OS QUATRO PILARES DO DESENVOLVIMENTO SAUDÁVEL

15 julho, 2022

Semana passada nos questionamos como deveríamos preparar nossos filhos para lançarem os voos que precisarão para serem pessoas realizadas e felizes. Quem de nós pais não gostaria ter essa resposta? Hoje e nas próximas semanas pensaremos juntos essa resposta, mas, como vimos, vivemos em tempos de grande complexidade e de realidades em constante mudança e não há respostas nem únicas e nem “receitas” infalíveis para essa pergunta.  

Para educar para o futuro precisaríamos ter clareza deste futuro. Somos seres complexos em um mundo complexo e interligado.  Quando nossos filhos tiverem a idade de se lançarem ao mundo, que mundo teremos? Não sabemos agora, nem nós, nem ninguém aqui na terra! As variáveis são tão grandes que nem gêmeos idênticos criados na mesma época, da mesma forma e pelos mesmos pais conseguem ter filhos que respondem igualmente aos estímulos.  

Sei bem disso, eu mesma sou gêmea e construímos personalidades e histórias totalmente diferentes. Tive quatro filhos fui criada e os criei com os mesmos princípios e eles são completamente diferentes um do outro e enfrentam os problemas cada um a seu modo (não ao meu, ao deles pois são pessoas independentes)! Temos que ter clareza dos nossos limites como pais. Quando eles já estão “criados”, cada um (cada filho) tem que assumir o seu espaço na vida e ser responsável por suas escolhas e a nós resta rezar por eles. Quando são crianças nosso papel e responsabilidades são bem diferentes. Nós somos os responsáveis e precisamos cuidar do desenvolvimento pleno deles, ou seja, dos quatro “pilares”: o mental, o emocional, o social e o espiritual.

O MENTAL:

O mundo nos empurra para valorizar muito o desenvolvimento das habilidades mentais. Muitos pais por isso se preocupam apenas com este pilar e mais cedo ou mais tarde não conseguem entender por que todo o esforço, o investimento pessoal e financeiro veio abaixo. “Colocamos na melhor escola…, se queixam. Mas qual é a melhor escola? Quando podem escolher, os pais costumam responder: as escolas que têm os melhores resultados no Enem, maiores índices de aprovação no vestibular…, mas, na vida pós escola, se mostra que não é tão simples assim. Ser inteligente, ter raciocínio lógico invejável, excelente memória ou falar em não sei quantas línguas muitas vezes de nada adianta sem os outros três pilares. A pessoa consegue o emprego pelas habilidades mentais, mas não se ajusta ao ambiente multifacetado do mundo organizacional. Somos seres sociais e não há possibilidade de ser feliz (nem de conseguir e se manter em boas oportunidades profissionais) sem a habilidade de nos relacionarmos. Para viver bem no mundo precisamos desenvolver os pilares emocionais e sociais além do espiritual.

Ainda focando o desenvolvimento mental: muito temos que entender do equilíbrio e efetividade que as emoções dão à inteligência. Sem essa preciosa interação mente-emoção as escolhas da pessoa podem ser um verdadeiro desastre e as consequências para a sua vida em muitos planos igualmente frustrante. A ciência já comprovou, há algum tempo, que sem a intuição, a ponderação das experiências armazenadas no sistema límbico (a parte do cérebro que não pensa, só sente), nossas escolhas podem ser racionalmente muito corretas, mas efetivamente um total desacerto (leiam “O erro de Descartes” de Antonio Damásio se quiserem se aprofundar). Para ilustrar, um exemplo: posso ter uma percepção totalmente negativa do meu chefe, mas sei que não posso falar isso para ele. O cérebro que pensa apenas racionalmente reflete: é verdade isso a respeito do meu chefe? Sim! Então posso falar, porque é verdade!  Falo a verdade e perco meu emprego, meu amigo… e depois não sei por quê!

Desenvolver a mente de seu filho é preparar ele para lidar com uma realidade provavelmente muito diversa da que ele vive hoje. Certo? Sem dúvida, não há como pensar diferente, assim preciso preparar ele para um mundo em constante mudança. Agora se ele come todo dia a mesma coisa no mesmo horário e seus dias são todos iguais, por exemplo, o que estou ensinando para ele? Lembrando que na semana passada vimos que essa é a pergunta que você tem sempre que fazer para ver se está no caminho certo, então, o que estou ensinando ao meu filho com esse comportamento acima é ter disciplina e método, mas será que estarei o ensinando a enfrentar a diversidade da vida no futuro? Se a vida dele for sempre assim, a resposta é não! Mas, você vai me contestar dizendo que a criança precisa ter disciplina e eu direi: está certo, mas também precisa se adaptar a mudanças. E se a criança não tiver dois dias iguais, se ela não tiver nenhuma disciplina, o que acontece? Emocionalmente ela se tornará muito insegura e frágil. Falta-lhe estruturas em que se apoiar. Lembra o que falamos o equilíbrio é a chave!

Vamos conversar sobre o segundo pilar na próxima semana – o pilar das emoções, e para instigar um pouco vocês, vou fazer uma pergunta simples: qual é o oposto do medo? Responderam coragem? É a resposta comum, mas não, o contrário do medo é o conhecimento. Quanto mais conhecermos, nossas emoções, melhor nos conhecemos e melhor conseguiremos vencer gradativamente o medo ou a minha angústia, a minha ansiedade, a depressão…, mas disto conversaremos semana que vem

Vania Reis

[email protected]

                                                                                                                                                                    

 

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