Solenidade de Todos os Santos

6 novembro, 2022

Jonatan Rocha| “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”. (Ap 7,14)

Deus é Santo, essa é uma verdade que afirmamos em cada Celebração Eucarística  ao dizermos “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo…”, antes ainda, em todos os Prefácios se afirma: “[…] é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus Eterno e Todo Poderoso”. Além disso, a Igreja declara “[…] vós sois santo e fonte de toda santidade]” e é exatamente isso que ela celebra nesta Solenidade de Todos os Santos.

Na primeira leitura, vemos que era necessário que os anjos marcassem na fronte os servos de Deus. O anjo vindo do Oriente trazia a marca do Deus vivo. A multidão que ali se apresentava era tão numeroso “que ninguém podia contar” (Ap 7,2). Aquele gente numerosa exaltava e adorava a Deus, diante do seu trono, isto é, diante de sua Santidade.

A Santidade de Deus é a sua absoluta separação do impuro e do profano. A palavra santidade quer dizer originalmente isso, separação. Segundo os santos, este é o principal atributo de Deus, que não somente indica caminhos do bem, mas ele é a própria Bondade, Verdade, Justiça, etc. Sua santidade, embora inacessível ao homem por si só, é chamado por ele a compartilhar de sua glória, marcando a fronte, cada ser de uma maneira única, profunda e amorosa, a ponto de mudar completamente suas feições, internas externas: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14).

Por essa razão, é que pergunta o salmista sobre quem subirá ao monte do Senhor e sua habitação santa? A resposta vem em seguida: “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime” (Sl 23, 4). Aquele que alcançou o trono da graça, encaminha toda a sua vida para os caminhos da justiça, da paz, do amor, do bem, enfim, acolhe e segue verdadeiramente os caminhos do Três Vezes Santo! “Mas nem sequer se manifestou o que seremos!” (1Jo 3, 2).

Pelo batismo já somos chamados à santidade, a assumirmos a vida divina que habita já em nós, já que fomos mergulhados no sangue do Cordeiro, feitos criaturas novas, purificados por ele (cf. 1Jo 3, 3), razão pela qual Paulo chama os cristãos de santos.

A celebração de Todos os Santos ou mesmo de um santo em particular, conforme se faz no decorrer do ano litúrgico, é a exultação e júbilo da Igreja que adora e rende louvor e ação de graças Aquele verdadeiramente santo, que purifica a todos que nele esperam de coração puro e vigilante.

Parafraseando São João da Cruz, podemos dizer que o que Deus pretende é fazer-nos santos, por participação, sendo que ele é santo por natureza, tal como o fogo que tudo vai transformando em fogo. O que Deus pretende é que sejamos santos, pertencentes aquela multidão adoradora, à raça dos bem-aventurados: “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12a).

Jonatan Rocha do Nascimento

Seminarista do 4º ano de teologia

Paróquia de origem: São João Batista, Cariacica Sede, Cariacica – ES;

Paróquia de pastoral: São Pedro, Muquiçaba, Guarapari – ES.

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