Encontro Nacional da Ordem das Virgens Consagradas, em Vitória

27 abril, 2026

A Arquidiocese de Vitória sedia, entre os dias 1º e 3 de maio, o Encontro Nacional da Ordem das Virgens Consagradas, que neste ano acontece no Centro de Treinamento Dom João Batista de Albuquerque, reunindo consagradas de todos os regionais do Brasil.

O encontro é um importante momento de comunhão, espiritualidade, formação e partilha, fortalecendo a caminhada pastoral e formativa da Ordo Virginum no país. Durante os três dias, a programação contará com momentos de oração, celebrações, estudos e reflexões sobre a missão e a identidade da vocação das virgens consagradas na Igreja.

De acordo com a Doris Almeida, uma das organizadoras do encontro, esta é uma ocasião privilegiada para aprofundar a caminhada da Ordem das Virgens no Brasil. “Este encontro configura-se como ocasião privilegiada para o fortalecimento da caminhada pastoral e formativa da Ordo Virginum em nosso país. Em espírito sinodal, as participantes se dedicam ao estudo do Instrumentum Laboris, que apresenta indicações nacionais para o itinerário formativo e as normativas da Ordem das Virgens no Brasil”, destacou.

Segundo Doris, a reflexão acontece à luz do Magistério da Igreja e das orientações contidas no documento Ecclesiae Sponsae Imago, buscando consolidar a identidade e a missão das consagradas em cada Igreja particular.

O material de estudo foi elaborado por Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar – do Brasil, assessor do encontro, com base no referido documento e nas necessidades concretas da realidade brasileira. O texto preliminar será posteriormente apresentado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde será submetido à leitura e votação dos bispos.

Após a aprovação, o documento nacional servirá de referência para que cada diocese elabore o seu próprio diretório, favorecendo uma vivência cada vez mais orgânica, fiel e fecunda da vocação das virgens consagradas no Brasil.

Ordem das Virgens Consagradas

O Ordo Virginum constitui uma forma de Vida Consagrada (cf. cân. 604). Não são leigas consagradas (cf. cân. 588). O Concílio Vaticano II revitalizou o interesse pelo rito litúrgico do consecratio virginum e do Ordo Virginum. O Rito foi submetido a uma revisão e, em 31 de maio de 1970, foi promulgado o novo Ordo consecrationis virginum. Desta forma, a Cúria Romana, mediante a Constituição Pastor Bonus, insere o Ordo Virginum no âmbito da competência da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Também o Catecismo (n.922-924) e a exortação Vita Consecrata (n.7 e 42) dizem que o lugar di Ordo Virginum é entre os consagrados.

Em 2018, foi publicada, pelo atual Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a Instrução sobre o Ordo Virginum ECCLESIAE SPONSAE IMAGO, que “estabelece os princípios normativos e os critérios orientadores que os Pastores deverão aplicar no cuidado pastoral do Ordo Virginum” (ESI, n. 10). Essa Instrução a CNBB publicou na série “Documentos da Igreja, n. 50”.

No Brasil, o Ordo Virginum está presente em dioceses localizadas nas cinco regiões. As primeiras consagrações ocorreram em 1971, 1972 e 1973. A primeira consagrada, que temos registro, foi Ivone Leite de Faria (*28/02/1924 – +10/03/2007), em 21/11/1971, na Arquidiocese de Aracaju, por Dom Clemente José Carlos de Gouvea Inard, OSB. A terceira consagrada (31/05/1972) é Maria Angela Borsoi, está com 84 anos e realiza trabalho voluntário no arquivo da Arquidiocese de São Paulo. Foi secretária do Cardeal Paulo Evaristo Arns por 40 anos (1967 – 2007).  No Brasil, até dezembro de 2023, estima-se que somos 206 consagradas vivas e que ocorreram 323 consagrações desde a renovação do Rito (Ordo consecrationis virginum, documento promulgado em 31 de maio de 1970, pela então Congregação para o Culto Divino).

Missão

O essencial do Ordo Virginum (Ordem das Virgens) desde os primeiros séculos é ser imagem que representa a Igreja esposa de Cristo. Esta é sua única e verdadeira missão no desempenho desta obra em seu todo. Por isso, ele ora pela sua Igreja Particular, engaja-se nas ações pastorais, obras de misericórdia e outros serviços que porventura venham a ser atribuídos pelo Bispo. A dedicação da virgem consagrada à Igreja “manifesta-se na ‘missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar’, (ESI n.39) na paixão pelo anúncio do Evangelho, pela edificação da comunidade cristã e pelo seu testemunho profético de comunhão fraterna, de amizade oferecida a todos, de proximidade cuidadosa para com as necessidades espirituais e materiais dos homens, de empenho em trabalhar pelo bem comum da sociedade”. As virgens consagradas são seculares enquanto vivem no mundo, exercendo sua profissão. Porém, essa secularidade não é um elemento de essencialidade (como é para os institutos de vida secular). Trata-se de uma condição para testemunhar no mundo o sentido da virgindade consagrada (cânon 604).

Saiba mais pelo site do CMOVIC

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