Igrejas em Circuito Três Santas

28 junho, 2021

O Estado do Espírito Santo tem um novo circuito turístico na região das montanhas capixabas. Lançado oficialmente no dia 23 de Junho, em cerimônia realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. O evento teve a participação do governador do Estado, Renato Casagrande, da vice-governadora Jacquelinne Morais e da Secretária Estadual de Turismo, Lenise Loureiro, além de empresários, deputados, secretários e prefeitos dos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa.

Em Santa Leopoldina, a cidade que é considerada mãe das Três Santas e denominada pelo escritor “Graça Aranha”, do romance de Canaã (1902), como a “Filha do Sol e das Águas”, devido suas inúmeras quedas d’águas em seu território, o visitante pode desfrutar desde as belezas naturais até os traços arquitetônicos do Sítio Histórico na região do Centro.

Nas margens turísticas do sítio histórico encontra-se no alto da cidade, a bela e exuberante Igreja Matriz Sagrada Família, construída em 1911, tendo seu interior todo pintado à mão. A Igreja fica em uma das montanhas que circunda a cidade de Santa Leopoldina, numa elevação aproximadamente de 100 metros, da qual se pode descortinar todo traçado do Sítio Histórico da Sede e grande parte do percurso do Rio Santa Maria da Vitória, que corta ao meio a cidade.

“As igrejas são de muita importância para a população Leopoldinense, não apenas por suas belezas, mas também, por ser além de um monumento, é um local de muita fé e espiritualidade, onde buscamos forças para passar por momentos difíceis como este de pandemia.” Destacou, Roseni Nunes, moradora de Santa Leopoldina

Roseni destacou ainda, a beleza e animações das festas realizadas pela comunidade Católica, em especial os festejos de São Sebastião, realizados anualmente em janeiro e os festejos de São João, Pedro e Paulo na tradicional festa junina. “As festas que ocorriam pela comunidade, ajudavam muito para manter o trabalho da igreja e a conservação de seus bens, mas diante a pandemia, essa arrecadação diminuiu. Mas, sou grata a Deus e muito devota à Nossa Senhora, por fazer parte da congregação católica. Sou muito feliz aqui!”, disse.

Sobre a Construção da Matriz

A planta da Igreja foi aprovada pelo Administrador da Diocese, na época, Monsenhor Casela. No dia 24 de setembro de 1901, foi lançada a primeira pedra para a construção da Igreja a qual, nessa grande solenidade, já foi dedicada a Sagrada Família. Em julho de 1902, ficaram prontos as paredes e o telhado, e no dia 8 de setembro foi colocada a torre da cruz.

No dia 25 de dezembro de 1903, o vigário, Pe. Paulo Gruber, que ainda residia em Tirol, celebrou a primeira Santa Missa. No dia 25 de março de 1904, os carpinteiros da cidade, gratuitamente, iniciaram o trabalho de assoalhar o piso da Igreja com madeira doada por João Vervloet. Na mesma época o Sr. Franz Rúdio fez a doação dos dois sinos.

Em 1911, a Irmandade Nossa Senhora Auxiliadora realizou muitas quermesses durante o ano para a construção do forro, cuja madeira era pinho da Escandinávia ou Rússia e foi comprada no Rio de Janeiro. Em 1923 a família de José Reisen doou o altar de mármore para a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Em abril de 1923, dois irmãos da Congregação Verbita concluíram a pintura interna e o povo exclamava: ‘ Não há no Estado uma igreja tão bonita como a nossa Igreja Matriz’.

Em 1943, a igreja recebeu a imagem de São Sebastião. Em 1947, a Paróquia realizou a Campanha dos Ladrilhos, em que cada pessoa que quisesse participar doaria 1 metro quadrado de ladrilho que se encontra até os dias atuais. A obra da Igreja foi inaugurada em 23 de maio de 1947.

A partir daí, alguns governos municipais realizaram algumas pequenas obras de reforma e a própria paróquia, com recursos do fundo paroquial e com as festas que a Igreja faz, uma grande festa, com comidas típicas, quadrilha e muito forró.”

Igreja do Tirol

Marco da colonização, é datada de 1895 e foi construída em estilo neogótico pelos primeiros imigrantes austríacos que se instalaram na Comunidade do Tirol. Eles eram artesãos, o que pode ser observado nos detalhes da Igreja. A torre na parte dos fundos também é outra característica cultural desses imigrantes.

A instalação do Tirol é elucidada por Karl Ilg, no seu fundamental livro sobre os colonos de língua alemã na América do Sul, obra dedicada à memória da Arquiduquesa Leopoldina da Áustria (1797-1826) com referência à situação de penúria após as guerras napoleônicas no Tirol, e que levara a que tiroleses aceitassem o convite de D. Leopoldina para participarem de uma milícia de estrangeiros no Brasil. Tendo sido posteriormente instalados na região, a eles se seguiram, em 1857, emigrantes provenientes do Stubaital e de Mieming-Obsteig em Oberinntal.

Nas terras montanhosas dessa região do Espírito Santo (“terra fria”), os tiroleses encontraram condições topográficas que lembravam a terra de origem e Tirol tornou-se povoado principal da região. Se o nome de “Santa Leopoldina” parece remeter à veneração de Maria Leopoldine da Áustria na cripta dos Capuchinhos em Viena, também o santo à qual foi dedicada a primeira igreja da localidade, S. Fidelis (1578-1622), indica a ação missionária dos Capuchinhos no Espírito Santo. Essa igreja, construída em 1863, foi obra do Pe. Hadrian Lantschner (+1868), proveniente de Innsbrück.

O culto do primeiro dos mártires da Ordem dos Capuchinhos, cujas relíquias são conservadas no convento Capuchinho de Feldkirch, amplamente difundido na época no sul da Alemanha, Áustria e Suíça, vincula-se à uma época da história religiosa marcada pelo movimento de restauração católica no espírito do Concílio de Triento e à missão católica contra-reformatória na Europa Central.

O seu culto entre os católicos do Tirol no Espírito Santo estabeleceu uma ponte entre a história religiosa e eclesiástica conflitante dessa região européia e um território colonial também marcado pelas tensões com os colonos alemães protestantes que ali se estabeleceram.

O papel central desempenhado pelo povoado Tirol na história cultural da região relacionou-se assim estreitamente com as atividades missionárias, primeiramente dos Capuchinhos austríacos a serviço da Propaganda Fide de Roma. Mais tarde, correspondendo também às transformações causadas pela vinda de levas de imigrantes de outros contextos de origem, a liderança religiosa passaria a outra sociedade missionária.

Casa Paroquial 

Além das igrejas, os visitantes podem ainda contemplar da arquitetura da Antiga Casa Paroquial na Vila do Tirol e da atual Casa paroquial na região da Sede de Santa Leopoldina.

Grutas de Nossa Senhora de Lurdes

A religiosidade dos primeiros povos de Santa Leopoldina é marcada em alguns pontos do município, seja pelos diversos templos católicos e/ou luteranos espalhados por quase todas as comunidades rurais do município, ou por grutas construídas em alguns locais. Ainda na Vila Tirol, encontra-se a grande Gruta à Nossa Senhora de Lurdes, localizada há poucos metros da Antiga Colônia, a gruta marca a forte presença da fé católica dos imigrantes alémães e tiroleses.

Já na Sede de Santa Leopoldina, há uma outra gruta construída em um local bastante visitado pelos tropeiros na época. A sua construção foi uma homenagem dos amigos e companheiros políticos do prefeito Djalma Coutinho, assassinado a tiros na noite de 15 de junho de 1938, no interior de uma farmácia. A gruta que também tem a imagem de Nossa Senhora de Lurdes, foi financiada por Luiz Holzmeister.

Celebrações:

Igreja Divino Espírito Santo – TIROL

As missas na comunidade do Tirol são celebradas sempre no Segundo Domingo do mês, às 16h. (OBS: A Paróquia comunica que, a partir do mês de Julho, às missas serão realizadas às 15h)

Igreja Matriz Sagrada Família – SEDE

As missas na Matriz são realizadas todos os Sábados, às 19h.

Igreja Divino Espírito Santo – SEDE (Centro Pastoral Paroquial)

Missas:

Segunda, Quarta e Sexta-feira (19h)

Domingo (08h e 19h)

Adoração ao Santíssimo:

Quinta-feira (19h)

Confira abaixo o e-book do roteiro Três Santas

https://setur.es.gov.br/Media/setur/Importacao/ebook_2020_3_santas_SETUR_FINAL.pdf

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