Notícias da Igreja

No Angelus deste 29 de junho, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, o Papa comentou sobre a diversidade dos apóstolos que “viveram o esforço
No Angelus deste 29 de junho, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, o Papa comentou sobre a diversidade dos apóstolos que “viveram o esforço da comunhão” para a presença cristã na história: “que o Senhor nos conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor ao serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos”.

O Papa Leão XIV, após presidir a missa na Basílica de São Pedro com a bênção e a imposição dos Pálios aos novos arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos doze meses, entre eles, quatro brasileiros, rezou a oração mariana do Angelus junto aos fiéis presentes na Praça São Pedro. Nesta segunda-feira, 29 de junho, de Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma, o Pontífice afirmou que a festa recorda o “vínculo originário que une, em uma comunhão de fé e caridade”, a Igreja local a todas as outras do mundo.

O sangue derramado pelos dois apóstolos, martirizados em Roma durante a perseguição do imperador Nero em 29 de junho do ano 67 d.C., “revela até onde chega o amor de Deus que o Senhor Jesus nos concedeu”, disse o Papa, ao acrescentar: “sim, foi graças à sua palavra e ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do império, a sua capacidade de renovação”. Seguidores de Jesus, testemunharam a fé e o martírio de Cristo através de “uma nova experiência da força, não como domínio, mas como serviço à vida”, que chega ainda hoje nos centros e periferias, nas capitais e regiões mais remotas “através das vozes, dos rostos e das escolhas corajosas daqueles que responderam ao seu convite: ‘Segue-me!’”:

“Este dia de festa envolve-nos na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do próprio Jesus. Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e se revele a sua força, que muda o mal em bem.”

Serviço, unidade e reconciliação, ao invés de domínio

Na alocução que precedeu o Angelus, o Papa reforçou a diversidade que caracterizava Pedro e Paulo, “diversos na origem, na formação e no caráter; não só antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os uniformizou”. O Evangelho traz “um sotaque específico por cada um deles”, divergências narradas “como uma boa nova”; não adversários, mas símbolo de unidade:

“Os Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão, conhecendo-a, servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O testemunho deles contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação.”

“Por intercessão de São Pedro e São Paulo, o Senhor nos conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor ao serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Papa Leão XIV reúne-se com os cardeais, em Consistório Extraordinário, para refletir sobre os desafios da Igreja na missão de evangelizar. Os cardeais ficaram

Papa Leão XIV reúne-se com os cardeais, em Consistório Extraordinário, para refletir sobre os desafios da Igreja na missão de evangelizar. Os cardeais ficaram reunidos por dois dias e receberam do Papa um pedido: “Conto com vocês para que me ajudem a discernir o que o Espírito diz hoje à Igreja. Preciso do apoio de vocês: forte, explícito e público. Preciso sentir-me apoiado por vocês como irmãos”.

Abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

“Como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?” Esta foi a pergunta que Leão XIV dirigiu aos cardeais reunidos para o Consistório Extraordinário, em andamento no Vaticano.

Depois da Santa Missa na Basílica Vaticana, o Pontífice fez seu discurso de abertura na Sala Paulo VI, afirmando que a missão não é uma das muitas tarefas da Igreja, mas sua razão de ser. E é por isso, que se torna também o critério que orienta o discernimento.

Aprende-se caminhando, ressaltou o Santo Padre, explicando os quatro temas “profundamente interligados” que guiarão os trabalhos que hoje se iniciam. Não somos guardiões de interesses particulares, recordou, mas “discípulos e testemunhas do Reino de Deus, chamados a ser, em Cristo, fermento de fraternidade universal”.

Quatro temas que convergem na missão da Igreja

O primeiro tema, portanto, é contemplar o mundo no qual a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho. Antes de se questionar o que fazer, afirmou, é preciso deter-se diante da realidade, olhando-a com os olhos da fé e deixando-nos questionar pela escuta dos irmãos. Jesus habita os lugares de nossa vida cotidiana, e a Igreja é chamada a reconhecer a sua presença.

O segundo tema é a reflexão sobre a cultura do poder e a civilização do amor. “Muitos de vocês vêm de terras marcadas pela guerra, pela violência, pela polarização social ou religiosa. Mas nenhum de nós está alheio às muitas formas de conflito, de opressão e de divisão que hoje atravessam nossas sociedades. Por isso, o discernimento que somos chamados a realizar diz respeito a todos e interpela a missão da Igreja em todos os contextos.”

Leão XIV indicou a Encíclica “Magnifica humanitas”, que pode oferece chaves de interpretação para este tempo. Ao Papa, interessa saber como essas páginas ressoam nas Igrejas particulares, através dos questionamentos suscitados, das perspectivas abertas e dos passos sugeridos.

O terceiro tema é justamente o aprofundamento desta Encíclica, questionando-se sobre a contribuição que a Igreja pode oferecer para a construção do bem comum. “Vivemos em uma época em que cresce a tentação da fragmentação e os interesses particulares prevalecem com facilidade. A Doutrina Social da Igreja nos lembra que o bem comum não surge espontaneamente, mas exige responsabilidades compartilhadas.”

Para a Igreja, acrescentou, isso se traduz num estilo sinodal a serviço da missão do Reino, em que as decisões são tomadas e as responsabilidades exercidas, com transparência, avaliação e corresponsabilidade.

Já o último tema diz respeito à implementação do Sínodo. “Diante das feridas do mundo, da construção do bem comum e da missão da Igreja, a sinodalidade indica um modo de proceder: ouvir, discernir e assumir juntos a responsabilidade pelas escolhas que o Senhor nos confia. A sinodalidade não é, antes de tudo, um conjunto de procedimentos; como já tive oportunidade de dizer várias vezes, a sinodalidade é uma atitude, uma abertura, uma disposição para compreender.”

Não se trata de uma diminuição da autoridade; pelo contrário, ajuda a compreender mais profundamente o seu significado, que existe para guardar a comunhão, favorecer a participação de todos e orientar o caminho comum da Igreja.

A missão é a razão de ser da Igreja

Para o Santo Padre, todos estes temas convergem em uma única pergunta: como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?

“A missão não é uma das muitas tarefas da Igreja. É sua razão de ser e, justamente por isso, torna-se também o critério que orienta nosso discernimento. Quando aprendemos a ouvir uns aos outros, a compartilhar responsabilidades, a reconhecer a ação do Espírito nas diversas Igrejas, não estamos apenas melhorando nossa maneira de trabalhar: estamos nos tornando uma Igreja mais capaz de encontrar os homens e as mulheres do nosso tempo e de testemunhar a eles a alegria do Evangelho.”

Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão

Leão XIV pediu então uma ajuda especial aos cardeais:

“O ministério que o Senhor me confiou não pode ser vivido sozinho. Ele precisa da experiência de vocês, da sabedoria pastoral de vocês, do conhecimento que têm das Igrejas e dos povos que lhes foram confiados. Conto com vocês para que me ajudem a discernir o que o Espírito diz hoje à Igreja. Preciso do apoio de vocês: forte, explícito e público. Preciso sentir-me apoiado por vocês como irmãos.”

O pedido do Papa se estende para além desses dias de trabalho, através de “conselhos sinceros”. “Ajudem-me a ouvir o que surge nas Igrejas, a reconhecer os sinais de esperança que muitas vezes crescem no silêncio, mas também a não ignorar as dificuldades, as incompreensões e as resistências que podem retardar o caminho. Preciso da liberdade de vocês, de sua franqueza e de sua lealdade. Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão.”

Por fim, mais um pedido, de que os cardeais apoiem esse estilo de discernimento eclesial, que exige paciência e, às vezes, suscita questionamentos. “No entanto, estou convencido de que o Senhor está nos ensinando uma maneira mais evangélica de viver juntos a responsabilidade que nos confiou. Daí também depende a credibilidade do nosso testemunho e a fecundidade da nossa missão.”

O trabalho em grupos pode parecer inabitual para conduzir um Consistório, acrescentou o Papa, mas também isso faz parte do caminho pelo qual o Senhor está conduzindo a Igreja. “A comunhão nunca é um resultado conquistado de uma vez por todas: continua sendo uma conversão diária, que se concretiza na oração e por meio de atitudes concretas, relações de confiança e disponibilidade para nos ouvirmos reciprocamente.”

Além do espaço para intervenções pessoais, Leão XIV reforçou que todos os participantes podem se sentir livres para lhe enviar observações ou reflexões confidenciais. “Mas peço que participem com confiança desse exercício eclesial. Nós também aprendemos a sinodalidade praticando-a; aprendemos juntos a crescer na comunhão. Agradeço-lhes desde já por sua disponibilidade, por sua liberdade interior e por seu amor à Igreja”, concluiu o Santo Padre.

“Confiamos estes dias ao Espírito Santo, para que nos torne dóceis à sua voz e nos conceda a graça de buscar juntos o que melhor serve ao Evangelho e ao bem do Povo de Deus. Obrigado.”

Ao falar com um grupo de escritores, o Papa Leão XIV disse: “Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus:
Ao falar com um grupo de escritores, o Papa Leão XIV disse: “Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela”. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va
Por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana, a editora oficial da Santa Sé, Leão XIV encontrou um grupo de 50 escritores e refletiu sobre as formas de compreender Jesus através também dos livros, já que “escrever é um ato de verdade”, amplia a nossa humanidade e nos deixa mais próximos de Deus: “é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela”, na libertação da escravidão, no nascimento do filho, no amor misericordioso, “por meio de fatos e encontros, rostos e histórias”.

O Papa Leão XIV, antes da Audiência Geral desta quarta-feira (24/06), encontrou um grupo de 50 escritores provenientes de várias partes do mundo, reunidos em Roma por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana (LEV). A editora oficial da Santa Sé, fundada em 1926 pelo Papa Pio XI, já serviu 9 Pontífices, “divulgando o magistério como contribuição para a difusão do Evangelho no mundo”, como recordou Leão XIV no início de maio, na audiência de aniversário do centenário da editora da Igreja Católica Romana.

Escrever é um ato de verdade

No escritório junto à Sala Paulo VI nesta quarta-feira (24/06), Prevost recebeu os escritores e falou sobre a importância do livro e da própria escrita, “uma forma de expressão humana da qual vocês são, com variedade de estilos e de linguagens, mestres e modelos”. Recordando São Paulo VI, enfatizou o quanto precisamos dos artistas, “da sua imaginação, da sua criatividade narrativa e do seu pensamento dinâmico. Precisamos disso para criar espaços de liberdade e autenticidade, nos quais a graça divina possa fazer ressoar a promessa de consolação e paz”. O Papa, então, agradeceu “por todas as vezes em que lançaram sementes de reconciliação, de encontro e de amizade”, além de pedir que “sejam capazes de suscitar o interesse pela verdade, pois vocês mesmos são atraídos por ela”:

“Escrever – da maneira como vocês o fazem – é um ato de verdade, de revelação. Escrever nos revela quem somos, aquilo em que acreditamos e o que esperamos, o mundo para o qual nos dirigimos, o futuro com que sonhamos. Nessa busca pela verdade, percebemos como ela é discreta, como se apresenta a nós no diálogo interior com Deus e no diálogo aberto e respeitoso com o próximo. «A verdade não é um território a defender, mas um bem a partilhar» (Magnifica humanitas, 25). Nunca somos senhores da verdade; é ela, de fato, que nos ‘conquista’.” 

Escrever é um gesto de humanidade

Para falar sobre a escrita que amplia a nossa humanidade, Leão XIV citou o dramaturgo e poeta romano Terêncio, que foi eternizado pela célebre frase “Sou um ser humano; nada do que é humano me é estranho”; além do próprio Papa Francisco, que escreveu uma Carta sobre o Papel da Literatura na Educação, argumentando sobre o valor formativo da literatura através das experiências humanas. A escrita, aprofundou Prevost através das palavras de Bergoglio, ativa “o poder empático da imaginação”, veículo fundamental para levar a sentimentos como a solidariedade, a partilha, a compaixão e a misericórdia:

“É nisso que reside a grande escola de humanidade que vocês fazem os leitores experimentarem, pois quem lê, de certa forma, vive muitas vidas além da própria. E isso nos ajuda a descobrir as diversidades de pontos de vista, a não absolutizar o nosso e a compor, como em um mosaico, o perfil daquela verdade que sempre passa por nós.” 

Escrever não é estranho a Cristo

Por fim, finalizou o Papa em discurso, “escrever tem a ver com Deus. Pode parecer ousado dizer isso, mas vários teólogos refletiram e escreveram sobre a consonância entre a forma da escrita e a revelação do Deus bíblico”. Leão XIV, então, citou o renomado frade dominicano, teólogo e escritor britânico, cardeal Timothy Radcliffe, que, retomando Terêncio, afirmou que, para os cristãos, “nada do que é humano é estranho a Cristo. Toda tentativa de dar resposta às questões fundamentais da nossa vida – como amar, ser justo, ser livre, enfrentar o sofrimento e a morte – nos ajuda a compreender Cristo, aquele que é o mais humano de todos” (T. Radcliffe, Acender a imaginação, Verona 2021, p. 29). E o Pontífice acrescentou:

“Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela. O Deus da Bíblia se manifesta na libertação da escravidão, no nascimento inesperado de um filho, no amor misericordioso e fiel. Fala por meio de fatos e encontros, rostos e histórias. «Deus opera na nossa vida através do que fazemos e do que somos, e através das muitas pessoas que encontramos».”

Termina na próxima semana, 30 de  junho deste ano,  o prazo para as inscrições no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da Conferência Nacional dos Bispos

Termina na próxima semana, 30 de  junho deste ano,  o prazo para as inscrições no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de projetos e iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026.

Os projetos que se cadastrarem neste período, e cuja documentação estiver toda aprovada de acordo com as exigências do edital publicado,  em  15 de abril deste ano, serão analisados na segunda reunião do Conselho Gestor do FNS neste ano marcada para 30 de julho próximo.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, pede que as entidades e organizações fiquem atentas ao ‘status”  do projeto no cadastramento sistema do FNS. De acordo com ele, no início do cadastramento a cor do “status” da inscrição do projeto é “cinza”. A cor que indica que a condição que o processo foi encerrado no sistema é “marrom”.  Quando o projeto for aprovado, o projeto será indicado com uma cor “verde”.

Como se inscrever

As inscrições deverão ser feitas pelo site do FNS. Em 15 de abril deste ano, CNBB lançou o edital do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), voltado ao apoio financeiro de projetos ligados à Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

O documento regulamenta o cadastro de propostas na plataforma do FNS para receber recursos da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, nos dias 28 e 29 de março de 2026.

O objetivo do edital é apoiar iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026. Os projetos poderão ser inscritos em três eixos: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade decorrente da falta de moradia; construção, reforma e outras iniciativas coletivas voltadas ao acesso à moradia digna; e ações de conscientização, formação e articulação em defesa do direito à moradia e aos bens essenciais.

Período de inscrições

Para este ano, existem ainda três possibilidades de inscrição. de 1º a 30 de junho, de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, previstas para 30 de julho, 21 de setembro e 23 de novembro.

Cada projeto poderá receber até R$ 50 mil. O edital prevê que cerca de 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a cada um dos três eixos. Os 10% restantes serão reservados para ações de animação, promoção e divulgação da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional e regional. Os 19 regionais da CNBB poderão apresentar projetos específicos de até R$ 25 mil para este fim.

O edital reforça ainda que as entidades interessadas devem conhecer previamente o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos disponível na plataforma do Fundo. Também destaca que a inscrição implica aceitação integral das normas do edital e do estatuto do Conselho Gestor do FNS.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
Em sua primeira visita à sede do Programa Alimentar Mundial (World Food Programme), em Roma, Leão XIV reforçou que água, alimento e acesso à
Em sua primeira visita à sede do Programa Alimentar Mundial (World Food Programme), em Roma, Leão XIV reforçou que água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. E pediu uma renovada renovada aliança entre as nações no combate à fome.

O Papa Leão deixou o Vaticano na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, para visitar a sede do Programa Mundial de Alimentos (PAM), que fica na zona sul de Roma. As anfitriãs do Pontífice foram a ex-diretor executiva, Cindy McCain, que concluiu seu mandato há poucos dias, e a diplomata brasileira Carla Barroso Carneiro, presidente da assembleia, que discursaram antes do Santo Padre.

A convergência entre o PAM e a Igreja

Ao tomar a palavra, Leão XIV enalteceu o trabalho da instituição, que foi condecorado com o Nobel da Paz em 2020, e reforçou a convergência com a missão da Igreja Católica em proteger a dignidade humana e promover a fraternidade. “Juntos, compartilhamos a urgente tarefa de combater a fome e a desnutrição, enfrentando ao mesmo tempo as causas estruturais que as alimentam.”

Entre essas causas, o Pontífice aponta as crises hodiernas que não são mais “eventos isolados”, mas se transformaram em “realidades persistentes”, caracterizadas por conflitos prolungados, insegurança alimentar crônica, volatilidade econômica e crescente vulnerabilidade climática. E não só, como observou na encíclica Magnifica humanitas, esta situação é fruto ainda da crise do sistema multilateral e da fragmentação da ordem mundial. Assim, não se trata somente de como intervir, mas compreender o motivo pelo qual este sistema produz os problemas que ele mesmo é forçado a corrigir.

Esse clima de desconfiança, analisou Leão XIV, levou os Estados a destinarem progressivamente os próprios recursos à segurança nacional e à estabilidade interna, ignorando a cooperação internacional.

O paradoxo atual

Esta tendência gera o evidente paradoxo de uma “capacidade produtiva global sem precedentes” paralela “à expansão de áreas de extrema vulnerabilidade”, que o Papa assim sintetizou: “As mesmas forças que alimentam o crescimento econônimo muitas vezes agravam a exclusão e a marginalização”. Assistimos a uma “burocratização da solidariedade” junto a uma “silenciosa mercantilização da vida humana”. O resultado é que o acesso aos bens essenciais, inclusive ao alimento, é influenciado por considerações econômicas ou estratégicas. E quem não produz um valor quantificável corre o risco de se tornar invisível.

A solidariedade impedida por “incompreensíveis decisões políticas”

Desta forma, a pessoa humana perdeu a sua centralidade, e como denunciou o Papa Francisco em 2016, nesta mesma sede, as ajudas são obstaculizadas “por intrincadas e incompreensíveis decisões políticas, por tendenciosas visões ideológicas ou por insuperáveis barreiras alfandegárias”, enquanto “as armas não”.

Sendo assim, é mais fácil “alimentar” conflitos do que pessoas. “Esta realidade reflete não apenas carências operativas, mas também um profundo desequelíbrio nas prioridades políticas e morais”, denunciou Leão XIV.

O risco de perpetuar “ciclos de fragilidade”

As consequências da fome, prosseguiu, se estendem para além dos diretos interessados, podendo comprometer toda a coesão social, aumentando o risco de conflitos e migrações forçadas, “perpetuando assim cliclos de fragilidade que, em última análise, incidem sobre a comunidade internacional”. São instituições como o PAM, ressaltou o Papa, que impedem que crises humanitárias degenerem num “colapso irreversível”.

Retomar o multilateralismo

Para todas essas questões, o Pontífice propõe retomar a cooperação multilateral, porque nenhum Estado, hoje, pode enfrentar sozinho os desafios globais. A comunidade internacional deve estar unida pela preocupação por quem se encontra vulnerável, opondo-se à exclusão. Assim, o convite a caminhar juntos, em harmonia fraterna, deve se tornar o “princípio inspirador”.

O encorajamento aos governos

Eis então o apelo do Santo Padre aos governos de todo o mundo, para que “renovem e reforcem seu compromisso, aumentem os recursos destinados à luta contra a fome e às suas causas profundas e removam os obstáculos que impedem às ajudas de alcançar quem necessita”.

Para traduzir essas palavras em fatos, é preciso reduzir a burocracia supérflua, de modo que a transparência e responsabiliade estejam a serviço das pessoas e não se tornem um obstáculo às ajudas. Onde os Estados vacilam e o acesso humanitário é limitado, a Igreja Católica tem um papel importante, pois com frequência alcança as populações mais vulneráveis em regiões inacessíveis.

Resistir à mercantilização

Outro apelo do Papa é para resistir à “mercantilização das necessidades humanas fundamentais”:

“Água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. O acesso ao alimento adequado é um direito humano fundamental radicado na dignidade de cada pessoa.”

Para Leão, não se trata somente de aliviar o sofrimento, mas enfrentar as causas de instabilidade geopolítica, já que a segurança alimentar é um componente essencial da segurança global e integral.

Um novo percurso é possível

O Pontífice concluiu afirmando que o que está em jogo não é só a eficácia de uma agência, mas a credibilidade da própria cooperação internacional. Um novo percurso é possível, afirmou, partindo da simplificação do método, priorizando o essenvial, sem que nenhuma pessoa seja esquecida.

“De fato, esse compromisso está enraizado no reconhecimento de que toda pessoa humana possui uma dignidade inerente e inalienável, que permanece intacta independentemente das circunstâncias, das condições ou da posição social. Enraizada no amor incondicional e ilimitado de Deus, essa dignidade pode ser descrita como infinita, pois nada pode diminuir, apagar ou negar o seu valor. É precisamente pela nossa fidelidade a essa verdade que se mede a humanidade da nossa política e, com ela, o futuro da comunidade internacional.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, apresentou ontem, 17 de junho de 2026, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, apresentou ontem, 17 de junho de 2026, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, com o número de Documento 114. As Diretrizes foram aprovadas na última Assembleia dos Bispos, que aconteceu em abril deste ano 2026 em Aparecida e serão inspiração para a Igreja até 2032. A apresentação/lançamento  aconteceu na sede da CNBB com as presenças de: cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza.

Sobre as Diretrizes

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro.

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos.

Fruto de uma caminhada sinodal

Presidente da Comissão Especial para a elaboração das Diretrizes e arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin explicou que o documento amadureceu ao longo de um processo marcado pela metodologia sinodal, em sintonia com os trabalhos do Sínodo sobre a Sinodalidade.

“Estas Diretrizes são fruto de um longo processo de escuta, diálogo, discernimento e conversação no Espírito. Envolveram bispos, assessores, organismos, igrejas particulares e inúmeras expressões do povo de Deus”, afirmou.

Segundo dom Leomar, o texto passou por mais de vinte versões ao longo de sua elaboração e recebeu centenas de contribuições durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP).

Para o arcebispo, as duas palavras-chave que sintetizam o espírito do documento são “conversão” e “missão”.

“Não basta apenas organizar melhor a pastoral. Somos chamados a viver relações mais fraternas, processos mais participativos e uma autêntica conversão missionária”, destacou.

Cinco caminhos para a ação evangelizadora

Dom Leomar apresentou os cinco grandes caminhos que estruturam as novas Diretrizes.

O primeiro é a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora.

O segundo é a Iniciação à Vida Cristã, entendida como caminho de encontro pessoal com Jesus Cristo e formação de discípulos missionários.

O terceiro é a Comunidade de Discípulos Missionários, que busca fortalecer a corresponsabilidade na missão e a vida comunitária.

O quarto caminho é a Liturgia e a Piedade Popular, reconhecidas como fonte e expressão da vida cristã.

Por fim, o quinto caminho, denominado Serviço à Vida Plena, reúne três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

“As novas Diretrizes nos convocam a ser uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e próxima das pessoas, capaz de renovar suas estruturas e colocar suas prioridades a serviço do Reino de Deus”, afirmou.

Fundamentos bíblicos das Diretrizes

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, apresentou os principais fundamentos bíblicos que inspiram o documento.

Segundo ele, uma das imagens centrais das Diretrizes é a da “tenda”, inspirada no texto de Isaías 54,2, que remete ao acolhimento, à hospitalidade e à abertura missionária da Igreja.

“A Igreja é tenda do encontro, aberta a todos. É lugar de acolhida, proteção e esperança para aqueles que buscam abrigo em meio às tempestades da vida”, explicou.

Dom Paulo também ressaltou a inspiração proveniente dos Atos dos Apóstolos, especialmente na construção de comunidades missionárias alimentadas pela Palavra, pela oração, pela Eucaristia e pela caridade.

Para ele, as Diretrizes apresentam uma visão de Igreja profundamente enraizada na Sagrada Escritura, orientada para a comunhão, a participação e a missão.

“Evangelizar e servir exige uma permanente escuta dos sinais dos tempos. Somente assim poderemos anunciar uma esperança capaz de responder aos desafios da humanidade contemporânea”, afirmou.

Documento já está disponível

Durante a cerimônia, o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil, destacou a importância da publicação para a vida pastoral da Igreja no Brasil e agradeceu às equipes envolvidas na produção editorial da obra.

 

Segundo ele, o Documento 114 não é apenas uma publicação institucional, mas um instrumento fundamental para orientar dioceses, paróquias, comunidades, pastorais e organismos eclesiais em sua missão evangelizadora.

“Trata-se de um texto que ilumina, fortalece e orienta a caminhada da Igreja no Brasil diante dos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Monsenhor Jamil também informou que a publicação já está disponível no site das Edições CNBB, que ofereceram condições especiais de lançamento para facilitar o acesso ao documento.

Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 propõem uma Igreja em permanente estado de missão, fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum.

 

Adquira (aqui) o documento.

Fonte: com informações e textos do site cnbb.org.br

 

 

 

“Eu nunca te esquecerei” é o tema da mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leão XIV exorta
“Eu nunca te esquecerei” é o tema da mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leão XIV exorta a levar, com esta mensagem e presença, “a proximidade e o carinho do Papa”. “Fazei com que as palavras do profeta ‘Eu nunca te esquecerei’ assumam a forma de um encontro terno e afetuoso.” Convida os idosos a se unirem a ele “numa oração incessante para que a paz chegue em breve a todo o mundo”.

Foi divulgada, nesta segunda-feira (15/06), a mensagem do Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado em 26 de julho próximo. “Eu nunca te esquecerei” é o tema da mensagem extraído do Livro do Profeta Isaías.

“Pela boca do Profeta Isaías, o Senhor promete que nunca se esquecerá de nenhum de nós. Assegura-nos que traz os nossos rostos gravados nas palmas das mãos e que o seu amor é maior do que o de uma mãe pelo seu filho.” Com estas palavras, o Papa inicia o texto, ressaltando que “o profeta permite-nos vislumbrar um diálogo íntimo e intenso, no qual Deus se dirige a cada um e ao próprio povo, tratando todos por “tu”. Também hoje podemos ler referidas a nós estas palavras, e cada um pode ouvir aquele “nunca te esquecerei” dirigido a si mesmo. Trata-se de palavras que enchem de consolação e confiança”.

LEIA A MENSAGEM COMPLETA DE LEÃO XIV AQUI.

De acordo com Leão XIV, estas “são a resposta a um sentimento angustiante que agita o coração: «O Senhor abandonou-me, o meu dono esqueceu-se de mim». Quantas vezes, na Sagrada Escritura, em particular nos Salmos, a oração nasce do desamparo de quem tem a impressão de que a sua vida não interessa a ninguém e é negligenciada! A dolorosa sensação de ser esquecido é, infelizmente, comum a muitas pessoas e, entre elas, não poucas são idosas”.

O Papa escreve na mensagem que “o amor de Deus, que, pelo contrário, não esquece ninguém, oferece-se como um ato de justiça e uma resposta ao anonimato, no qual, com demasiada frequência, a vida humana acaba por perder-se“. “Sobre a existência de muitos idosos, em particular, parece estender-se um véu que esbate as feições dos rostos e relega ao esquecimento. É o que acontece nas casas onde reina a solidão, e também naqueles asilos onde a singularidade de cada pessoa corre o risco de ser reduzida ao número da sua cama ou à sua patologia”, ressalta.

A Igreja é chamada a ser mãe de todos

“A celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para redescobrir que a Igreja é chamada a ser mãe de todos e que é sempre possível, em qualquer idade, descobrir-se filhos e filhas de Deus. Que este Dia seja, portanto, um estímulo para todos, em particular os mais jovens, retomarem o bom hábito de visitar os seus avós, os idosos da família e também aqueles que não recebem nenhuma visita. Levai-lhes, com esta mensagem e com a vossa presença, a proximidade e o carinho do Papa. Fazei com que as palavras do profeta “Eu nunca te esquecerei” assumam a forma de um encontro terno e afetuoso. «Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua pedindo para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade»”, escreve o Papa Leão, citando um trecho de sua Carta Encíclica Magnifica humanitas.

De acordo com Leão XIV, “a Igreja conhece o sofrimento dos seus filhos mais idosos, sabe bem que demasiadas vezes se olha para eles com preconceitos e são considerados um fardo; está ciente de que uma economia centrada no lucro enfraquece os laços familiares; sabe que muitos idosos são abandonados pelos filhos, obrigados a migrar ou, em alguns casos, a combater na guerra. Por todas estas razões, alegra-se em anunciar a promessa do Senhor: ‘Eu nunca te esquecerei!'”.

Idade avançada, momento oportuno para iniciar ou retomar a vida espiritual

Leão XIV recorda que “para muitos, a descoberta da ternura de Deus, no decorrer da vida, acontece precisamente na sua última etapa. Cada vez mais, na realidade, ao contrário do que acontecia no passado, é possível chegar à velhice sem ter tido uma verdadeira experiência de fé. Neste caso, a idade avançada, a partir das questões que nesta fase da vida se colocam com maior premência, pode tornar-se o momento oportuno para iniciar ou retomar a vida espiritual“. “A Deus, que se faz próximo e que aprendemos a reconhecer na sua ternura, podemos então dirigir-nos com confiança filial na oração. Nunca é tarde demais para a Ele nos começarmos a dirigir”, escreve o Papa.

Leão XIV ressalta que “um homem e uma mulher podem renascer na velhice e reconhecer, com o profeta: «A vossa salvação está na conversão e em terdes calma; a vossa força está em terdes confiança». Uma força que, para garantir a convivência humana, pode tornar-se convite a não recorrer aos caminhos da arrogância e do poder, mas aos caminhos da reconciliação e da verdadeira paz“. “Neste tempo, marcado de forma tão dura pela violência bélica e social, muitos questionam-se sobre como será o mundo em que crescerão os próprios netos. Exorto-vos, caríssimos, para que vos unais comigo numa incessante oração para que a paz chegue em breve a todo o mundo“, sublinha o Papa, agradecendo aos idosos por apoiá-lo com suas orações, especialmente com a oração do Terço. “Retribuo-o de coração, deixando-vos este desejo: que o Senhor nos renove sempre na fé, na esperança e na caridade, Ele que nunca se esquece de nós”, conclui.

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Ainda dá tempo de se increver para participar da II Romaria Nacional dos Catequista. Leia abaixo a matéria publicada no site cnbb.org.br Os catequistas

Ainda dá tempo de se increver para participar da II Romaria Nacional dos Catequista. Leia abaixo a matéria publicada no site cnbb.org.br

Os catequistas de todo o Brasil têm até o dia 20 de junho para garantir participação na II Romaria Nacional de Catequistas pelo terceiro e último lote de inscrições. Promovido pela Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o encontro será realizado de 28 a 30 de agosto de 2026, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, reunindo milhares de catequistas para momentos de formação, espiritualidade, celebração e partilha de experiências.

De acordo com a Comissão organizadora, o valor do terceiro lote é de R$ 550,00 e as inscrições permanecem abertas até 20 de junho, ou até o preenchimento total das vagas disponíveis. A organização alerta que as inscrições podem ser encerradas antes do prazo caso o limite de participantes seja atingido.

A programação terá como eixo central o tema do querigma e sua importância para a evangelização e para a catequese de inspiração catecumenal. O evento contará com conferências, oficinas temáticas, celebrações e momentos de convivência entre catequistas de diversas dioceses do país.

Entre os destaques estão as conferências ministradas por bispos e especialistas da área catequética. A abertura das atividades formativas será conduzida por dom Leomar Antônio Brustolin, com a reflexão “O Querigma: coração da evangelização”. Também estão previstas palestras sobre a presença do querigma na tradição da Igreja, os desafios contemporâneos da evangelização e a formação de comunidades missionárias.

As oficinas abordarão temas ligados à prática catequética, como catequese e cultura digital, renovação da comunidade pela Iniciação à Vida Cristã (IVC), formação de catequistas, coordenação da catequese, arte de presidir celebrações e catequese sacramental.

Outra novidade desta edição é a preparação de conteúdos práticos voltados à implementação da catequese de inspiração catecumenal. Em vídeo divulgado pela Assessoria de Comunicação da CNBB, dom Leomar destacou que especialistas estão organizando orientações concretas para ajudar dioceses e paróquias a fortalecerem esse modelo catequético em todo o país:

Durante o lançamento oficial da programação, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética também apresentou o hino da II Romaria Nacional de Catequistas, composto por Willian Damasceno, que animará os participantes durante o encontro.

A expectativa da organização é que a segunda edição da Romaria dê continuidade aos frutos da primeira experiência nacional, fortalecendo a formação dos catequistas e a implantação da catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã nas comunidades brasileiras.