Ordenação episcopal: dom Andherson Franklin

19 fevereiro, 2022

A Catedral da diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi o espaço para a ordenação de dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Treze bispos de diversas dioceses, clero de Cachoeiro e de Vitória fizeram-se presentes em grande número para celebrar junto com o bispo eleito a ordenação episcopal. O número de pessoas foi restrito devido à pandemia, mas muitos participaram através dos canais do you tube da arquidiocese de Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim e também das rádios América e Diocesana. Alegria, acolhimento e agradecimento foram os sentimentos que envolveram os participantes. Dom Andherson Franklin contou com a presença de sua mãe, irmãos, cunhados e sobrinhos e estava emocionado durante a Celebração. Como ordenantes, dom Andherson Franklin convidou Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito e dom Luiz Lisboa, bispo de Cachoeiro de Itapemirim.

A cerimônia seguiu o rito proposto para estas ocasiões, podendo ser sintetizada em três momentos:

1. A recepção na porta da catedral, quando os bispos ordenantes e o bispo eleito percorreram a nave e se dirigiram ao sacrário para um momento de adoração em silêncio e de joelhos.

2. Apresentação da bula que contém a eleição.

3. Propósito do eleito e ordenação. A ordenação acontece com a imposição das mãos dos bispos ordenantes sobre o eleito, colocação do Evangelho sobre a cabeça do eleito, prece de ordenação. Unção da cabeça e entrega o Evangelho, o anel, a mitra e o báculo.

Na homilia, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, bispo ordenante principal manifestou sua alegria pela ordenação, citou o profeta Isaías e o Apóstolo São Paulo como exemplos de apaixonados por Jesus que fizeram dos propósitos Dele os seus e expressou seu desejo para a missão episcopal do novo bispo: “Meu Irmão, Monsenhor Andherson, este mesmo amor divino deve acompanhá-lo, sustentar e impulsionar, todos os dias em seu ministério e serviço episcopal. Daqui a pouco, você será ungido para participar do terceiro grau da ordem, sendo ordenado, sagrado bispo da Igreja. Confie na força e na unção do divino Espírito Santo, como um selo do amor e da misericórdia divina impresso em seu coração, tornando-o sempre mais um “homem de Deus”, um bispo, segundo o coração de Jesus Cristo. Viva, intensamente, a sua relação com Deus, na oração, na liturgia, sendo sempre próximo e comprometido com a vida do Povo de Deus. Cultive uma união íntima com Jesus Cristo que na cruz se entregou por amor pela humanidade, a fim de que o seu ministério e serviço episcopal sejam verdadeiramente fecundos. Esteja e se faça próximo, como um pai zeloso, dos presbíteros, dos diáconos, dos religiosos e religiosas, tenha uma atenção especial pelos vocacionados, e seminaristas e sempre se coloque junto com os leigos e leigas principalmente dos mais esquecidos e sofredores. Seja, portanto, aquele que está junto nas alegrias e nas tristezas”. Leia a homilia na íntegra  clicando Homilia da Ordenação de Monsenhor Andherson Franklin.

Ao final da celebração o novo bispo dirigiu-se à assembleia litúrgica e elencou os motivos e as pessoas por que e a quem queria agradecer: as graças recebidas ao longo de sua caminhada, principalmente aquelas proporcionadas pela diocese de Cachoeiro; à família, na qual se orgulha de ter nascido; a dom Luiz Mancilha que o acolheu no Seminário, ordenou diácono e presbítero e em dom Luiz a todos os bispos; aos presbíteros de Cachoeiro pela presença fraterna e ensinamentos; aos leigos que fizeram o momento da ordenação acontecer; aos amigos; a dom Luiz Lisboa por ter sido durante a convivência um verdadeiro irmão; a dom Dario pela amizade, comunhão e confiança e a este pediu uma bênção para exercer seu episcopado com zelo. Agradeceu pelo Papa Francisco, a Deus por tudo que recebeu e terminou pedindo a todos que rezem por ele.

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Agradecimento

Cachoeiro de Itapemirim, 19 de fevereiro 2022

 A bondade divina sempre se manifestou de forma palpável em minha vida, de maneira especial, neste momento de grande graça para a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e para a Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Assim, convido a todos e todas vocês, meus irmãos e irmãs a se unirem a mim, e render graças, ao Senhor, pelos sinais de sua infinita bondade e misericórdia, percebidos e acolhidos, de maneira especial, nos inúmeros gestos de generosidade que recebi de muitos irmãos e irmãs nossas.

Eu louvo ao Senhor pelo dom da vida, da vocação e por sua presença e graça sempre constantes ao longo de toda a minha vida. Agradeço o dom de seu Filho, a quem sigo na esperança de ser fiel ao chamado que Dele recebi. Reconheço, que sem a força e unção do divino Espírito, ninguém é bom e ninguém é santo. Por isso, peço que eu seja sempre revestido da força do alto.

Agradeço ao Senhor por ter chamado o Papa Francisco, agradeço pela graça e pelo dom do ministério e serviço Petrino. Por meio da bondade divina, estou unido ao Santo Padre, no sincero desejo de sempre viver em comunhão, no serviço apostólico. Peço ao Senhor que o nosso amado Papa Francisco seja sempre mais abençoado com saúde, sabedoria e lucidez evangélica, a fim de guiar os passos da Igreja, sempre em Saída Missionária.

Eu bendigo ao Senhor pela graça de ter nascido em minha família. Por meu pai que espero repouse em paz, acolhido junto à misericórdia divina. Louvo ao Senhor pela vida de minha mãe que me ensina, ainda hoje, a ser fiel a tudo o que eles me ensinaram e comunicaram. Eu sei que ela, de joelhos, reza por nós seus filhos, diante da Sagrada Escritura. Agradeço a benção dos meus irmãos, Alessandro e Sheila, em minha vida, eu não seria quem sou sem a presença, a companhia e amor dos dois. Louvo ao Senhor, pela benção de suas famílias, pela minha cunhada Silvana e meu cunhado Rodrigo, pela vida e alegria de meus sobrinhos: Ayrton, André, Bernardo e Felipe. Neles agradeço por toda a minha família, sinais da bondade, cuidado e ternura de Deus que sempre me alcançam.

Eu louvo e bendigo ao Senhor pela Igreja que me recebeu e educou na fé, ensinando-me o caminho da Comunhão, da Participação em vista da Missão, de maneira especial, por meio da caridade fraterna. Agradeço, ao Senhor, particularmente, pela Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, que tantas oportunidades me proporcionou, para que pudesse fazer crescer e multiplicar os dons que recebi do divino amor. Louvo pela vida de tantos e tantas irmãos e irmãs que contribuíram em minha formação, ainda louvando pela oportunidade que tive de contribuir também com a formação de tantos irmãos e irmãs, nos lugares onde pude lecionar.  Eu agradeço ao Senhor, pelos bispos que marcaram a minha caminhada vocacional e ministerial, reconhecendo o dom da vida de Dom Luiz Mancilha Vilela, e nele, agradecendo a vida, o ministério e o serviço episcopal de todos os arcebispos e bispos que estão aqui hoje e de todos aqueles que se fizerem presentes de outros modos e maneiras.

Eu louvo ao Senhor e lhe sou profundamente agradecido, pelos irmãos presbíteros de nossa amada Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, aqueles que conheci e encontrei ao longo de toda a formação inicial e aqueles com os quais exerci o ministério e o serviço presbiteral, nestes últimos anos. Agradeço ao Senhor e a todos vocês meus irmãos presbíteros, pela presença, pela fraternidade, pela comunhão, pelos ensinamentos, pelo caminho trilhado e, também, pelas lutas e dificuldades vividas e partilhadas. Agradeço também ao Bom Deus, por todos os demais irmãos presbíteros que encontrei ao longo destes últimos anos, de maneira especial, os que aqui se fazem presentes. Que sejam abençoados e fecundos em seu ministério.

Eu louvo ao Senhor, pela vida e pelo ministério dos diáconos, dos religiosos e religiosas que enriquecem a caminhada de nossa Igreja com os seus dons e serviços. Agradeço o empenho dos vocacionados e de nossos queridos seminaristas, em ouvir o chamado divino, aqueles da nossa Diocese de Cachoeiro, de Vitória e das demais dioceses aqui presentes. Reconheço a benção, a fecundidade da presença e o testemunho dos leigos e leigas, homens e mulheres do trabalho cotidiano que encontram na Igreja, iluminados pela luz da Palavra de Deus, a força e a coragem de se tornarem discípulos e discípulas missionários e missionárias de Jesus Cristo, convocados, pelo batismo, a viverem a plenitude de sua vocação, como sinais visíveis do Reino de Deus, no seio de nossa sociedade, ainda tão marcada pela exclusão e miséria. 

Eu louvo ao Senhor por meus amigos e amigas, reconhecendo ser verdade de que quem encontrou um amigo, uma amiga encontrou um tesouro. Creio que todos sabem o quanto são importantes para mim.

Eu agradeço a Deus, por suscitar irmãos e irmãs tão solícitos e disponíveis, empenhados nos diversos ministérios, pastorais, serviços e trabalhos de nossas Comunidades Eclesiais de Base. Agradeço porque também neste momento tão fecundo para a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e para a Arquidiocese de Vitória se dispuseram e contribuíram para que este momento eclesial pudesse ser vivenciado por todos nós.

Eu bendigo ainda ao Senhor pela vida e pelo ministério de nosso bispo diocesano Dom Luiz Fernando Lisboa, pela sua acolhida sincera e pela presença fraterna, de irmão entre os irmãos e irmãs.

Por fim, eu reconheço diante de Deus que tudo é graça e que por tudo devemos dar graças. Assim, coloco nas divinas mãos, fazendo memória de seu lema episcopal “Em tuas mãos”, o nosso amado arcebispo metropolitano dom Dario Campos. Agradecendo pela amizade sincera, pela comunhão e pela confiança que a bondade infinita fez crescer entre nós. Eu reconheço, como sinal do divino amor e providência, a graça de poder dar os primeiros passos e iniciar este novo tempo de missão e serviço, como sendo seu bispo auxiliar, um direto colaborador em nossa Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Aqui peço ao Senhor sua benção, a fim de que seja capaz de nesta Igreja Particular, exercer o ministério e serviço episcopal, com responsabilidade e zelo, impulsionado e guiado pela compaixão e misericórdia do Bom Pastor, de maneira especial, colocando-me próximo dos vulneráveis, dos excluídos e pobres.

Peço a todos e todas que sempre rezem por mim, a fim de que seja capaz de observar e cumprir o mandato missionário de Jesus, a todos nós dirigido: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos”.

Por fim, meus irmãos e irmãs, sem esquecer de ninguém, não posso deixar de agradecer ao Senhor por tudo que recebi, sabendo que todos e todas foram e são sinais da bondade divina eu digo:

“Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações; cantarei teus louvores entre os povos. Pois teu amor é tão grande que alcança os céus; a tua fidelidade vai até as nuvens!” (Sl 57,9-10).

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza

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Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar da arquidiocese de Vitória em 22 de dezembro de 2021. Neste período de preparação para a ordenação, dom Franklin fez a escolha de seu brasão e lema episcopal, veja o brasão e seu significado.

O brasão

Escudo cortado. No I partido, onde o 1º de blau, tendo um livro de ouro, aberto de prata, carregado em sua folha destra por uma cruz latina de goles. Sobre o livro, uma espada de prata, posta em pala, com empunhadura para campanha. O Livro aberto simboliza a Palavra de Deus, marcada pela presença da cruz, indicando, assim, o anúncio do Crucificado-Ressuscitado. Este que foi testemunhado a todos os povos, indistintamente, por meio do ministério apostólico de São Paulo, que está indicado e reconhecido na espada pousada sobre o Livro. Estes símbolos aludem à formação bíblica do bispo, bem como, ao seu desejo de que o seu ministério e serviço episcopal seja movido pelo mesmo ardor missionário e evangelizador do Apóstolo Paulo. No 2º de goles, uma vieira de prata símbolo do batismo, por meio do qual todos são inseridos no Corpo de Cristo que é a Igreja, chamados a viver plenamente, a sua vocação batismal, como filhos e filhas de Deus. Este símbolo indica a fecundidade da graça do Espírito Santo, que faz surgir, no seio da Comunidade Eclesial, múltiplas vocações e variados ministérios, dentre os quais o ministério e serviço do episcopado. O bispo é chamado a vivenciar a sua vocação batismal, por meio do ministério e serviço que recebe da Igreja, enviado a fazer com que todos se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo. No II de prata, uma cruz florenciada de goles, tendo sobre o canto sinistro um M estilizado de blau. A grande cruz é a representação do Evento Pascal de Jesus Cristo. Retrata a passagem de Jo 19,25-27. Na cena do Evangelho, diante da cruz de Jesus, encontram-se a sua Mãe e o discípulo que Ele amava. Somente diante do mistério da Cruz de Cristo, o bispo é capaz de compreender a sua vocação e serviço ministerial, como uma atitude contínua de doação total de sua vida. A figura de Maria evoca a devoção mariana dele, ao mesmo tempo que indica a missão da Igreja, que, como uma Mãe, deve gerar discípulos amados do Senhor. O escudo está sobre uma cruz processional de ouro. Sobre o conjunto, um galero episcopal de 12 borlas, 6 para cada lado, tudo de sinopla. Abaixo do escudo, um listel de prata, reverso de goles com a inscrição: EUNTES DOCETE GENTES.

O mote do novo bispo é: “EUNTES DOCETE GENTES”, retirado do texto do Evangelho segundo Mateus: “Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Na conclusão do Evangelho segundo Mateus, os discípulos encontram-se diante do Ressuscitado que lhes dirige o seu mandado missionário: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). O envio missionário do Mestre constitui-se uma etapa essencial e indispensável no caminho do discipulado-missionário. Este que tem início no encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, marcado pela continuidade e pela decisão do discípulo de manter-se fiel e unido ao Mestre. Um caminho de formação discipular, por meio do qual as escolhas, as posturas e as opções de Jesus Cristo passam a ser acolhidas e presentes na vida e no testemunho do discípulo-missionário (cf. Documento de Aparecida 276-278) de modo que ele possa afirmar, a exemplo de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,19). Marcados por esta experiência do Ressuscitado e imbuídos da Alegria do Evangelho, todos os que são formados como discípulos-missionários, são também enviados a fazerem novos discípulos e discípulas em todas as nações (cf. Evangelii Gaudium 20.46), comunicando-lhes a pessoa de Jesus Cristo, por meio do anúncio do Evangelho do Reino, construindo e fortalecendo os laços de fraternidade, justiça e paz, por meio da vivência da caridade, da solidariedade, da compaixão e da misericórdia dirigidas, sobretudo, aos que mais sofrem, aos que passam por tribulações, aos excluídos e marginalizados da sociedade (cf. Fratelli Tutti 114).

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