“Eu sou a Ressurreição e a Vida”

2 novembro, 2021

Jonatan Rocha I “Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá’” (Jo 11, 25).

O mês de novembro tem uma grande peculiaridade, tendo em vista que nele a Igreja celebra aquilo que chamamos de “comunhão dos santos”, isto é, a comunhão entre os seus três estados de existência: os peregrinos na terra; os que são purificados, tendo já terminada a sua peregrinação; e, os que estão glorificados no Céu (cf. CIC 954).

Hoje, dia 02 de novembro, dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, trazemos ao coração aqueles que partiram professando a fé em Cristo e esperando obter dele a vida eterna: “…então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado” (2Mc 12, 46).

O termo “finados”, mais comumente utilizado para denominar esse dia, parece não expressar toda a força e confiança que a fé cristã possui. Isso porque, a palavra “defunto” tem sua origem no latim e designa aquele que cumpriu sua função/missão no mundo. Contudo, resta ainda a esperança na vida eterna e missão dos que estão na presença de Deus: “Eu sei que meu redentor está vivo(…) eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão” (Jó 19, 25.27).

A morte é o evento inadiável de todo e qualquer ser vivente que, cedo ou tarde, será chamado a nela comparecer. Todavia, “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5, 5). Assim sendo, é preciso ter esperança naquele que se entregou à morte por nós. Bebendo um cálice tão amargo, Jesus quis nos fazer “saborear a suavidade do Senhor” (Sl 26, 4), encorajando-nos a não temer a morte, mas tê-la como o momento em que “Deus chama o homem a si” (CIC 1011).

A dor e a tristeza acompanham aqueles que são surpreendidos com a falecimento de um familiar ou um amigo. A enigmática cena de Jesus que chora com a morte de Lázaro (Jo 11, 35) demonstra que além de experimentar o suplício da cruz, antes, compadeceu-se profundamente das dores humanas: “É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos” (Sl 115, 15). A esperança da acolhida na casa paterna, porém, deve animar e consolar nossa alma abatida.

Que todos vivamos na presença do Senhor, de tal maneira que, no momento derradeiro de nossa vida, nosso desejo seja de “partir e estar com Cristo” (Fl 1, 23) e ouvirmos aquele chamado irresistível que nos fará participar do convívio dos eleitos: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!” (Mt 25, 34).

Jonatan Rocha do Nascimento

Seminarista do 3º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São João Batista – Sede – Cariacica.

Paróquia de estágio Pastoral: São Pedro – Muquiçaba – Guarapari.

Referências

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 2000.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2008.

LITURGIA DAS HORAS. v. I., Petrópolis: Vozes. São Paulo: Paulinas/Paulus/Ave Maria, 2004.

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