XIII Domingo do Tempo Comum

26 junho, 2022

Vinícius Leite| “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,62)

Ao celebrarmos o XIII Domingo do Tempo Comum, voltamos nosso olhar para os propósitos de Deus na vida cristã. No Primeiro Livro dos Reis pode-se observar diretamente os desígnios estabelecidos por Deus em manifestar o chamado de Eliseu como profeta no lugar de Elias.

Na primeira leitura é descrito o profeta que vai às pressas despedir de seus familiares para permanecer no chamado de Deus. “Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço” (1Rs 19, 20). Semelhante a essa atitude de cumprimento dos desígnios divinos, somos convocados diariamente a superamos nosso comodismo, buscando cada vez mais um caminho que nos leve ao encontro com Cristo, para bem realizarmos nosso crescimento espiritual.

Esse crescimento com Cristo é nossa verdadeira liberdade, pois o Senhor nos deu a graça de sermos salvos do pecado que escraviza. Com a queda de nossos primeiros pais, a humanidade ficou sujeita ao pecado (concupiscência) se tornando escravos do pecado. No entanto, quis Deus enviar o Cristo para nos resgatar dessa escravidão. Perante isso, todos aqueles que aderem a vida cristã são chamados à verdadeira liberdade, liberdade que, por excelência, convoca à renúncia dos erros que escravizam e limitam os homens. Como nos diz São Paulo, “não façais dessa liberdade um pretexto para servirdes à carne. Pelo contrário, fazei-vos escravos uns dos outros, pela caridade” (Gl 5,13). Devemos observar o que Paulo diz, “fazer-vos escravos uns dos outros”. Podemos entender que devemos estabelecer vias de santificação não só em nossas vidas, mas também aos mais necessitados do Amor.

No evangelho de hoje, Cristo vai a Jerusalém para cumprir seu propósito de salvação, diz o evangelista, “estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu” (Lc 9, 51). Podemos assim compreender que em Jerusalém Jesus iria se entregar, e esse entregar consiste em tomar a cruz. A exemplo de Cristo devemos seguir o caminho que nos leva ao Pai. Deixar nossas comodidades, nossas prioridades, nossos orgulhos e inclinações, para almejar a ousadia santificadora, ou seja, o desejo de abandonar tudo por amor a Deus. Esse abandono, nos diz o Senhor, deve ser uma escolha sem volta, no qual o verdadeiro servo não mais dependerá de seu passado, mas sim de sua plenitude futura junto ao Senhor na eternidade, como também em sua construção no agora. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,62). Que neste dia edifiquemos cada vez mais nossa vida no Cristo Senhor, e nos determinemos a amá-lo através de nossa vocação ao servir, para que tenhamos cada vez mais a solidez em nosso sim cotidiano.

 

Vinícius Leite de Oliveira                                                                                                                                         

Seminarista do 3º de filosofia

Paróquia de origem: São Sebastião do Alto Guandú, Afonso Cláudio – ES;

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora da Glória, Glória, Vila Velha – ES.

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