Altar, o lugar do sacrifício e do banquete (parte II)

5 dezembro, 2020

Tomai e bebei todos (…), tomai e comei todos(…). Fazei isto em memória de mim”.

(Lc 22, 19)

Entre a “mesinha” de pedra usada para oferecer o sacrifício destinado ao banquete dos deuses e a mesa do sacrifício do Senhor, onde Deus se oferece a si mesmo em Jesus Cristo, há uma longa história. O arquiteto Vincenzo Gatti nos recorda que o altar, pós Concilio Vaticano II, volta a ser centro, isto é, “realidade visível e motivo fundamental do ser Igreja”, manifestando assim “a presença do Cristo altar, vítima, sacerdote, que se realiza na Celebração Eucarística”.

A natureza e função do altar nos são apresentadas pelo Missal Romano, onde este, “em que se torna presente sob os sinais sacramentais o sacrifício da cruz, é também a mesa do Senhor, na qual o povo de Deus é chamado a participar quando é convocado para a Missa; é ainda o centro da ação de graças que se realiza pela Eucaristia”.

Na sala da última Ceia temos não uma mesa, como a entendemos hoje, mas um tampo em torno do qual estavam os participantes instalados. Apoiavam-se com o cotovelo esquerdo e comiam com a mão direita, ‘do mesmo prato’, todos juntos. Um número maior de pessoas exigiria vários grupos de mesa. Essa forma estava presente na Igreja dos primeiros séculos.

De mesa para altar em bloco, há maior visibilidade da dimensão sacrifical e sintonia com o culto das relíquias. Essa acentuação excessiva se deu na Idade Média. Do centro da assembleia, nos primeiros séculos, para o presbitério, na abside, aos poucos o altar foi sendo separado da comunidade reunida. A sua posição sofreu alterações significativas. Na Alta Idade Média, o altar ao ser recuado para a parede oriental, parecia-se mais com um console, na certa, em vista do desenvolvimento da piedade da época. Esse período também foi marcado pela multiplicação de altares secundários, nas naves laterais. O período Barroco trouxe o tabernáculo inserido na estrutura do altar, chamada retábulo, onde se acrescenta o trono da exposição da custódia para a Adoração Eucarística.

Raquel Tonini, membro da Comissão de Arte Sacra da Arquidiocese de Vitória

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