Quatro seminaristas são acolhidos para o diaconato

No próximo dia 12 de dezembro a arquidiocese de Vitória acolherá quatro diáconos transitórios. Os seminaristas Alessandro Rebonato, Daniel Calil, Ruan Coutinho e Vitor Noronha serão ordenados diáconos. Quando um diácono é ordenado, mas aspira ao sacerdócio, é chamado de diácono transitório. O termo ajuda a compreender a diferença entre um diácono transitório e o diácono permanente, este não aspira a ordenação presbiteral.

Para a Arquidiocese de Vitória é uma alegria acolher os 4 candidatos ao diaconato, participar deste momento de graça de Deus em suas vidas e poder participar da experiência diaconal que será feita nas paróquias deste Igreja Particular.

A cerimônia de ordenação acontecerá no dia 12 de dezembro de 2020 às 9h  na Catedral de Vitória e será transmitida pelas redes sociais da Catedral e da Arquidiocese. Preside a Cerimônia e ministra o Sacramento, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos.

Para manter o distanciamento social necessário nestes tempos de pandemia, apenas os parentes e alguns convidados poderão participar presencialmente, respeitando a quantidade de pessoas que a Catedral comporta e obedecendo às normas sanitárias.

Rezemos por cada um dos seminaristas e peçamos a Deus que os conduza na realização do serviço que prestarão à Igreja sempre na alegria e paz e sejam testemunhas de Deus que os chamou.

Conheça um pouco da história de cada, escrita por eles.

Alessandro Rebonato

Sou de uma família muito simples e muito católica. Meus pais, com vida exemplar, conduziram todos os seis filhos para receberem, no tempo oportuno, os sacramentos da Iniciação Cristã. Porém, foi somente aos dezoito anos de idade, que realmente tomei consciência de ser um filho amado de Deus e de que precisava servi-Lo. Até então, frequentava a Igreja só por conveniência. Foi, de fato, através de um encontro carismático que comecei a participar, ativamente e efetivamente, da vida comunitária da Igreja. Desde então, nunca mais deixei de servir a Igreja de Cristo. Fui batizado, recebi a primeira eucaristia e confirmado na comunidade Imaculada Conceição da Paróquia Virgem Maria em Itacibá/Cariacica. Foram anos de muita dedicação e amor servindo nas mais diversas pastorais e movimentos. Eu tinha uma vida normal, porém muito intensa. Com 37 anos de idade, depois de escutar e discernir a minha vocação fui orientado pelo pároco a buscar informações para ingressar no seminário, era então, agosto de 2013. No seminário, fui muito bem acolhido e aconselhado a frequentar os encontros vocacionais. No ano de 2013, depois de vivenciar os encontros vocacionais, fui acolhido para ingresso na Casa de Formação Bom Pastor, na turma de 2014.

A 5 de março de 2014, em uma quarta-feira de Cinzas, eu ingressava na Casa de Formação Bom Pastor (Propedêutico). Este primeiro passo, efetivamente, decidiu os anos seguintes da formação vocacional em vista da possibilidade de receber o Sacramento da Ordem. Com a aprovação da Mãe Igreja e com o meu consentimento, percorri a etapa formativa com muitas alegrias, e também, com muitos desafios superados. Depois de um ano de convivência no Propedêutico, recebi a graça de continuar o caminho de discernimento vocacional no Seminário Nossa Senhora da Penha. No Seminário cursei dois anos de graduação em Filosofia, e ao concluir essa etapa, fui mais uma vez conduzido pela Mãe Igreja, e atendendo ao chamado de Deus, a cursar quatro anos de Teologia. Foram sete anos muito bem vividos e que serei eternamente grato a Deus pela convivência, crescimento espiritual e intelectual, e pelas amizades que o tempo foi me concedendo.

Em 2015 comecei a fazer estágio pastoral na Paróquia da Ressurreição em Vitória. Foram dois anos de muito trabalho e crescimento espiritual. Em 2017 fui fazer o estágio pastoral na Paróquia São Camilo de Lélis em Vitória. Foi possível nesse período acompanhar mais de perto a rotina do pároco. E por fim, em 2019 dava início ao último estágio pastoral na Paróquia Bom Pastor em Vila Velha. Um tempo de muito acompanhamento e aprendizado eclesial. Até aqui não tenho dúvidas de que foi a graça de Deus que me conduziu. Com essa mesma graça quero continuar a percorrer os caminhos do Senhor e viver intensamente minha vocação.

Daniel Calil

Fui me entendendo chamado ao sacerdócio a partir da vida em minha comunidade de origem, quando desempenhando uma participação mais efetiva, pude perceber que a vida do sacerdócio poderia também ser para mim uma realidade. Desse tempo em diante fui lendo minha história, tanto a partir dos acontecimentos passados, quanto do presente, e neles os momentos em que possivelmente Deus chamara minha atenção. Estes, como sombra, vieram à luz e começaram a fazer sentido. Traziam os indícios de que o caminho era tornar-me padre. Hoje olho todo o meu percurso, até este momento e vejo que, apesar de minhas fragilidades, Deus sempre me conduziu.

 Nascido em família de tradição católica, recebi a educação da fé por meio do Centro Educacional São Geraldo, em Campos dos Goytacazes/RJ, onde cursei desde minha materna infância até o colegial. Este local é de extrema importância, pois considero ter sido aí a primeira vez que o Senhor me olhou de forma discreta e direta. Todas as vezes que preciso retornar ao ponto de partida, de forma espiritual, é para lá que eu olho. Por isso, minha devoção a São Geraldo Majella. Meu caminho vocacional foi transcorrido de forma muito tranquila, os percalços da estrada foram essenciais para a caminhada, e tenho certeza de que Nosso Senhor continuará a guiar-me para o que Ele deseja. Em Conselheiro Josino, diocese de Campos, RJ, agradeço às paróquias Cristo Ressuscitado e Nossa Senhora da Penha.

Em Vitória tive a oportunidade de trabalhar pastoralmente com excelentes padres, que não só foram meus mestres, mas se tornaram também meus amigos: pe. Ivo Amorim e pe. Hiller Stefanon que me acolheram nas paróquias São José em Maruípe e Nossa Senhora de Guadalupe em Vila Velha. O apoio da família, meus pais e meus irmãos, foi essencial para o bom êxito, mesmo que eles não compreendessem muito no início, pois fui o primeiro a manifestar o desejo de ser padre na história de minha família. Mesmo assim, eles souberam ajudar da forma que podiam e continuam sempre muito presentes até hoje.

Fui muito feliz como seminarista aqui em nosso Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, agradeço ao nosso Arcebispo e a todos os padres responsáveis pela formação, por terem me dado uma excelente formação humana e intelectual.

Sou muito feliz por fazer parte desta Igreja Particular de Vitória e espero poder contribuir cada vez mais para o Reino de Deus. Peço à Virgem da Penha que inspire cada vez mais vocações para o serviço da Igreja.  

Ruan Coutinho da Cruz

Ruan Coutinho da Cruz, 30 anos, nascido em 07 de junho de 1990 no município de Cariacica – ES. Filho de Ademar Ferreira da Cruz e Marlene de Fátima Coutinho da Cruz.

Minha primeira vocação é a Vida. Deus me chamou a viver o Amor e Santidade através de uma vocação específica. A cada dia que passa, tenho sentido e discernido que esta vocação específica é justamente, a vocação presbiteral.

Desde pequeno participava com minha família na comunidade São Judas Tadeu, da Paróquia Bom Pastor em Campo Grande. Sempre participei na catequese e um marco importante, foi quando recebi o Sacramento do Crisma. A partir daí, me engajei mais nos trabalhos pastorais da comunidade e da paróquia. Mas ainda, não percebia muito a minha vocação, até mesmo por falta de conhecimento.

Em 2009, estive à frente da Pastoral da Juventude da paróquia e comecei a perceber sinais mais fortes de pastoreio, zelo e principalmente de compromisso com o outro. Fui também neste tempo, catequista de crisma. Outro fator que muito me ajudou na caminhada, foi ser membro do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese, trabalho que muito me apaixonou, pois mais de que fazer um trabalho, me tornei um animador vocacional por onde passei, e, ao mesmo tempo que auxiliava tantos jovens no discernimento, fui conhecendo mais a minha própria vocação. Realmente descobri a beleza do que é o Chamado de Deus na vida de uma pessoa e muito mais o chamado de Deus em minha vida.

Em 2009, tinha acabado de entrar na UFES e veio a dúvida se continuaria na Universidade ou largaria para entrar no Seminário. Depois de um profundo discernimento e escuta de Deus, resolvi concluir meus estudos. No ano de 2012 fiz o Retiro de Orientação de Vida (ROV) e os encontros específicos no Seminário Nossa Senhora da Penha. Em 2013 tive a incrível experiência de viver o Propedêutico de nossa Arquidiocese. Me formei em Ciências Econômicas pela UFES em 2014. O tempo da Filosofia foi dedicado ao estudo do Mestrado em Filosofia também pela UFES. O tempo da Teologia foi de profundo deleite nas riquezas da Tradição da Igreja e o aprofundamento das Sagradas Escrituras.

No tempo de Seminário vivi experiências na pastoral de uma riqueza gratificante. Diferentes, mas todas altamente formativas: paróquia São Pedro Apóstolo (Grande São Pedro), paróquia Nossa Senhora dor Rosário de Fátima (Bairro de Fátima) e paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Praia da Costa).

Aprendi nesses anos de Seminário que o que nos faz feliz é desgastar a nossa vida amando e fazendo o bem. Sei que não sou modelo, mas é isso que procuro pois Jesus passou fazendo e gerando o bem no coração e na vida das pessoas. Ser futuro ministro ordenado na Arquidiocese de Vitória é para mim uma alegria. Amo minha terra, amo a minha Igreja!

Penso que um dos grandes desafios de alguém que estará à frente da evangelização é conseguir colaborar para fortalecer o senso de pertença à Igreja, de modo particular os jovens. Outro desafio é o exercício da comunhão com os sucessores dos apóstolos, que o diácono e o futuro padre deve procurar viver e facilitar para que o povo também possa viver. Ser homem da unidade. Unidade com Deus, unidade com o Bispo, unidade com os demais ministros ordenados e o povo de Deus. Unidade! Unidade! Unidade! Pedir cada vez mais este dom.

Vitor Noronha

Nasci e cresci na cidade de Juiz de Fora (Minas Gerais). Tive minha família como lugar de formação cristã e cidadã, ao lado da Paróquia Nossa Senhora do Líbano (Grajaú). O local tem por tradição uma espiritualidade bastante tradicional e devocional. Com isso, fui fazendo minha caminhada de fé nas Missas, nos Terços e nos Círculos Bíblicos. Com 13 anos minha família se mudou para Vila Velha, comecei a participar da CEB Santo Antônio, sediada no Parque das Castanheiras, na época pertencente à Paróquia Nossa Senhora do Rosário, mas que logo em seguida foi para a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por ocasião da sua criação. O novo jeito de ser Igreja que aqui conheci, mais próximo, com mais protagonismo do leigo, mais participativo-ministerial, isto é, fundamentado nas Comunidade Eclesiais de Base e na opção preferencial pelos pobres, me encantou profundamente.

Desde os 14 anos eu participava dos projetos sociais dos Maristas na periferia de Vila Velha, que assistiam garotos em situação de miséria. Eu, particularmente, primeiro trabalhava com jardinagem, depois comecei a dar oficinas de informática e ao final trabalhava com alfabetização, ensinando as crianças em idade escolar avançada que ainda eram analfabetas ou semi-analfabetas a ler e escrever. Além disso, no Colégio Marista, ensaiava minha atuação política na participação do Grêmio Estudantil, do qual fui secretário e presidente, bem como na Pastoral da Juventude Marista. No mesmo período, na minha Comunidade Eclesial de Base, fui catequista de diversas faixas etárias, e trabalhei especialmente na Perseverança.

Com 18 anos ingressei na Universidade Federal do Espírito Santo para cursar Economia. Foi quando tive a oportunidade de atuar pesadamente no movimento estudantil, seja no Centro Acadêmico, seja no Diretório Central dos Estudantes ou como representante estudantil nas diversas instâncias representativas da Universidade. Além disso, cheguei a atuar no Movimento Passe Livre, que lutava por transporte público de qualidade; no movimento ambiental, lutando contra a monocultura de eucalipto e a instalação de usina siderúrgica que massacraria a comunidade tradicional e provocaria grande impacto socioambiental sem compensação adequada; movimento de direitos humanos, em diversas questões como carcerária e contra abusos policiais; na Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, realizando tantas iniciativas que aproximava a Igreja de realidades que negavam a dignidade das pessoas como filhos de Deus; enfim, atuei fortemente nos movimentos sociais e pastorais sociais da Igreja.

Também na UFES, fundamos a Pastoral Universitária, que foi um instrumento evangelizador importante naquele ambiente. Foi na atuação da dimensão profética e comprometida com os pobres, na Igreja e fora dela, que eu descobri minha vocação e senti meu chamado a servir ao povo de Deus, em especial aos últimos. Então, depois de longo discernimento e muitas orações, decidi ingressar no Seminário, abandonando trabalho e um projeto de vida anterior. Hoje, mais que qualquer coisa, quero me configurar a Jesus Bom Pastor através do sacramento da Ordem, fazendo as vezes d’Ele, na celebração dos sacramentos e no cuidado pastoral do Povo de Deus, especialmente dos últimos. Conto com as orações de todos e todas.

 

 

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