Arquidiocese e a Ecologia Integral

9 maio, 2026

Em uma jornada de reflexões, questionamentos, avaliações  sugestões, a Arquidiocese de Vitória retoma a organização da pastoral da Ecologia Integral, a partir de iniciativas existentes. Para finalizar um gesto de cuidado com a natureza.

O encontro aconteceu na Casa Verde, espaço do Convento da Penha com cerca de 50 pessoas, representando entidades e iniciativas relacionadas aos cuidados com a vida e o ambiente. Divididos em quatro grupos, os participantes dividiram as respostas em duas categorias: constatações e sugestões.

Constatações:

Falta formação na grade formativa do Seminário não existem disciplinas sobre ecologia – Não há conhecimento das atividades que já existem – Falta obediência às orientações da Igreja – Existe contra testemunho nas comunidades – Falta apoio das lideranças – Faltam definições claras dos objetivos que regem esta pastoral – A ecologia deve permear todas as pastorais e grupos de serviço – Estamos começando a lidar com a escassez e não estamos acostumados – Há muito negacionismos.

Sugestões:

Mapear as iniciativas que existem e organizar o que for necessário – Criar uma equipe arquidiocesana – Promover encontros formativos – Incluir matérias sobre ecologia na formação dos seminaristas –   Propor a ecologia integral como tema transversal – criar uma política institucional que faça a pastoral acontecer.

Após as apresentações dos grupos, dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória, dirigiu-se ao grupo e disse que pelo que ouviu “o dia de hoje foi um passo que aponta para algo mais objetivo nos próximos anos”. Depois afirmou que a temática da ecologia integral “é uma questão de humanidade” e que precisamos ajudar essa consciência aos nossos ambientes e à sociedade. Dom Ângelo acrescentou que na recente Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, as Diretrizes aprovadas, “citam pela primeira vez a Ecologia Integral, como caminho da evangelização”. “Assumir a Ecologia Integral é abrir-se à ética e ao cuidado do ser humano e da Casa Comum”. O Arcebispo recordou outras nuances das Diretrizes relacionadas ao tema: emergência climática; considerar a vida toda interligada e que isso é um novo paradigma sobre meio ambiente- a Pastoral, a cultura, a ecologia e a sinodalidade para recuperar a harmonia da criação; o chamado a construir o NÓS eclesial; a prática da escuta e ações educativas para defender as florestas, os risos através de parcerias, inclusive com a agricultura familiar; cuidado para que as compras sejam feitas com fornecedores alinhados com o compromisso ambiental, sintetizando tudo como “CUIDAR DOS POVOS E DA VIDA’. Dom Ângelo encerrou sua participação lembrando que as Diretrizes sugerem a criação do ministério da ecologia.

Após a fala de dom Ângelo foram feitos os encaminhamentos para a criação de um grupo arquidiocesano e o encerramento foi a plantação de um jequitibá na mata do Convento.

No dia 01 de setembro, ás 18h na Catedral de Vitória será celebrada uma missa, presidida por dom Ângelo para juntos rezarmos pela criação.

 

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