Diaconato Permanente, o serviço da caridade

Testemunho e serviço são as duas palavras que melhor definem o diaconato.

Hoje, 10 de agosto a Igreja celebra o Dia dos Diáconos Permanentes, por ser a festa de seu padroeiro São Lourenço, um dos sete primeiros diáconos da Igreja.

A Arquidiocese de Vitória parabeniza seus 68 diáconos permanentes e deseja que sejam felizes na missão e disponíveis aos apelos de Deus que os chamou.

Diaconia ao longo da história

A palavra diácono tem origem grega e significa servo, ajudante, ministro. Na Bíblia a passagem dos Atos dos Apóstolos (6,2-4) tornou-se referência quando o assunto é diaconia. Os apóstolos ao ouvirem e reconhecerem que não conseguiam atender as necessidades dos mais pobres e frágeis, escolheram dedicar-se à oração, pregação e ensino e constituíram, quer dizer, delegaram a outros, a tarefa de cuidar e assistir as pessoas carentes da comunidade: os diáconos.

Ao longo da história da Igreja os diáconos tiveram e têm como missão colocar-se a serviço para atender as necessidades de seu tempo e assim foi até ao Sec. IV. Após esse período houve um esvaziamento da função que foi retomada no Concílio Vaticano II, sendo reestabelecida e regulamentada pelo Papa Paulo VI em 1967 (o documento foi o Motu Próprio Sacrum Diaconatus Ordinem). O diácono passa, então a integrar o clero e receber o 1º grau do Sacramento da Ordem. Os outros dois graus são o presbiterato (padre) e episcopado (bispo). Contudo, o Motu Próprio do Papa não obriga as dioceses a instituírem o diaconato permanente, deixando a critério das mesmas, a avaliação sobre a necessidade de sua existência.

Existem dois tipos de diáconos: os transitórios, aqueles que recebem o 1º grau do Sacramento da Ordem que é o diaconato, mas almejam o 2º grau, o sacerdócio. E os diáconos permanentes, que não podem receber o 2º grau por serem casados e/ou mesmo por opção.

Diáconos transitórios e permanentes

Na data de hoje não existem na Arquidiocese diáconos transitórios diocesanos. Apenas 1diácono transitório religioso, o diácono frei Michel Padilha da Congregação dos Frades Capuchinhos, Comunidade de Vila Bethânia. Os Diáconos Permanentes são 68 na Arquidiocese formandos pela Escola Diaconal São Lourenço em 4 turmas. Todos estão inseridos nas paróquias e alguns trabalham com as famílias, na catequese e nas pastorais sociais.

A formação dos candidatos ao sacerdócio (diaconato transitório) e permanente acontece separadamente. Enquanto os transitórios estudam no Centro Católico de Estudos Interdiocesano em Vitória e vivem no Seminário Nossa Senhora da Penha os candidatos ao diaconato permanente vivem com suas famílias e frequentaram a Escola Diaconal aos finais de semana.

Mas, não é apenas o estudo que é feito de forma diferente, outra grande diferença é que os diáconos permanentes são casados, toda sua ação é voluntária e, portanto, não recebem qualquer valor financeiro por sua atuação, e, preferencialmente devem ocupar-se da caridade.

Quais as funções do Diácono

O Diácono tem a missão de pregar a Palavra de Deus, distribuir a Comunhão e levar o viático aos enfermos e idosos, ministrar o sacramento do batismo, assistir matrimônios e servir ao altar.

Escola Diaconal na Arquidiocese de Vitória

Ao criar a Escola e ao ordenar os primeiros diáconos, dom Luiz Mancilha Vilela, então arcebispo de Vitória, pediu que os diáconos se dedicassem ao serviço dos mais necessitados, intitulando-os como “braço da caridade” da Arquidiocese. Hoje, dia do diácono permanente, dom Dario Campos, atual arcebispo de Vitória, repetiu a mesma frase dizendo: “é muito importante o serviço que os diáconos prestam nas comunidades, principalmente o da caridade”.

A Arquidiocese de Vitória iniciou a Escola Diaconal (Diáconos permanentes) em 2006, sob a direção de pe. Arlindo Moura de Melo e capacitou a 1ª turma durante 5 anos, quando foram ordenados os primeiros 3 diáconos permanentes, (Alberes Siqueira Bezerra, Edísio Correia Pinto e Júlio César Bendinelli), em 8 de setembro de 2010. Os demais 22 candidatos da mesma turma foram ordenados em 9 de junho de 2012. A segunda turma em 6 de julho de 2013, a terceira em 31 de outubro de 2015 e a quarta em 21 de abril de 2017.

A Escola Diaconal está sem funcionamento desde 2017, quando foram ordenados os diáconos da 4ª turma, com a alegação de que o número de diáconos é suficiente para a necessidade da Igreja Particular de Vitória.

O Diácono Marcos Rezende, hoje coordenador da Comissão de Diáconos ressaltou que 8 diáconos permanentes da Arquidiocese atuam em paróquias do interior, onde residem e fizeram toda a preparação permanecendo.

Organização dos Diáconos na Arquidiocese

Os Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Vitória estão organizados por Área Pastoral para facilitar o encontro e o apoio mútuo e constituíram uma comissão CAD, Comissão Arquidiocesana dos Diáconos. Compõem a diretoria: Coordenador – Diác. Marcos José Rezende

Secretário Diác. Renan Costa Loyola

Tesoureiro – Diác. Fabrício Ramos Rodrigues

Conselho Fiscal – Diác, Joacir Souza Viana e Diác. Antonio de Jesus Teixeira Pimentel.

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