A VOCAÇÃO PARA A SANTIDADE

8 agosto, 2023

Estamos no mês vocacional e logo nesse início presenciamos o encontro do Papa Francisco com os jovens do mundo inteiro em Portugal por ocasião da 37ª Jornada Mundial da Juventude. Nesse horizonte poderíamos fazer algumas reflexões voltadas para a vocação dos leigos e leigas, especialmente o chamado à santidade para os jovens.

O Concílio Vaticano II no Decreto sobre o “Apostolado dos Leigos” nos diz que diante de um mundo onde decai o número das vocações sacerdotais e religiosas e aumentam os desafios do mundo com novos problemas é preciso fortalecer o corpo místico de Cristo com o apostolado de todos os seus membros, em forma de conexão como se tudo estivesse interligado e de maneira coesa, onde cada um se torna cooperador da verdade.

O Papa Francisco na Jornada Mundial de Portugal diz aos jovens que está trazendo um sonho dentro do peito, um sonho de paz, um sonho de jovens que rezam pela paz, que vivem em paz e constroem um futuro de paz. E lhes diz: “Não temam, não tenham medo, todos vós quereis um futuro de paz”. O primeiro campo do apostolado dos leigos tem como horizonte o mundo. O Papa fez questão de ir a Fátima onde rezou junto com os doentes e reclusos, pela paz, mas sem publicidade, como fez questão de frisar.

Diante dos jovens, o Pontífice pede uma Igreja em que caibam todos e se não couber, arrumem algum espaço para que todos ali sejam acolhidos. Pelas pesquisas vemos como muitos jovens estão se afastando da vida eclesial, da vida de fé. Muitas vezes, estão saindo porque não encontram espaços para sua ação, para seu modo de agir. Pede-lhes que tenham um arraigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da comunidade, da catequese e da celebração da fé.

Nesse movimento de fortalecimento da vocação dos leigos, alguns desafios se apresentam e o primeiro deles se refere à formação de modo a compreender a sua missão enquanto sujeito eclesial, numa Igreja em saída e em processo sinodal. Outro grande desafio está em superar algumas Igrejas que se fecham à atuação dos leigos. Análises eclesiais nos mostram que desde a Conferência de Aparecida realizada em 2007 pouco se avançou no caminho como discípulo missionário.

Muitas vezes pensamos na vocação para a santidade somente na perspectiva daqueles homens e mulheres que deixaram as ocupações terrenas para se dedicarem como sacerdotes e religiosos nas coisas da Igreja. Na verdade, o chamado à santidade realiza-se ao pé da porta, com aqueles que vivem perto de nós, que caminham dia após dia testemunhando a própria fé. Uma Igreja militante nos caminhos da santidade. A Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate no diz que “a santidade é o rosto mais belo da Igreja”.

Enfim, a vocação para a santidade pode ser desenvolvida nos serviços e ministérios internos da Igreja e no encontro com o povo em suas necessidades. Uma Igreja em saída missionária e em processo sinodal é o caminho apontado nos tempos atuais para o crescimento da santidade ao pé da porta, entre nós, com todos.

Edebrande Cavalieri

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