Maria: força para o sacerdote

20 maio, 2021

Padre Hugo, administrador paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, considera que a Santíssima Virgem Maria é um modelo para quem estuda e se prepara para a vida sacerdotal, bem como para quem é padre e, ressaltou que Ela é uma inspiração por conta de sua busca para ser toda de Deus. O padre enfatiza: “Maria foi toda de Deus!”. Ele completa ainda afirmando que o sacerdote também é convidado para ser todo de Deus. 

Segundo ele Maria era humana como nós. Porém, sem o pecado original. E, dessa forma, Ela continua sendo um modelo para a humanidade, porque se ofertou totalmente a Deus e se consagrou ao Teu serviço. Nesse sentido, Padre Hugo acredita que o sacerdote também deve buscar em Maria esse modelo e essa inspiração, uma vez que vê Maria como uma colaboradora no ministério de um padre. Para ele, Ela colabora na medida que ela reza e intercede pelos sacerdotes.

Quando questionado quem é Maria em sua vida, ele ressaltou que Ela está dentro da dimensão da oferta, doação e de um exemplo a ser seguido. Quando ele pensa na Virgem Maria sempre recorda: “Eis aqui a serva do Senhor”. Padre Hugo destacou que Maria foi uma mulher que soube sacrificar suas vontades pessoais e seus próprios planos pelo reino, para acolher o seu filho junto ao seu ventre e para acompanhá-lo durante a vida. 

Membro da congregação religiosa do Sagrado Coração de Jesus, durante sua formação sempre houveram momentos marianos e a Virgem Maria sempre foi um exemplo a ser seguido. O padre reitera que a santíssima virgem era simplesmente humana, não era deusa. Por esse motivo, ele acredita que o povo católico tanto admira e tem proximidade com Maria, uma vez que é possível se espelhar em alguém que também foi humana.

Nesse sentido, padre Hugo enfatiza que o sacerdote que deseja se aproximar das pessoas, precisa, primeiramente, se aproximar dessa Santíssima Virgem, seguir seus exemplos e tudo que ela viveu além de tentar traduzir as características da mãe, diariamente, para o povo de Deus, ou seja, o padre que quer ser próximo do povo deve se revestir da simplicidade, humildade e ternura de Nossa Senhora, porque é assim que terão a possibilidade de ser o sinal de Deus no mundo. Desse modo, repetindo as virtudes da mãe e seu jeito de ser, caminharemos em direção ao Pai.

Diante desse tempo adverso de pandemia que enfrentamos, Padre Hugo, que já foi infectado pelo coronavírus, nos deixa um relato da sua experiência com a Mãe quando foi acometido pela doença. Confirma o relato abaixo:

“A minha grande dificuldade durante o momento em que tive a Covid-19 foi que o padre, com quem eu morava naquele pequeno tempo que convivemos, também estava com Covid. E como é sabido, ele faleceu. Então naquele momento eu tive que pensar um pouco na Santíssima Virgem, apesar de não ter sido nem um pouco forçoso.

Tive que entrar em contato com a família do padre diante de todo o problema que ele estava vivendo, a sua enfermidade e depois a sua morte. Eu que tive que dar o aviso para a família e isso foi doloroso para mim, eu nunca tinha passado por essa experiência, porque o padre é convidado a espalhar uma boa notícia. Cristo disse: ‘Ide por todo o mundo e espalhai o Evangelho, espalhai a boa notícia’ e eu tive que dar uma má notícia, uma má notícia para os seus familiares. Isso mexe com a gente. Foi muito difícil para mim, mas graças a Deus eu tive a companhia de outros sacerdotes que colaboraram comigo, seja na parte burocrática ou até mesmo na parte afetiva. […]

Maria é modelo da igreja. Aquilo que se fala de Maria pode se falar da igreja e aquilo que se fala da igreja pode se falar de Maria. Existe algo que identifica Maria com a Igreja. Então senti o apoio da igreja e, no apoio da igreja, senti o carinho da Santíssima Virgem que na hora da morte nos acompanha. Acompanhou o Padre Kleber e me acompanhou neste período em que ele tinha partido.

Faço uma recordação de quando eu estava no hospital, conversando com o padre Kleber, enquanto ele ainda estava vivo e levei os sacramentos para ele […] e falei: ‘Padre, estou fazendo por você o que eu gostaria que fizessem por mim. Deus está aqui, Deus está aqui com o senhor e nunca te abandonará. No teu sofrimento você não está só’. E ele olhou para mim e respondeu: ‘Ela também tá aqui. Ela também tá aqui e me acompanha. Eu creio nisso! A Virgem dos Navegantes há de me levar para o porto seguro’. E a virgem dos navegantes que ele era devoto […] o levou.

Então eu creio nessa mãe que o acompanhou nos seus momentos mais difíceis e me acompanhou também me dando força para enfrentar a dor da perda do padre. Essa presença, esse apoio da virgem eu senti através do apoio da igreja que é mãe”. 

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