Cardeal Parolin conversa com ministro da Rússia

9 março, 2022

O site do Vaticano divulgou telefonema do secretário de Estado do Vaticano ao ministro de Relações Exteriores da Rússia. Leia a matéria abaixo.
Conversa telefônica entre o secretário de Estado e o ministro das Relações Exteriores da Federação Russa. O cardeal repetiu o apelo do Papa e expressou sua disponibilidade para qualquer tipo de mediação.
O secretário de Estado vaticano Pietro Parolin e o ministro das Relações Exteriores russo Serghei Lavrov tiveram nesta terça-feira uma conversa telefônica. O cardeal reiterou o que o Papa Francisco tem repetidamente solicitado, ou seja, o fim dos combates. Ele também manifestou a disponibilidade da Santa Sé para qualquer tipo de mediação considerada útil para favorecer a paz. “O cardeal – disse o diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni, confirmando a notícia do telefonema -, “transmitiu a profunda preocupação do Papa Francisco com a guerra em curso na Ucrânia e reafirmou o que o Papa disse no último domingo no Angelus. Em particular, ele reiterou o apelo para que cessem os ataques armados, para que sejam assegurados corredores humanitários para os civis e para os socorredores, e que a violência das armas seja substituída pela negociação”. Neste sentido, ao concluir o telefonema, Parolin reafirmou a vontade da Santa Sé de “fazer todo o possível para colocar-se a serviço desta paz”.
A notícia da conversa foi relatada pela agência de notícias Interfax citando o Ministério das Relações Exteriores de Moscou. “As partes expressaram a esperança de que a próxima rodada de conversações entre Moscou e Kiev ocorra em breve e que se chegue a um acordo sobre questões-chave”, com o objetivo de cessar as hostilidades, disseram fontes russas. A equipe de Lavrov explicou que o ministro informou Parolin “sobre as motivações russas em relação às causas e objetivos da operação militar especial realizada na Ucrânia”. No domingo passado, como se recorda, o Pontífice observou que a que está em andamento na Ucrânia não é uma operação militar, mas uma guerra. “Foi dada ênfase especial”, conclui a declaração do Ministério das Relações Exteriores, “às questões humanitárias relacionadas com o conflito, incluindo medidas para proteger os civis, a organização e implementação de corredores humanitários, assistência aos refugiados”.
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