A pandemia no Brasil está terminando?

26 novembro, 2021

A pandemia está quase terminando, assim dizem os números e os especialistas renomados. Estamos prestes a ouvir a declaração de que passamos de pandemia à endemia.  Os infectologistas acreditam que não viveremos a mesma onda que muitos países estão vivendo agora.  Primeiro porque estamos muito avançados na vacinação e depois porque estamos chegando no verão, onde a vida ao ar livre é a predileção da maioria. Em outras palavras, pegar covid-19 em pouco tempo vai ser igual pegar outras doenças endêmicas que de tempos em tempos aumentam os casos, aqui é ali, mas logo são controladas.

Muitos estão dando glória à Deus, por isso e já começam a sair da toca.  Outros continuam ainda tomados pelo temor real vivido por tanto tempo. Daqui em diante vamos viver um período desafiante pois em breve precisaremos ajudar essas pessoas a enfrentarem seus medos e a saírem de casa. Já, já chegará o tempo de sair de casa sem máscara! Um sonho que será possível também porque aprendemos a enfrentar a doença. Quase todos estamos vacinados.

Não há mais razões para o pânico e o excesso de cuidados. Ainda precisamos e precisaremos de máscaras em espaços pequenos, transportes públicos, elevadores ou outros espaços de pouca ventilação, mas não há qualquer motivo plausível para agir diferente como ainda estão fazendo a maioria das instituições federais de ensino superior. Estas se tornam exemplo por não quererem aulas presenciais e são uma das maiores fontes de resistência à volta da normalidade. É simplesmente um absurdo que 25 universidades federais não tenham voltado às aulas presenciais e nem têm previsão para isto. Os jovens vãos às baladas, rocks, bares e restaurantes onde a maioria fica o tempo todo sem máscara, mas não podem voltar as aulas presenciais. Não há outra explicação plausível a não ser uma resistência política.  Há resistência em voltar à normalidade aqueles que simplesmente se acomodaram com os aspectos positivos do não precisar se locomover (e muitos estão cada vez mais com sobrepeso pelo sedentarismo). Há os que ganharam muito com a pandemia em termos pessoais e não querem mudar. Muitos lucraram, muitos cresceram e outros tantos tiveram benefícios palpáveis com a pandemia e vão criar argumentos “científicos” para manter sempre ativo o medo de um possível problema futuro. A muitos interessa esse ambiente de pandemia, mas há os que desenvolveram processos fóbicos sérios e é neste público que queremos focar. Há milhares de brasileiros que depois de tantas ordens de “fica em casa” temem, de fato, voltar à normalidade e saírem de casa.

O papel da imprensa, do jornalismo sério, agora vai ser fundamental nesta nova etapa da pandemia, como foi no início. Ouvir os infectologistas para poder separar o que vemos no exterior e as diferenças com a nossa realidade.  Hoje já aparecem noticiários das novas “ondas” e notícias sensacionalistas sobre o futuro.  Precisamos reajustar nosso “leme”. Estamos diante de um vírus conhecido, que já tem um protocolo de tratamento amplo e já testado, tanto em termos médicos, quanto em termos de políticas públicas. Temos um SUS, vacinas gratuitas e um sistema de vacinação único. Começamos atrasados e estamos na frente de muitos países. Nossa realidade é bem diferente da Alemanha, Rússia, Hungria, Eslováquia e República Checa.

Estamos diante de uma doença que em breve será enfrentada aqui no Brasil como outras doenças endêmicas como a dengue, a malária ou a meningite, por exemplo. Doenças sérias, que podem matar, mas já temos meios adequados à disposição para o seu enfrentamento. O medo precisará ser enfrentado com responsabilidade, mas com firmeza. Chega de notícias para ganhar audiência ou vender jornal/revista!

Vania Reis

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