Catequese e sua missão:  introduzir os catequizandos no Mistério da fé  (II)

22 outubro, 2021

A missão da iniciação à vida cristã precisa ser como na primeira comunidade cristã: “perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42).

A catequese tem por missão encontrar respostas de fé para o ser humano, desafiado pelos tempos atuais sobre as inúmeras interrogações. Quem é Jesus Cristo? O que a catequese ensina? Como transmitir Jesus Cristo para as crianças, adolescentes, jovens e adultos? A resposta fundamenta-se em Cristo, missionário de Deus, enviado ao mundo para anunciar o Reino, de paz, justiça e fraternidade.

A Campanha Missionária de 2021 apresenta uma sólida resposta para as várias perguntas feitas na catequese. O tema proposto para esse ano é: “Jesus Cristo é missão” e o lema: “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20). A catequese necessita de catequistas missionários e missionárias da ternura, compaixão e da esperança, que sejam buscadores de Cristo dando máxima importância para ouvir e colocar em prática a Palavra de Deus. Assim, poderão anunciar Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, sendo alimentados pelo banquete da Palavra e pela mesa da Eucaristia.

A missão da catequese é introduzir os catequizandos no Mistério da fé, na pessoa de Cristo, na missão de anunciar o Reino de Deus que exige: “Credes em Deus e crede também em mim” (Jo 14,1). Jesus quer mostrar uma fé substancial, incluindo confiança num triplo e uno: Pai, Filho e Espírito Santo em plena comunhão na missão divina. O Filho amado, revelado na plenitude dos tempos, manifesta a totalidade de Deus, que precisa ser acolhido com atitude de fé, oferecendo o anúncio da Salvação aos pobres e necessitados, na vida eclesial em suas diversas formas de celebrar a fé encarnada em Cristo e ensinada na catequese. Antes de ser uma verdade, o Mistério é um acontecimento realizado na história e oferecido como Salvação. Esse Mistério de Deus chega à sua plenitude em Jesus de Nazaré, anunciado pelos catequistas que têm a missão de fazer que a mensagem chegue ao coração dos catequizandos.

A missão da catequese é buscar fundamentos sólidos para viver a fé, fundamentada na Palavra de Deus e na pessoa de Jesus Cristo. “A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, da mesma forma como venera o próprio Corpo do Senhor, já que, principalmente na Sagrada Liturgia, sem cessar toma tanto da Palavra de Deus quanto do Corpo do Cristo, o pão da vida, e o distribui aos fiéis” (DV, n. 21), para uma missão específica. “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Deve levar os catequizandos  a entenderem o “logos” de Deus, encarnado em Maria, que fez morada em seu ventre, nasceu, viveu e caminhou cuidando da “casa comum” ensinando a verdadeira missão do discípulo missionário. Uma catequese que anuncia Cristo e seu Reino, com igualdade e justiça, mesmo que não seja compreendido por muitos, porque sua proposta era revolucionária; por isso não era entendido mesmo entre seus familiares, assim também é o anúncio da catequese.

O catequista precisa ser um pedagogo da fé no Mistério de Deus, que revela Cristo, utilizando o caminho fecundo, expressado pelo ano litúrgico, que apresenta o Mistério de Cristo, ao longo do decurso do tempo. Deve valorizar a importância de cada dia, e, de modo especial, o domingo, Dia do Senhor. A catequese precisa garimpar para descobrir que a liturgia é caminho que leva os catequizandos para fonte mais profunda, Cristo. “Mas o mistério de Cristo se desdobra por todo o ciclo anual, desde a sua encarnação e nascimento até a ascensão, pentecostes e a expectativa, cheia de esperança, da vinda do Senhor” (SC, n. 102).

Percorrendo esse caminho muitos afirmarão que: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” ((Gl 2,20). Essa é a missão da catequese, apontar o caminho e identificar Cristo, na liturgia e no Mistério da Igreja, “Ela é, ao mesmo tempo, humana e divina, visível, mas dotada de bens invisíveis, presente no mundo, mas peregrina, de tal forma que o que nela é humano está subordinado ao que é divino, o visível ao invisível” (SC, n. 02).

Pe. Roberto Francisco Sebastião Natal

Coordenador da Comissão Arquidiocesana para a Ação Missionária

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