimentos na comunidade. Eles estão sentindo muita falta da participação presencial na Igreja, mas acham importante a comunhão espiritual para renovar a Fé e sentirem que tem um Deus cuidando de tudo.

“É tanto medo, tantas coisas que acontecem não só na parte da saúde, mas na parte financeira, psicológica, criança estudando em casa. Dúvidas surgem como o que vai ser daqui pra frente? Como serão as convivências? Os relacionamentos? Essas respostas só confiando em Deus mesmo e tendo um renovo de participar das missas e das novenas em uma Igreja doméstica. Isso dá um acalento ao coração: saber que a Igreja está viva.”, conclui.

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