Composição do PRESBITÉRIO

14 novembro, 2020

“A disposição geral do edifício deve manifestar de algum modo a imagem do povo reunido a permitir uma ordem inteligente, bem como a possibilidade de se exercer com decoro os diversos ministérios”.

(IGMR 294)

O presbitério é conhecido hoje como o lugar, em nossas Igrejas, onde se localiza o altar, onde é proclamado a palavra de Deus e onde o sacerdote, diácono e demais ministros exercem o seu ministério. Ali também estão a cruz e as velas, conforme orientações do Missal Romano. Mas não foi sempre assim, percorremos uma longa história.

Em sua origem, a palavra deriva do grego prebyteros, pessoa de idade, ancião. Nas Igrejas primitivas, o ancião ou presbítero, era cada um dos anciãos aos quais era confiado o governo da comunidade cristã, cujo inicio se deu nas casas, as domus ecclesiae.

Mais tarde, com as basílicas, o fundo da abside é reservado para a cátedra e o presbiterium, formado pelos assentos dos presbíteros. Lá o altar se encontrava, junto com o ambão, no centro da nave e a assembleia reunida em torno deles. Depois do ano 1000 muitas mudanças ocorreram e foi se tornando mais visível a separação entre os espaços da nave e do presbitério.

Dando um salto na história, as Igrejas barrocas, nossas conhecidas do início da colonização, apresentam o altar mor no fundo da abside e o púlpito junto à nave.

O Concílio Vaticano II marca uma etapa na história ao estruturar e significar os lugares e espaços para a celebração, sobre tudo com a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia.

Hoje, grande parte das Igrejas é fisicamente estruturada a partir destes dois espaços: presbitério e nave. A arquitetura das Igrejas nasce em grande parte da liturgia e o presbitério tem sua composição fundamentada nestes “lugares litúrgicos”: do altar, da palavra e da presidência, que nos revelam a tríplice presença do Cristo sacerdote, profeta e rei. Concentrando no presbitério ou não, estão unidos ao lugar da assembleia e dos demais sacramentos formando a estrutura do edifício cristão, que nos permite reunir como comunidade para celebrar os mistérios de nossa fé e memorial da nossa salvação.

Raquel Tonini,
membro da Comissão de Arte Sacra da arquidiocese de Vitória
e grupo de Reflexão do Setor Espaço Celebrativo da Comissão Litúrgica da CNBB

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