Maria, mãe das vocações sacerdotais

5 maio, 2021

A alegria da Páscoa deste ano mistura-se também às festividades que demarcam o mês dedicado à Virgem Maria. Mãe de muitos títulos, a única e mesma Virgem Maria é aclamada como Virgem da Penha, Virgem de Fátima, Senhora Aparecida, Guadalupana, Senhora de Lourdes, Mãe da Vitória, Mãe das Dores e das Alegrias. A nós, vocacionados ao presbiterado, ressoa de maneira especial um título, o de Mãe dos Sacerdotes.

À mãe, muitas vezes, cabe ensinar ao filho o caminho da boa educação, da escuta, da resiliência e resignação. A mulher, que é o coração da família[1], tem a primazia do amor de tal modo que, ensina aos filhos o amor a Deus e ao próximo. A Virgem Maria conservava tudo em seu coração, porque ouvia, a todo instante a voz de Deus, que a instruía e a preenchia de alegria (cf. Lc 1, 42-43). Essa escuta amorosa fortaleceu o “sim” que a fecundou da Salvação (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 35).

Ela, Mãe de Jesus, o “único e eterno sacerdote”[2] é a vocacionada do Pai a ser mãe e portadora do Salvador, a maior das missões que uma pessoa poderia realizar na história da humanidade: dar a luz àquele que seria a Luz do mundo. Jesus, Verbo de Deus, sacerdote eterno, faz com que todo batizado, a seu modo, participe desse sacerdócio. Àqueles que são tirados do meio do povo para tratar das coisas de Deus, confere-se o ministério sacerdotal pelo Sacramento da Ordem.

Assim, uma vez sendo mãe daquele que é o único e sumo sacerdote, a Virgem Maria é, portanto, Mãe de todos os sacerdotes, que participam desta “unção” de Jesus, o Cristo, o ungido do Pai. Maria é, então, o “Seminário de Deus”, porque antes de levar o seu próprio filho a oferecer o sacrifício no altar da Cruz, ela mesma aprendeu a oferecer-se, inteiramente e com coragem, ao Deus vivo e verdadeiro: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc. 1, 38). Guiada pelo Espírito Santo que a preenchia, cumpria a vontade do Todo Poderoso na instrução e no cuidado do Filho.

A devoção à Maria demonstra-se, pois, fundamental a todo aquele que deseja imitar os passos de Jesus, mas, se impõe ainda mais essencial aos jovens que desejam configurar-se a Cristo Jesus. Maria foi a companheira no caminho de crescimento de Jesus, porque além de predestinada por Deus, possuía a maturidade da resposta vocacional e, em especial, possuía intimidade com seu Senhor, capacitando-a para que auxiliasse o desenvolvimento de seu pequeno Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens (cf. Mt 2, 52).

O caminho vocacional exige amadurecimento, mas isso não se dá sem o auxílio da graça, que é abundante na Vocacionada de Deus. O Seminário é lugar de aperfeiçoamento, correção e aprendizado quanto à natureza; a Virgem Mãe, por sua vez, ajuda-nos com sua intercessão e exemplo, a crescer interiormente o Dom de Deus e gerar Jesus, na fé e nas obras. Uma vez recebida essa graça, configurados interiormente a Cristo, possamos transbordá-lo em obras, em favor do povo.

Que este mês mariano seja, então, um mês vocacional, em que os filhos de Deus, sintam-se cada vez mais, como Jesus, filhos de Maria, instruídos e afagados por seus ensinamentos e afetos de “Mãe de Todas as Horas” e, nós, vocacionados ao ministério ordenado, possamos ser conduzidos por sua mão generosa que a todo instante nos suplica à fidelidade do chamado, como que a nos dizer: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (cf. Jo 2, 5).

[1] PIO XI, Casti Conubii, n. 27.

[2] JOÃO PAULO II, Carta aos sacerdotes por ocasião da Quinta-feira Santa de 1996.

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