A Festa da Penha 2026 chegou ao seu último dia como quem conclui uma grande oração vivida em comunidade. Ao longo de oito (8) dias de celebrações, o Estados do Espírito Santo foi atravessado por gestos de fé, passos de devoção e corações abertos ao chamado de ser “Fazei de nós instrumentos de paz”. No campinho do Convento da Penha, fiéis vindos de diversas Áreas Pastorais da Arquidiocese de Vitória e das Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus, se reuniram diariamente, expressando a força de uma Igreja viva, reunida em torno da Mãe.

A Imagem Peregrina, como mãe que visita seus filhos, percorreu caminhos diversos, encontrou pessoas em situação de rua, visitou presídios, quartéis e comunidades, levando consolo, escuta e esperança. Por onde passou, deixou marcas silenciosas, daquelas que só a fé é capaz de explicar.
Nas romarias, a fé se fez presença viva, pulsante, capaz de transformar passos em oração. Na tradicional Romaria dos Homens, uma das imagens mais marcantes deste ano tomou forma no caminho rumo ao Convento da Penha: sob uma chuva torrencial, os fiéis seguiram firmes. Entre ruas alagadas, trechos em obras e tantos desafios, ninguém desistiu. A água que caía do céu já não era apenas chuva, tornava-se símbolo de entrega, misturada ao suor e à perseverança de homens, mulheres e crianças, conduzidos por uma fé inabalável. Cada passo carregava confiança; cada dificuldade, uma oferta silenciosa elevada a Deus.
Assim, entre cantos, preces e passos firmes, a semana foi tecendo uma história viva de devoção há 456 anos, onde o sagrado se encontra com a realidade do povo.
O encerramento, nesta segunda-feira (13), reuniu uma multidão no Parque da Prainha, em Vila Velha, para a Missa Solene presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari RC,J, arcebispo da Arquidiocese de Vitória, e concelebrada pelos bispos do Regional Leste 3. Em sua homilia, o arcebispo destacou a presença materna de Maria na vida do povo e a força dessa devoção que atravessa gerações. “Ao contemplarmos a Virgem da Penha com o Menino Jesus nos braços, reconhecemos ali a nossa própria humanidade acolhida por Deus. Merecemos a visita de Maria quando a recebemos em nosso coração, em nossas famílias e quando vivemos os valores que ela nos ensina: o amor, a paz e a fraternidade”, afirmou.

Dom Ângelo também recordou que a verdadeira devoção se traduz em compromisso concreto com a vida e com o próximo. “Quem vive a fé em Cristo e a devoção à Nossa Senhora da Penha torna-se artesão da paz. Somos chamados a dizer não à violência, à morte e a toda forma de divisão, e a sermos, em nosso cotidiano, instrumentos de reconciliação e esperança”, completou, reforçando o tema da festa deste ano.
E assim, a Festa da Penha se despede, não como quem termina, mas como quem envia. Fica no coração a certeza de que, mesmo em meio às tempestades, é possível ser sinal de luz, esperança e paz, sob o olhar materno de Nossa Senhora da Penha.
A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás. A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha. O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale. Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória. O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações. O apoio Cultural é do Grupo Energisa.







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