Conselho Pastoral reflete como a Igreja estará no Pós-pandemia

“Ser Igreja que se reinventa na ação Pastoral, passando pelo caminho da conversão”

A Igreja na pandemia e pós-pandemia do covid 19 – interpretada pela assessoria de Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães – Bispo auxiliar de Belo Horizonte

1-     Tempo superior ao espaço;

2-     O todo é superior as partes;

3-     A unidade é superior a divergência;

Dizia Mol, acolhendo os ensinamentos do Papa Francisco, através de suas encíclicas e em ocasiões desafiadoras. Na sua pauta, os leigos e leigas estão em primeiro lugar são os protagonistas. Os ministros ordenados Bispos, presbíteros e diáconos estão a serviço deles nos ensinamentos apontando o Reino de Deus. Ser padre hoje é ser criativo, que se reinventa sempre, numa Igreja em busca de conversão pastoral. O papa lembra também que estamos em processo: o tempo é importante, o todo é mais que a soma das partes e a unidade é superior às divergências e conflitos existente na humanidade.

Introdução: Evangelizar é a missão própria da Igreja, não arrume outro ela vem de Jesus Cristo, porque nela cabe todas as demais ações da Igreja no mundo em todos os tempos: “Evangelizar e tornar o Reino de Deus presente no mundo”, só isso e tudo isso. Assim a Igreja consegue superar o analfabetismo espiritual, pois a meta dela é evangelizar sempre. Na pandemia e na pós-pandemia que requer atitudes de ser Igreja em saída para a missão.

Dom Mol, destacou cinco pontos pertinente, e desafiou a Igreja fazer desse tempo de pandemia uma nova proposta (oportunidade), superando o saudosismo atualizando para novos tempos, e conduzir o que catolicismo em nossos tempos nos tornando cada vez mais cristãos.

1. Evangelizar, é “missão própria da Igreja”. Uma Igreja espiritual, mais mística na pós-pandemia, uma Igreja que traga Deus próximo e belo, que entra no “Mistério de Deus” (LG), porque a Igreja é Mistério da trindade. Evangelizar “é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Francisco). Não é só uma questão espiritual ou uma ação desvinculada da realidade. Esse tempo pode servir para a Igreja avançar nas mudanças necessárias. Deixar Deus estar dentro de nós, e tomar conta do nosso ser. Olhando a caminhada de Igreja que se coloca no caminho contemplativo, pneumática em plena comunhão. A Igreja do sopro do Espírito tira algo do lugar, numa atitude espiritual feminina, que sempre gera novas atitudes.

2. Igreja Espiritual e Mística: É ser Igreja que se alimenta e aprofunda sua existência em Deus Trindade. Trata-se de uma Igreja mais pneumática, aberta ao sopro do Espírito, com mais comunhão e mais contemplativa no seu todo. Pensar uma Igreja nesse horizonte é ser capaz de ir para o centro no Mistério de Deus, deixando Ele fazer sua morada em nós, sendo próximos Dele e do próximo. É uma Igreja feminina, despojada de poder, pronta para servir, anunciar e testemunhar seu Reino.

3. Igreja misericordiosa: A dimensão misericordiosa da Igreja é fraterna e solidaria com os vulneráveis da sociedade, profundamente aberta, comprometida com a justiça e a paz, com os pobres, contra as desigualdades sociais, na superação da miséria e a fome, sendo capaz de começar de baixo sendo capaz de amar os inimigos. Chamados a amar a todos sem exceção, todos os segmentos da sociedade sem discriminação.

4. Igreja querigmática e catequética: tendo Jesus Cristo no centro do seu anúncio para todos os tempos. É ser Igreja pregadora do Evangelho do Reino, para que possa encantar e transformar vidas e o mundo que habitamos. Uma Igreja que anuncia a boa notícia do Evangelho, numa conversão eclesial, numa experiência com o Reino. Dessa forma, contribuiremos para mudar a “casa comum” ligando fé e vida, fé e cultura, fé e ciência. Com Cristo somos capazes de provocar conversões eclesiais e sociais. Com isso, deixamos de ser carreiristas, distante dos pobres, que “olha para eles da janela” (Francisco), a Igreja não pode fechar o seu olhar para os pobres.

5. Igreja próxima dos jovens: estamos perdendo os jovens e os mais pobres da sociedade (povo de rua…). Os jovens não se identificam mais com a Igreja, precisa ser recuperado o projeto de Jesus. Superar o excesso de rigidez que não contribui para o projeto de Jesus Cristo, com olhar pela porta principal, acolhendo os jovens, os pobres e vulneráveis da sociedade. uma Igreja mais espiritual, misericordiosa, querigmática, catequética para recuperar o projeto de Jesus. Voltar a Jesus e dar identidade a Igreja de Vitória. Na pandemia e pós-pandemia, Igreja da casa no cuidado com a “casa comum”. 

 

Sendo Igreja misericordiosa, espiritual, no cuidado “casa comum”, ser capaz de estender as mãos para os pobres, ajudando-os a participarem do projeto de Jesus. O projeto de Jesus é nossa fonte inspiradora, recuperá-lo é dever. A Igreja na pandemia e pós-pandemia precisa realizar mudanças, atualizar sua maneira de ser e viver, fundamentada no Reino, e fazer arder, sem cultuar cinzas, “olhando para traz”.

Conclusão: uma Igreja para o mundo de hoje, para os nossos tempos, sua tarefa é carregar brasas, soprando as cinzas, não podemos cultuar as cinzas, uma Igreja que olha para frente carrega a brasa, acende a comunidade eclesial no mundo atual, aquece o fogo do amor e revitaliza as comunidades. A Igreja pós-pandemia, precisa ser presencial como sinal física retomar os sacramentos de forma presencial. Por que os sacramentos são sinais da Igreja no Batismo sinal da água, na Crisma sinal do Óleo, na Eucaristia sinal do pão e vinho.

Muitas outras ações pastorais podem usar os meios eletrônicos, midiáticos e digitais: formação, reuniões e outros eventos, mas para a ação dos Sacramentos precisa do presencial, no anúncio de Cristo, na pregação da Palavra, e na comunhão fraterna, sendo Igreja aberta e acolhedora. 

Grande desafio: Igreja e juventude como lugar teológico para o encontro com Cristo, sinal de Salvação. A Igreja não pode perder mais tempo e nem a juventude dos nossos tempos. O Evangelho de Jesus Cristo será capaz de realizar essa tarefa? Ele precisa ser capaz de implantar no cristão jovem o encantamento por Jesus Cristo e seu Reino no mundo, superando o racismo de um Brasil racista.

Texto: Padre Roberto Francisco Sebastião Natal,

Coordenador para Ação Missionária

Arquidiocese de Vitória

Compartilhe:
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
segunda-feira 5 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Segundo Dia Oitavário
terça-feira 6 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Terceiro Dia Oitavário
quarta-feira 7 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Quarto Dia Oitavário
quinta-feira 8 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Quinto Dia Oitavário
sexta-feira 9 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Sexto Dia Oitavário
sábado 10 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Sétimo Dia Oitavário
domingo 11 abril
4:00 pm - 6:00 pm Missa Oitavo Dia Oitavário
Nenhum evento encontrado!