Crianças voltam a ser batizadas na Arquidiocese de Vitória

18 setembro, 2020

As paróquias da Arquidiocese de Vitória estão voltando a celebrar os sacramentos após as orientações dadas pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, no mês de agosto. Na circular divulgada no dia 05, padre Renato Criste – coordenador arquidiocesano de pastoral – ressaltou os desafios na evangelização vividos neste tempo de pandemia e detalhou os encaminhamentos para que aconteça a catequese, batismo de crianças e matrimônio neste período.

Na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, desde o início do mês de setembro as crianças voltaram a ser batizadas. Rossana Abicair é coordenadora da Pastoral do Batismo na paróquia há 5 anos e detalha que não acontecia a realização do sacramento do batismo há cerca de 7 meses. Com as novas orientações começou uma procura muito grande dos paroquianos.

Em vista disso foram abertas as inscrições para o batismo pelo aplicativo da paróquia e em apenas um final de semana foram 90 inscritos. Com a confirmação da inscrição, foram realizadas visitas virtuais nas casas das famílias – que antes da pandemia eram feitas presencialmente pela equipe do batismo.

Os encontros de preparação aconteceram pela internet de 10 em 10 crianças. Após isso, as crianças foram encaminhadas para o batismo em cada sábado do mês de setembro com limite de 7 crianças para cada um dos horários de batismo: 9h, 11h e 15h30. Para controlar o número de pessoas dentro do templo, cada batizando recebeu 20 convites para serem distribuídos aos pais, padrinhos e convidados.

Na entrada da Igreja a equipe de acolhida realiza a medição da temperatura, todos devem usar máscaras no ambiente e os bancos de cada criança foram colocados separados, dando chance de a família escolher se quer sentar perto ou mantendo uma distância. Rossana também explica que apenas um único fotógrafo atua nos batizados e não existe muita movimentação de pessoas. A coordenadora relata os cuidados no rito do batismo.

“O item principal do aconselhamento do arcebispo é que ninguém da pastoral ou o padre encoste na criança e seja apenas o pai, a mãe, o padrinho, madrinha ou quem a família determinar. Então a unção é feita com bolas de algodão. O padre molha no óleo, unge o peitinho da criança e descarta em um recipiente que será incinerado depois.  A água em que a criança é batizada também não é reaproveitada para batizar outra. Assim que o padre a abençoa ela é colocada em jarras e aquela água que foi despejada dentro da pia é descartada na terra posteriormente.”  

De acordo com Rossana a equipe precisou se reinventar neste período de pandemia e mesmo sentindo falta do corpo a corpo, do abraço e do sorriso pessoal, tudo tem funcionado muito bem. As famílias que estão vivenciando o batismo nos últimos dias têm dado retornos positivos. É o caso de Mariana Fassheber, mãe do Leonardo, que foi batizado no último sábado (12).   

A Oficial de Justiça conta que em fevereiro deste ano o filho tinha 6 meses de vida e foi apresentado à comunidade durante uma missa. Este foi um momento muito importante na vida da família em relação a renovação da Fé e da espiritualidade. Desde então ela pegou as informações para a inscrição do batismo. Com o início da pandemia tudo foi suspenso, mas ela e o esposo Rodrigo continuaram acompanhando as missas aos domingos pelas redes sociais e quando foi anunciado que seriam retomados os sacramentos, eles logo se inscreveram para o batismo.

Mariana afirma que mesmo com a família toda morando em Minas Gerais e não podendo ter a presença de pessoas como a avó e seu pai, eles decidiram que era hora de batizar o filho e foram muito acolhidos por toda equipe da Perpétuo Socorro. Eles preencheram a ficha com os dados dos pais, padrinhos e participaram da visita virtual e preparação para o sacramento de forma online.  

“Nesse momento tão sombrio, incerto e nebuloso que a gente está vivendo, em decorrência dessa pandemia que já está durando 6 meses de isolamento, a gente tinha muita vontade que o espírito Santo viesse habitar no nosso filho e ele recebesse Jesus na sua vida. E o batismo foi uma experiência muito gratificante, emocionante e foi um dia de uma felicidade imensa. A organização da paroquia foi impecável e a limitação de convidados e o uso de máscaras obrigatório não tornou a celebração um momento menos especial”.                 

Para que a retomada dos batismos se torne efetiva nas paróquias da Arquidiocese, entre as orientações pastorais está que a preparação e celebração dos sacramentos aconteça com criatividade, simplicidade e adaptação à cada realidade e situação concreta. As celebrações de batismo também podem acontecer fora das missas e com número reduzido de crianças, tomando as medidas de higiene sanitária. 

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