Cuidar de Si para Cuidar do Outro

7 junho, 2025

Neste sábado, a Arquidiocese de Vitória promoveu o Encontro Arquidiocesano da Catequese, reunindo catequistas de diversas paróquias  na Ponta Formosa, para um dia inteiro de formação. O evento teve como foco principal o cuidado com o próprio catequista, oferecendo ferramentas para o autoconhecimento, amadurecimento humano e espiritual.

A formação foi conduzida pelo psicólogo clínico e terapeuta de casais Mateus Cade, Psicólogo Clínico e especialista em logoterapia, que apresentou aos participantes um conteúdo profundo. O objetivo do encontro, segundo Matheus, foi “oferecer para os catequistas ferramentas para que eles possam se trabalhar, se desenvolver e ao mesmo tempo conviver com as outras pessoas”.

Durante sua fala, destacou a importância de um processo de amadurecimento que passa por aspectos afetivos e espirituais, além de abordar um tema que despertou grande interesse: os quatro temperamentos.

“Conhecendo os quatro temperamentos, ajudará os catequistas a interagir entre eles e também lidar melhor com seus catequizandos e colegas de pastoral”, explicou Matheus. Segundo ele, compreender os temperamentos ajuda o catequista a crescer tanto na sua caminhada de fé quanto na missão evangelizadora.

Matheus explicou que os quatro temperamentos — melancólico, colérico, sanguíneo e fleumático — são espectros fundamentais da personalidade humana. “Eles estão ali na base, são uma espécie de alicerce, impressos na personalidade desde o nascimento. A partir deles, a pessoa vai construindo quem é, reconhecendo suas inclinações, forças e fraquezas”, afirmou.

O coordenador Arquidiocesano da Catequese, Padre Éder Hoffman, destacou que essa proposta faz parte de um caminho de formação contínua que a Arquidiocese já vem realizando: “Nós temos a formação permanente de catequistas, que acontece duas vezes ao ano. Já oferecemos o material da Igreja, já há uma experiência vivida — agora queremos prover elementos que colaborem com o servir e a maturidade do catequista.”

Ele reforçou que a proposta de incluir um psicólogo e trabalhar temas como os temperamentos está profundamente ligada à realidade da missão catequética: “A maturidade psíquica, emocional e da personalidade impactam diretamente no servir da catequista. E impactam também no contato com a criança, o adolescente e o jovem que ela atende. São muitas as realidades, e principalmente muitas as dores daqueles que chegam à Igreja. Por isso, é essencial que o catequista esteja bem para, estando bem, poder bem servir aqueles que vêm feridos, machucados, debilitados em vários níveis da personalidade,” ressaltou Pe. Éder.

Ao final do dia, os participantes saíram renovados, levando consigo não apenas novos conhecimentos, mas também a certeza de que cuidar de si é parte essencial da missão de cuidar da fé do outro.

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