“Eu Sou o Bom Pastor”

25 abril, 2021

 

Leonardo Oss | “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 14)

Dando continuidade ao tempo litúrgico da Páscoa do Senhor, a caminho da Solenidade de Pentecostes, a Liturgia deste dia chama-nos a atenção para o pastoreio de Jesus. Neste domingo, intitulado pelo Papa São Paulo VI em 1964 como “Domingo do Bom Pastor”, a Igreja reza pelas vocações pedindo ao “Senhor da messe que envie operários” (Mt 9, 38).

A Primeira Leitura é retirada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por São Lucas. Para entendermos a narrativa desta mensagem, é necessário voltarmos ao capítulo 3, versículos 1 a 10, que descreve a subida de Pedro e João ao Templo para rezar “a oração da hora nona” (At 3, 1), e o encontro destes com um homem coxo que costumava ficar às portas do Templo pedindo esmolas (cf. At 3, 2). Ora, quando o homem viu Pedro e João entrarem no Templo, lhes pediu esmola (cf. At 3, 3). Pedro, olhando para o homem, disse: “não tenho ouro e nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (At 3, 7). No mesmo instante, o homem ficou curado e entrou no Templo junto com os dois, louvando a Deus (Cf. At 3, 8).

Como era de se esperar, algumas autoridades do Templo, como os sacerdotes, ficaram irritados e prenderam Pedro e João (cf. At 4, 3). Na manhã seguinte, os dois foram levados à presença dos chefes, anciãos e escribas, para passar por um interrogatório: “com que poder ou em qual nome vós fizestes isso?” (Cf. At 4, 7). Após a interrogação, Pedro – cheio do Espírito Santo-, responde que “é pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré, aquele que vós crucificastes e que Deus Ressuscitou dos mortos, que este homem está curado, diante de vós” (At 8, 10). Pedro, cita em sua resposta o final do Salmo 117, acrescentando uma nova interpretação, à luz do Mistério de Cristo: “Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular” (At 4, 11). Portanto, a narrativa da Primeira Leitura apresenta-nos o exemplo de coragem de Pedro e João, pois que não temeram oposição em anunciar a Boa-Nova da salvação.

Dando sequência, a Segunda Leitura é da primeira Carta de São João. Nela, João salienta como mensagem principal, dois fatores: o presente de amor que Deus nos concedeu “de sermos chamados de seus filhos” (Cf. 1 Jo 3, 1); e a manifestação da glória de Jesus a nós, que fará de nós, que somos filhos de Deus, “semelhante a ele, porque o veremos tal como ele é” (Cf. 1 Jo 3, 2). À vista disso, a mensagem bíblica desta passagem para nós é a da busca constante por configurar-se a Cristo no nosso dia a dia, para que possamos proclamar as maravilhas de Deus, tal como fizeram os Apóstolos.

O Evangelho de São João narra a mensagem central desta liturgia. Cristo apresenta-se como o Bom Pastor que “dá a vida por suas ovelhas” (Cf. Jo 10, 11). Para bem apreciarmos o Evangelho, podem destacar-se três importantes características do Bom Pastor.

A primeira: o Bom Pastor “dá a vida por suas ovelhas” (Cf. Jo 10, 11). Ora, Cristo sendo o Bom Pastor por excelência, deu a sua vida para salvar a humanidade do pecado, e por isso, todo aquele que deseja ser bom pastor, seguindo os passos de Cristo, deve também dar a sua vida pelas ovelhas do redil.

A segunda característica é que o Bom Pastor conhece suas ovelhas, assim como Jesus disse: “Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (Cf. Jo 10, 14). É importante essa relação entre ovelha e pastor, pois normalmente a ovelha carrega o cheiro de seu pastor e, portanto, o conhece bem. Tal relação é de um amor fraterno, já que o pastor, também as conhecendo, dá a sua vida por elas, como Ele mesmo disse: “eu dou minha vida pelas ovelhas” (Cf. Jo 10, 15)

A terceira e última característica é o cuidado do Bom Pastor para com suas ovelhas. Tal cuidado não é só com as suas ovelhas, mas também com as ovelhas que estão dispersas. Este cuidado fará com que tais ovelhas perdidas escutem a sua voz e o sigam, até que haja “um só rebanho e um só pastor” (Cf. Jo 10, 16). Tudo isso é consequência do amor de Deus por nós em seu Filho, Jesus Cristo.

No dia de hoje também fazemos memória de nossos pastores: o Santo Padre, o Papa Francisco; nosso Arcebispo Metropolitano Dom Dario Campos; e nossos padres que conduzem com zelo as paróquias e as lideranças das Comunidades Eclesiais de Base. Elevemos a Deus nossas preces por nossos pastores, para que Ele na sua infinita bondade possa assisti-los em suas necessidades. Que cada vez mais, possam configurar-se a Cristo, o Bom Pastor.

Leonardo Oss

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Conceição – Alfredo Chaves.

Paroquia de Pastoral: São Pedro Apóstolo – Nova Palestina – Vitória.

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