Como se forma um padre? – A Formação Permanente

4 junho, 2021

Padres do Espírito Santo em encontro de formação permanente.

Já tratamos nos textos passados a respeito da “formação inicial”, contudo, é necessário tornar isso mais explícito: a formação é inicial. Deve-se, portanto, dar continuidade por intermédio de uma “Formação Permanente”.

A formação inicial compreende todo o período dos encontros vocacionais até a ordenação sacerdotal. No entanto, a experiência do discipulado é uma experiência que jamais se interrompe[1]; o sacerdócio é um processo contínuo e gradual que dura até o fim da vida. Ora, mesmo os maiores santos tinham espaço para crescer na graça e buscavam cada vez mais fervorosamente a perfeição. A vista dessa verdade patente, a Igreja orienta e auxilia todos os sacerdotes a viverem a “Formação Permanente” no intuito de renovar a cada dia o chamado vocacional, bem como responder aos novos desafios da comunidade eclesial.

Primeiramente, cabe salientar que uma vocação deve ser cultivada atenciosamente para que cresça e dê frutos no devido tempo, como também continue a dar frutos antes de perecer. Logo, da mesma forma que se busca a configuração a Cristo no seminário, durante o ministério presbiteral deve-se aproximar cada vez mais do Mestre e Pastor. Tal fim só pode ser alcançado mediante uma intensa vida de oração e uma constante busca pelo Cristo.

Sob outra perspectiva, surgem novos desafios todos os dias, os quais exigem decisões inovadoras para resolvê-los. Nesse sentido, um Padre deve ser capaz de guiar o povo de Deus através dessas dificuldades. Isso só é realizado por intermédio de um estudo constante e um diálogo cada vez mais aprofundado acerca das diversas necessidades das comunidades paroquiais.

Em meio a isso, a Igreja indica aos sacerdotes que vivam a Fraternidade Presbiteral com verdadeiro Amor no intuito de auxiliarem-se mutuamente, bem como de construírem uma verdadeira Caridade. Além disso, o Bispo, juntamente dos padres mais experientes, deve acompanhar os padres jovens com o fito de assisti-los em sua experiência pastoral e orientá-los em relação aos inúmeros desafios que emergem com o ministério sacerdotal.

Enfim, é necessário responder o “sim” ao chamado de Deus a cada dia. Somente com uma renovação diária e permanente da vocação pode gerar um ministério frutuoso.

 

[1] Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis – RFIS

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