Notícias – Dep. Pastoral / Vicariato

O Projeto Cerâmica pela Vida promove, entre os dias 5 e 6 de junho, o seu 147º leilão beneficente, desta vez em uma edição

O Projeto Cerâmica pela Vida promove, entre os dias 5 e 6 de junho, o seu 147º leilão beneficente, desta vez em uma edição especial dedicada a pinturas e aquarelas. A iniciativa reúne obras doadas por importantes artistas, que transformam sua arte em solidariedade para fortalecer a rede de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade alimentar atendidas pela Campanha Paz e Pão, da Arquidiocese de Vitória.

Criado em abril de 2021 por um grupo de ceramistas do Espírito Santo, o Cerâmica pela Vida nasceu com o propósito de unir arte e compromisso social. Desde então, o projeto mobiliza artistas e apoiadores de diversas regiões do país em leilões beneficentes realizados mensalmente.

Todo o valor arrecadado com a arrematação das obras é destinado integralmente à Campanha Paz e Pão, uma iniciativa permanente de combate à fome da Arquidiocese de Vitória. Os participantes depositam diretamente o valor dos lances vencedores na conta da campanha, contribuindo para a aquisição de cestas básicas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. O frete das obras fica sob responsabilidade dos arrematantes.

O leilão acontece de forma online, por meio do perfil do Instagram @ceramicapelavida. Os lances são realizados nos comentários das publicações das obras disponibilizadas no dia do evento. Nesta edição especial, serão leiloadas pinturas e aquarelas de artistas reconhecidos nacionalmente, além de outros convidados que abraçaram a causa.

A iniciativa é aberta a participantes de todo o Brasil, que poderão adquirir obras exclusivas e, ao mesmo tempo, colaborar com uma importante ação de solidariedade.

Como participar

  1. Siga o perfil @ceramicapelavida no Instagram.
  2. Acompanhe a publicação das obras no início do leilão.
  3. Escolha a peça desejada e faça seu lance nos comentários.
  4. Caso outro participante ofereça um valor maior, é possível realizar novos lances.
  5. Ao final do leilão, os vencedores receberão as orientações para a conclusão da arrematação.

Serviço

147º Leilão Cerâmica pela Vida – Edição Especial: Pinturas e Aquarelas
Datas e horários: de 5 de junho, às 18h, a 6 de junho, às 18h
Local: Instagram @ceramicapelavida
Participação: aberta ao público de todo o Brasil
Beneficiário: Campanha Paz e Pão, da Arquidiocese de Vitória.

A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), adere ao Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e

A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), adere ao Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. A iniciativa mobiliza
líderes voluntários em mais de 2.000 municípios brasileiros para ações de prevenção, acolhimento e denúncia.

O ponto alto da campanha será no dia 15 de junho, às 12h, com uma Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR), com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela TV Evangelizar. A celebração reunirá coordenadores, líderes da PPI e a comunidade em geral em um momento de oração e compromisso com a dignidade da pessoa idosa.

Neste ano, o tema proposto pela PPI traz a frase: “Marcas? Só as do tempo, não as de dor.” A campanha convida a sociedade a refletir sobre os diferentes tipos de violência que atingem pessoas com 60 anos ou mais, muitas vezes silenciosas, praticadas dentro de casa por familiares e cuidadores.

Alerta urgente
Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Brasil registrou um aumento expressivo nas denúncias de violência contra pessoas idosas em 2025, com crescimento de 140% nos primeiros três meses do ano em comparação ao período anterior. Foram mais de  4.700 denúncias ao longo do ano. O perfil das vítimas revela que 58,6% são mulheres, e os principais agressores são os próprios filhos (29,5%). Ou seja, a violência acontece,
majoritariamente, dentro do ambiente familiar.

O papel do líder da PPI na prevenção
A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Dione Menz, psicóloga, enfermeira e doutora em Educação pela UFPR, destaca a importância do olhar atento do líder voluntário durante as visitas domiciliares:
“Nós, da Pastoral da Pessoa Idosa, somos a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que entra na casa dos mais vulnerabilizados. Por vezes, percebemos infinitas violências; não só a física, mas também a econômica, a
psicológica. Precisamos articular ações em rede. Ao chegar a uma casa e perceber uma situação, converse com seu coordenador, pense que ações podemos articular na proteção da pessoa idosa.”

A Dra. Dione convoca todos os líderes a se mobilizarem durante o mês de junho: “Organizem uma missa, articulem uma mobilização, façam uma fala no Conselho de Direitos… Como somos a ternura de Deus que chega a cada pessoa idosa, também somos aqueles que, a partir de Paulo Freire, fazemos a denúncia de situações difíceis e
anunciamos possibilidades e esperança.”

O que diz o Guia do Líder
O Guia do Líder da PPI, instrumento fundamental de formação dos voluntários, dedica o capítulo 6.7 ao tema da violência contra a pessoa idosa. Nele, são apresentados os tipos de violência definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003):
Violência Física: uso da força que cause dor, lesão ou sofrimento.
● Violência Psicológica ou Moral: humilhações, ameaças, isolamento social.
Violência Financeira ou Patrimonial: apropriação indevida de aposentadoria, bens
ou cartões bancários.
Negligência: omissão de cuidados básicos de saúde, alimentação e higiene.
Abandono: desamparo por quem tem dever legal de cuidado.
Violência Institucional: maus-tratos em serviços públicos ou privados.
Discriminação/Idadismo: restrição de direitos em razão da idade.

O Guia orienta o líder a agir com cautela, discrição e responsabilidade diante de situações de violência. Entre as recomendações estão: ouvir a pessoa idosa sem a presença do agressor, praticar a escuta ativa sem julgamentos, manter sigilo das informações, e buscar orientação com profissionais da Assistência Social por meio do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

Como denunciar
O Disque 100 é o canal oficial e gratuito do Governo Federal para denúncias de violações de direitos humanos. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias, com garantia de anonimato. A denúncia pode interromper um ciclo de dor e salvar vidas. Além disso, o líder da PPI pode buscar apoio nos Conselhos dos Direitos da Pessoa Idosa
municipais e estaduais, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Serviço
Missa em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa – Junho Violeta 2026
Data e hora: 15 de junho de 2026, às 12h
Local: Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, Curitiba (PR)
Transmissão: TV Evangelizar (nacional)
Realização: Pastoral da Pessoa Idosa (PPI)

Encontro “Cuidar, proteger e valorizar: enfrentando a violência contra a pessoa idosa.”
Dia: 20 de junho
Horário: 8h00
Local: Colégio Agostiniano – Parque Moscoso, Vitória
Convidadas: Germânia Menezes – Facilitadora da UNAPI e Sonia Rosseto – Escritora e pedagoga

Sobre a Pastoral da Pessoa Idosa
Fundada em 5 de novembro de 2004 pela Dra. Zilda Arns Neumann, a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) é um organismo da CNBB que atua em 2.000 municípios brasileiros, com mais de 20 mil líderes voluntários capacitados, acompanhando cerca de 100 mil pessoas idosas por meio de visitas domiciliares mensais. A missão da PPI é promover a dignidade, a qualidade de vida e a defesa dos direitos da pessoa idosa, com foco especial nas mais
vulnerabilizadas.

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Por
Assessoria de Comunicação
Pastoral da Pessoa Idosa Nacional

A Comissão para Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória realizou, no dia 31 de maio, a ação Tenda Repouso e Prosa

A Comissão para Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória realizou, no dia 31 de maio, a ação Tenda Repouso e Prosa na Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS) de Cariacica. A iniciativa tem o objetivo acolher familiares de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, oferecendo um espaço de escuta, partilha e orientação sobre direitos e acesso a serviços públicos.

Além do momento de acolhimento, foram disponibilizadas informações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), medidas socioeducativas e canais de atendimento e defesa de direitos, fortalecendo o acesso à informação e à cidadania.

A ação integra o trabalho da CPDH, organismo vinculado ao Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica, que atua na defesa dos direitos humanos, na promoção da justiça social e no enfrentamento das diversas formas de exclusão. A realização da Tenda Repouso e Prosa contou ainda com a colaboração da Paróquia São João Batista, da Pastoral Carcerária e da Pastoral do Menor, unindo esforços para oferecer apoio, esperança e fortalecimento às famílias atendidas.

A Área Pastoral de Cariacica realizou sua primeira roda de conversa com pessoas em situação de rua, reunindo representantes de todos os grupos da

A Área Pastoral de Cariacica realizou sua primeira roda de conversa com pessoas em situação de rua, reunindo representantes de todos os grupos da Pastoral do Povo da Rua que atuam na região. O encontro foi marcado por momentos de escuta, reflexão, música e partilha, criando um espaço acolhedor para o diálogo e a construção de vínculos.

A iniciativa teve como principal objetivo ouvir as pessoas em situação de rua, compreender suas realidades e fortalecer sua participação na luta por direitos. Durante o encontro, os participantes puderam compartilhar experiências, desafios e expectativas, em um ambiente de respeito e acolhimento.

Além da conversa, o grupo promoveu dinâmicas musicais e ofereceu um café aos participantes. A atividade aconteceu após o jantar servido regularmente pela pastoral do santuário aos sábados e domingos, reforçando o compromisso contínuo com o cuidado e a atenção à população em situação de vulnerabilidade.

Segundo a coordenação da Pastoral do Povo da Rua, a proposta é que as rodas de conversa aconteçam mensalmente, sempre no último final de semana de cada mês. A ação busca não apenas proporcionar momentos de escuta, mas também orientar as pessoas sobre seus direitos e incentivá-las a exercer sua cidadania.

A receptividade dos participantes foi positiva. Muitos manifestaram o desejo de que os encontros aconteçam com mais frequência, demonstrando a importância de espaços onde possam ser ouvidos, valorizados e reconhecidos como parte da sociedade.

A jornada começou do jeito que caracteriza os encontros de CEBs há décadas: animação e alegria por se encontrar. A diferença visível era a

A jornada começou do jeito que caracteriza os encontros de CEBs há décadas: animação e alegria por se encontrar. A diferença visível era a alta presença de jovens que refletiram sobre a vida em Comunidade, mesmo que a participação deles no cotidiano das CEBs não seja tão alta, como ficou claro ao longo do dia. Mas essa foi a estratégia do Encontro Arquidiocesano: convidá-los a participarem desde a preparação até à realização, garantindo que o tema do próximo Intereclesial (CEBs caminhando com as juventudes na alegria do Evangelho, a serviço do Reino), não seja apenas um tema a refletir, mas uma oportunidade para um diálogo entre gerações e a valorização do ‘jeito de ser Igreja’ na Arquidiocese. A harmonia, fraternidade, alegria e diálogo foram constante durante toda a jornada.

A chegada foi acontecendo aos poucos, caminhada individual ou com alguns conhecidos, cumprimentos rápidos e algumas apresentações marcaram o primeiro momento, mas ao finalizar o dia, a caminhada foi em grupo, juntos no mesmo propósito, saindo da casa do Propedêutico até à Catedral, cantando pelas ruas de Vitória e seguindo a imagem de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da Arquidiocese.

O ritual é o mesmo que sempre antecede os Intereclesiais: encontro arquidiocesano que prepara o regional, que por sua vez, aponta para o Intereclesial nacional. Desta vez o Intereclesial será em Cachoeiro de Itapemirim.

 

Sugestões

Os jovens estiveram desde a primeira hora da preparação do Encontro até ao último momento quando sugeriram o que as Comunidades devem fazer para eles se “sentirem membros das CEBs”: Acolher os jovens – Orientar quando necessário – Escutar e justificar com Documentos das Igreja quando a sugestão não for acolhida – Formar e dar apoio para liderar – Incluir os jovens nos Conselhos e coordenações – Atualizar a linguagem e presença nas mídias sociais – Escolher mediadores geracionais que facilitem o diálogo (reconhecem que às vezes os jovens não se abrem também)- Ter mais eventos arquidiocesanos com as juventudes, a exemplo da vigília jovem na Festa da Penha – Melhorar a catequese – Fortalecer os Círculos Bíblicos – Adequar horários que favoreçam aqueles que estudam e trabalham – Dar responsabilidade aos jovens e confiar na sua capacidade – Dar ao jovem oportunidade de crescer na fé e nas obras – Não deixar que se formem ‘panelinhas”, leia-se grupos fechados, porque deixam os grupos chatos e excludentes – Que os mais velhos não tenham medo de passar o bastão – Contar a história das Cebs na linguagem dos jovens e divulgar em toda a Arquidiocese. Estes são alguns desafios não só para os participantes, mas para que as CEBs acolham  todos os jovens em todos os momentos.

O roteiro

Os jovens conduziram o Encontro e receberam colaborações importantes. No início da manhã a palavra de dom Ângelo A. Mezzari, RCJ, arcebispo de Vitória, na sequência um painel composto por 4 jovens com experiências e vivências diversas (jovem trans, jovem negra, jovem seminarista e jovem que atua nas redes sociais); palestra sobre o significado de Cebs; palestra sobre Cebs e sinodalidade; palestra sobre protagonismo jovem. Depois trabalharam em grupos para conversarem sobre as realidades atuais, os desfios, os aprendizados do dia e concluíram com as sugestões, colocadas anteriormente neste texto. Tudo culminou com a caminhada até à Catedral e a missa presidida por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar que acompanhou o Encontro durante o dia todo.

Dom Ângelo

O Arcebispo iniciou dizendo que é importante valorizar, motivar e refletir sobre as CEBs na caminhada da Igreja e que as novas gerações são fundamentais para mantê-las vivas e ativas. Depois referiu-se às Diretrizes Gerais da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aprovadas na última Assembleia Geral e que não só definem as Comunidades de Discípulos Missionários, mas apontam onde elas se fortalecem: catequese – liturgia – caridade.  Não é o nome que importa, “o modo de viver é o que define a CEB”, disse. Dom Ângelo antecipou o que dizem as Diretrizes sobre CEBs: A identidade é estar unida à Trindade. A missão se dá na hospitalidade e acolhimento. Por isso, as CEBs são lugares de acolhida, partilha e vivência comunitária e precisam estar de portas abertas para acolher a todos. A diversidade, pluralidade e fraternidade dos membros nas Cebs são terreno onde podem florescer relações de proximidade e reciprocidade e devem oferecer oportunidade para viver concretamente a Igreja sinodal”.

 

 

Painel

Os quatro jovens que participara, do painel com seus testemunhos de vida, mostraram um pouco das realidades para as quais as CEBs precisam estar preparadas para acolher. Luiza Giuberti falou sobre seu trabalho nas redes sociais da paróquia e definiu a internet e suas facilidades como uma ajuda e um perigo. Alertou sobre a inteligência artificial que pode sugerir que tudo é artificial; a ameaça da competição e do cancelamento, mas também as inúmeras possibilidades de explicar e mostrar coisas da vida real que não seriam conhecidas de outra forma. Jefferson, seminarista no último ano de Filosofia colocou o foco na sua compreensão de CEBs e desejo de se ordenar para caminhar junto, afirmando: “não quero ser um padre isolado, quero caminhar com as CEBs”. Ana Clara falou sobre o que é viver no território do bem, sendo negra e enfrentando uma faculdade. Falou sobre as violências que sofre por ser negra e mulher e deu exemplos de como é se sentir excluída quando o uber recusa a corrida porque não sobe no bairro, quando o ônubis não circula ou viocência nas abordagens policiais e aconselhou os jovens a celebrarem cada momento e cada conquista. Gabriel, um jovem trans, nascido numa família católica, mas que sofreu rejeição dentro de casa, deu testemunho de como foi marcado pela dedicação da avó na Pastoral da criança e como voltou a frequentar a Igreja e foi acolhido no grupo da PJ e depois na Pastoral Carcerária. Gabriel terminou com um apelo: que os trans sejam amados verdadeiramente.

O que são Cebs

O jovem Anthony começou sua exposição fazendo perguntas a partir das faixas etárias para confirmar o que todos já sabiam: os mais jovens não sabem o que são Cebs e não estão presentes na vida da Comunidade. Eles se reunem em outros grupos e movimentos, mas estão ausentes na rotina das comunidades. A primeira afirmação feita com segurança e firmeza foi: “Ser CEB transcende a estrutura, a participação na liturgia, ser CEB é um jeito de ser”. Relembrou que a CEB se fortalece nos Círculos Bíblicos, no conhecimento da Palavra de Deus, fez referência às Conferências Gerais Episcopais de Medellín, Puebla, Sto Domingo e Aparecida. Relembrou a criação das cebs no Espírito Santo (e em outras dioceses) a partir do Concílio Vaticano II e disse quais são os pilares das CEBs: Vida comunitária – Centralidade da Palavra – Opção pelos pobres – Diversidade de carismas e Liturgia ligada à vida.  Lembrou da ligação das Cebs com os intereclesiais, que surgem a partir do desejo de reunir as experiências que aconteciam pelo Brasil. Anthony reconheceu que os tempos mudaram e vivemos entre saudosismo e buscas novas, mas terminou indicando horizontes: Centralidade da vida comunitária – Igreja sinodal – Fé e vida no compromisso comunitário – Evangelização integral – Nutrir a espiritualidade libertadora – Igreja em saída missionária.

 

 

Cebs e sinodalidade

Irmã Sueli comparou o jeito de ser comunidade no Espírito Santo com outras dioceses. Lembrou que este foi o jeito encontrado para que o povo de Deus assumisse junto a caminhada da Igreja e a evangelização de forma plena. Em uma afirmação resgatou algo que dom Ângelo havia falado no início do Encontro: “As cEBs são uma experiência concreta de viver a sinodalidade”. De sua palestra destacamos as características da sinodalidade que estão presentes nas CEBs: Escuta da Palavra e da Vida – Escuta Comunitária – Proximidade com a vida concreta – Participação e protagonismo do povo – Fraternidade e proximidade – Valorização dos diferentes dons – Opção pelos pobres e compromisso com a transformação social – Discernimento comunitário – Missão compartilhada – Opção pelos pobres.

 

 

 

 

 

Protagonismo jovem

A jovem Carol falou sobre protagonismo juvenil e apontou as dificuldades e conflitos geracionais, mas destacou sobretudo a importância da participação da juventude não só na caminhada da Igreja, mas também em momento de conflitos civis. Segundo ela as Comunidade precisam acolher os jovens, ouvi-los sem julgar, confiar neles e acompanhá-los de perto.

 

 

 

 

 

 

 

Nas sugestões feitas nos grupos, apareceu o desejo dos jovens de conhecerem mais sobre as Cebs e se integrarem concretamente. Reinvindicaram espaço nas coordenações, mas também reconheceram falta de conhecimento sobre o ser Ceb. Para exemplificar temos o depoimento de Caio Gabriel Amorim dado a Giovanni Livio, membro da comissão organizadora do evento:

“Ao ouvir sobre as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), percebo que elas são muito mais do que pequenos grupos de oração. Elas representam a presença viva de Deus nas comunidades, especialmente onde as pessoas mais precisam de acolhimento, escuta e evangelização.

Como jovem, acredito que as CEBs têm um papel importante na formação da fé e na construção de uma Igreja mais próxima das pessoas. Elas nos mostram que todos têm espaço e missão dentro da Igreja, valorizando os leigos, os ministérios e, principalmente, a participação da juventude.

Também entendo que as CEBs nos desafiam a sair da nossa zona de conforto e ir ao encontro das periferias, daqueles que muitas vezes se sentem esquecidos. Ser comunidade é viver a comunhão, criar laços de amizade, partilhar a fé e caminhar juntos como discípulos missionários de Jesus Cristo.

Por isso, vejo as CEBs como um sinal de esperança para a Igreja. Elas ajudam a fortalecer a vida comunitária, aproximam as pessoas de Deus e mostram que a evangelização acontece, acima de tudo, através do amor, da acolhida e do compromisso com o próximo”.

 

O documento “A Situação da Criança no Brasil: uma análise de conjuntura”, elaborado pelo grupo de Análise de Conjuntura da CNBB, apresenta um panorama

O documento “A Situação da Criança no Brasil: uma análise de conjuntura”, elaborado pelo grupo de Análise de Conjuntura da CNBB, apresenta um panorama sobre os desafios e avanços relacionados à infância no país, destacando que a criança deve ser compreendida como sujeito de direitos e prioridade social.

O texto aborda a evolução histórica da proteção à infância no Brasil, os marcos legais como a Constituição de 1988 e o ECA, além da atuação da Igreja, da sociedade civil e do poder público na defesa das crianças. A análise também evidencia desigualdades regionais persistentes em áreas como saúde, mortalidade infantil, vacinação e acesso a direitos básicos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Apesar dos avanços nas políticas públicas e na redução da mortalidade infantil, o estudo aponta que milhões de crianças ainda vivem em contextos de pobreza, violência e exclusão, reforçando a necessidade de fortalecimento das políticas de proteção integral e investimento contínuo na infância.

ACESSE AQUI O DOCUMENTO COMPLETO

Representantes de pastorais sociais, movimentos populares, comunidades tradicionais, estudantes e organizações da sociedade civil participaram, no sábado (16), da XVII Plenária do Fórum Igreja

Representantes de pastorais sociais, movimentos populares, comunidades tradicionais, estudantes e organizações da sociedade civil participaram, no sábado (16), da XVII Plenária do Fórum Igreja e Sociedade em Ação, realizada no Colégio Agostiniano, em Vitória.

O encontro foi organizado pelo Fórum de Pastorais Sociais e pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras do Espírito Santo, reunindo integrantes da Cáritas Regional e Diocesana, alunos do Colégio Agostiniano e representantes de comunidades quilombolas e ribeirinhas do território do Sapê do Norte.

A plenária teve como tema os impactos da exploração de sal gema no Norte do Espírito Santo. Durante as reflexões, os palestrantes João Batista Guimarães e Antônio Sapezeiro, ambos representantes dos territórios do Sapê do Norte; Elias, da Comunidade de Barreiras, em São Mateus, e Tânia Silveira, da Pastoral da Ecologia e Mineração, compartilharam relatos sobre os riscos sociais, ambientais e humanos provocados por esse tipo de empreendimento.

As falas destacaram experiências de comunidades afetadas pela mineração, além das preocupações relacionadas à degradação ambiental, à ameaça aos territórios tradicionais e aos impactos para as futuras gerações.

Com ampla participação do público presente, a plenária também se tornou um espaço de escuta, denúncia e construção coletiva. Ao final do encontro, a coordenação do Fórum assumiu o compromisso de elaborar uma carta destinada às autoridades governamentais do Espírito Santo, reforçando a necessidade de diálogo, transparência e garantia dos direitos das comunidades impactadas.

A proposta da carta reafirma a solidariedade às populações ameaçadas pela exploração mineral e destaca a importância do Consentimento Livre, Prévio e Informado das comunidades tradicionais, além do cumprimento das legislações ambientais e da defesa da justiça socioambiental.

O Encontro Arquidiocesano de Comunidades Eclesiais de Base acontece no dia 30 de maio e, desta vez, a temática a ser tratada é “Caminhando

O Encontro Arquidiocesano de Comunidades Eclesiais de Base acontece no dia 30 de maio e, desta vez, a temática a ser tratada é “Caminhando com as juventudes na alegria do Evangelhoa serviço do Reino”. Representantes de nossas Comunidades passarão o dia refletindo sobre o tema e celebrando a caminhada. O jeito de ser Igreja no Espírito Santo é representado pela existência das Comunidades que favorecem a vivência da fé, criam fraternidade e aproximam os fiéis.

O Encontro Arquidiocesnano nos prepara para o Encontro do Regional e nos projeta para o Encontro Nacional que acontece em julho de 2027 em Cachoeiro de Itapemirim. Itenerário de uma caminhada que chega ao 16º Encontro Nacional e acontece pela 3ª vez no Espírito Santo. Os dois primeiros Encontros Nacioanias aconteceram em 1975 e 1976 em Vitória.

O Encontro Arquidiocesano vai encerrar com a Celebração da missa, na Catedral, presidida por dom Ângelo A. Mezzari, arcebispo de Vitória às 18h. Para este momento todos os fiéis são convidados a participar para celebrar junto a alegria de ser comunidade de fé.