Eleições cruciais

16 outubro, 2020

Vânia Reis

Psicóloga e professora

As eleições estão chegando e a grande maioria nem sabe quem serão os candidatos! Com o isolamento social e a grande manipulação das redes sociais, vale a pena uma reflexão dos princípios básicos que devem permear nossa escolha, se desejamos sair desta confusão para melhorar a vida na nossa cidade nos próximos e pouco previsíveis anos!

Entender a nossa responsabilidade em votar de forma consciente é um dever imperativo do cidadão, mas acima de tudo um dever do cristão. Se queremos uma sociedade fraterna, ética, preocupada em acolher dignamente a todos, temos que buscar candidatos que tenham possibilidade de tornar essa visão uma realidade. Acredito que algumas práticas eleitorais já são tão condenadas que não precisariam ser citadas, mas…vamos lá.

Trocar voto por vantagem concreta é aceitar a corrupção. Votando assim você votará em quem acredita na corrupção. É isso mesmo que você quer? Se lhe oferecem emprego, dinheiro, ou qualquer outra vantagem, você está se deixando seduzir pela corrupção. Assim, nunca sairemos deste círculo vicioso, em que as coisas não mudam justamente para que o cidadão esteja sempre precisando de ajuda, sem conseguir ele mesmo alcançar seus objetivos, por seus próprios recursos. O cidadão merece respeito e o Estado (assim como a sociedade) precisa cumprir o dever constitucional para que todos tenham vida digna.

 

Votar em branco ou nulo é deixar na mão do outro a direção da sua vida. Omitir-se é permitir que outros o levem para aonde quiserem, e não adianta reclamar porque foi escolha sua se omitir. É isso que você quer? O tempo do “voto de protesto” faz parte da nossa história quando ainda éramos adolescentes de urna. Hoje, em tempo tão crítico, é irresponsabilidade. Sei o que você vai dizer que não acredita mais em políticos e nem na própria política. Dá para entender, mas alguém será eleito para tomar conta da nossa cidade e é melhor que seja bem escolhido. Por suas crenças e não apesar delas.

O que levar em conta para a ajudar na escolha:

  • Primeiro, analisar a índole e o caráter do candidato. Sem isso, tudo mais está comprometido. Como fazer isso? Não é simples, mas a história de vida pessoal e profissional é um bom indicador para a escolha de um candidato. Informe-se. Uma proposta boa, em mãos desvirtuadas, não chega ao seu propósito. Se perde pelo caminho.  

  • Depois veja as propostas do candidato e se elas vão ao encontro de suas crenças pessoais, focam as necessidades reais da população? Ou só um segmento é privilegiado? O candidato mostra que conhece os problemas da cidade?  Suas propostas são “boas”? Ou seja, suas propostas levam em consideração uma visão ampla da cidade? Suas propostas são necessárias, importantes para o povo, “pé no chão”? São realizáveis? Se não, descarta! Chega de discursos mirabolantes e vazios!

  • Analise agora as realizações passadas da pessoa que se candidata. O que, de concreto, ela já fez. Ela mostrou ser capaz de transformar as suas ideias (qualquer uma) em ações concretas e efetivas, que deram bom resultado. Colocou em prática? Não?  Cuidado! Estamos cansados de sonhadores sem consistência!

  • Vai escolher um prefeito? Ele já mostrou ser gestor competente (em qualquer área)? Não? Cuidado! Gestão pública não é simples!  A falta de experiência em gestão prejudica, mas a experiência só é boa quando aliada a boa índole, à competência e principalmente voltada para os ideais cristãos. Por favor “bonzinho, coitado”, não é perfil para colocar sua cidade nos eixos.

  • Procure definir a sua escolha primeiro pelo Prefeito. Além de ser a definição mais importante, a escolha do vereador deve ser a de uma pessoa que escuta a voz do povo, mas igualmente uma ajuda ao prefeito a cumprir o seu mandato. Escolher o prefeito de um partido (ou coligação) e o vereador de outro é arriscado, e pode ser uma outra forma de dificultar a gestão da cidade. Quantas cidades estão reféns de brigas intermináveis entre prefeito e Câmara, onde nada anda?! A cidade fica parada no tempo. Se o prefeito consegue maioria na Câmara seus projetos, “andam” e são implementados, e a cidade se desenvolve.

  • Escolha um vereador que defenda as mesmas ideias do prefeito (que você quer ver eleito) e que assim vai ajudar a gestão da cidade.

E por fim, é preciso lembrar que o orçamento de todas as prefeituras vai estar muito apertado sendo importantíssimo uma pessoa de bom senso para aplicar bem o pouco que se terá.  Esse ano votar bem será essencial!!!

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