Arquidiocese tem uma comunidade para cada 1014 fiéis

11 setembro, 2020

No último dia 27 de agosto, os novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacaram o crescimento populacional no Estado do Espírito Santo chegando a 4.064.052 pessoas e Vila Velha se tornou a segunda cidade do estado a ter mais de 500 mil habitantes. Segundo o mesmo Instituto, no ano de 2010, conforme o censo demográfico, o Espírito Santo tinha cerca de meio milhão de pessoas a menos, 3.514.952 precisamente, e uma população de maioria católica, pois a cada 100 moradores, 53 se diziam ligados à Igreja Católica Apostólica Romana.

Em relação a Igreja católica, o que mudou nesses 10 anos de crescimento populacional? Qual impacto nas ações da Igreja? O número de sacerdotes cresceu à medida que cresceu a população? Não existem pesquisas oficiais ou censo depois de 2010 para que se possa comparar melhor os dados. Mas é possível levantar um cenário pertinente, mesmo diante de mudanças sociais e religiosas tão rápidas.

Só que para fazer essa comparação com o ontem e hoje essa matéria se restringirá a Arquidiocese de Vitória. A Arquidiocese é um território geográfico que compreende 15 municípios dos 78 existentes no Estado do Espírito Santo: Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Brejetuba. Estes municípios há 10 anos somavam 1.861.092 pessoas. Hoje, a soma total da população estimada em todos esses municípios é de 2.197.901. Temos um crescimento de 336.809 cidadãos.

Vale destacar que, mesmo sendo somente 15 municípios, a Arquidiocese de Vitória abrange 54% da população capixaba ficando o restante sobre os cuidados das dioceses de Cachoeiro do Itapemirim, São Mateus e Colatina. Enquanto a população do Estado cresceu 13,5%, no território da Arquidiocese o percentual é de 15,5%. Em relação ao número de católicos em 2010 eram 869.719 fiéis, representando cerca de 47% da população desse território. Hoje, a Arquidiocese não tem esses dados para comparar. 

Em relação as mudanças na Igreja, em 10 anos a Arquidiocese criou 26 novas paróquias em seu território, totalizando 90. A criação de uma paróquia, segundo Sérgio Murilo Lopes, administrador ecônomo da Arquidiocese, é devida as urgências missionárias da Arquidiocese como, também, devido a necessidade de uma ação qualitativa e eficaz da igreja, naquela porção da diocese, fazendo-a mais próxima, tendo um atendimento mais pessoal, mais pastoral. Murilo afirma ainda que o sonho é que cada comunidade fosse uma paróquia com seu pároco, mas “sabemos que isso é praticamente impossível”, destaca.

Das 26 novas paróquias criadas, 8 foram na Serra e 7 em Vila Velha, justamente onde a população mais cresceu. Entretanto, mesmo ampliando o número de paróquias, está bem longe do ideal. Embora, não tendo os dados do censo religioso em 2020, mas tomando por base o percentual de 2010, hoje há um padre para cada 7.075 católicos na Arquidiocese. Quando esse número é colocado em proporção ao número da população, em geral chega-se ao total de um padre para cada 15.054 habitantes.

Mas a missão de evangelizar não é exclusiva ao sacerdote, pois a Arquidiocese de Vitória hoje possui 68 diáconos permanentes e 22 congregações ou casas femininas (as freiras/irmãs de caridade) e principalmente os leigos engajados em tantas frentes de missão e que exercem sua função batismal ajudando uns aos outros nas 1029 comunidades existentes no território da Arquidiocese. E se forem divididos o número de católicos pelo número de comunidades, existe na Arquidiocese uma comunidade para cada 1.014 fiéis.

Porém esse número não é o mesmo em todas as cidades. Serra e Vila Velha – as maiores cidades em população do Estado – mantém a média da Arquidiocese entre as paróquias dos municípios, mesmo que exista variedade. Todavia chama a atenção as cidades de Fundão e Viana, onde existe um padre para cada 13.610 e 18.285 católicos. Por outro lado, a cidade que tem menos fiéis para cada padre é Anchieta com 3.574 católicos.

Os desafios são enormes para a sociedade e não é diferente para a Igreja. Ainda mais nesse mundo urbanizado onde vive-se uma mudança de época. A Igreja tem investido na formação de leigos, fomentando vocações sacerdotais e investindo na estrutura para os seminaristas. A criação de novas paróquias tem facilitado a aproximação com os católicos e existe uma ajuda financeira coletiva para manter as paróquias com mais dificuldades nesse campo. Não se deixa de criar uma nova paróquia pelo dado econômico somente. A Igreja sabe do desafio e tem feito o que está ao seu alcance para atender as necessidades daqueles que se juntam e buscam a ela. E não se esqueça: todos somos igreja.

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