Encontro Arquidiocesano

26 junho, 2026

O III Simpósio de Liturgia da Arquidiocese de Vitória, que acontece sexta-feira á noite e sábado (26 e 27 de junho), traz para reflexão o tema: A Música e os Tempos Litúrgicos. As inscrições foram feitas pelas paróquias e o local do evento é o Centro de Estudos Dom Silvestre Scandian, na Enseada do Suá.

“A música é parte integrante da ação litúrgica”, disse o assessor, Clayton Júnior Dias, professor e pós-doutor, que se apresenta como doutor em música, maestro e gregorianista. Por isso, o Simpósio não é destinado apenas aos músicos, mas a todos os membros das equipes litúrgicas.

A proposta é de que o Simpósio aconteça a cada dois anos, disse pe. Rodrigo Chagas, coordenador da Comissão para a Liturgia, intercalando com o Simpósio de Catequese, que acontece também a cada dois anos.

A Arquidiocese organiza diversas formações sobre liturgia e canto litúrgico nas áreas pastorais e paróquias ao longo do ano. Perguntamos a pe. Rodrigo qual a diferença dessas formações e o Simpósio:

Pe. Rodrigo: As nossas formações de litúrgicas, geralmente, são direcionados à pastoral na paróquia, para responder às necessidades particulares de nossas realidades paroquiais e de Arquidiocese. Elas abrem para uma visão geral litúrgica, porém, leva em conta a cultura local, a partir da nossa realidade. Já o Simpósio, é um evento mais acadêmico. Um evento que traz um tema específico. No caso desse ano, o assunto é a música litúrgica e nós vamos trazer aquilo que a Igreja diz a partir dos últimos estudos, o que temos de mais novo nos estudos de música litúrgica. Esse é o diferencial das nossas formações de liturgia para o Simpósio.

A proposta do Simpósio é sempre trazer atualidades dos Documentos da Igreja sobre temas relacionados à Liturgia.

Para animar a jornada foi convidado o professor Clayton Dias, que já esteve na Arquidiocese para outras formações de música litúrgica e assim participar do lançamento do hinário litúrgico arquidiocesano, o Cantai que foi atualizado e reeditado.

Pe. Rodrigo explica porque Clayton Dias é o convidado.

Pe. Rodrigo: O professor Cleiton é de Campinas, uma pessoa muito conceituada na música litúrgica, ligado à CNBB. Ele foi o responsável pelas melodias, e toda a parte de música litúrgica da nova edição do Missal Romano. É regente de um grande coral, do Coral Arquidiocese de Campinas, e um estudioso da música litúrgica e grande professor que percorre todo o Brasil. Ele fala a mesma linguagem dos nossos bispos, da nossa Conferência Nacional.

Já conhecido nosso. Clayton será acolhido mais uma vez para compartilhar seus conhecimentos e experiência e certamente jogará luzes que irão orientar nossas equipes de liturgia.

Perguntamos a pe. Rodrigo o que se espera como resultado desta iniciativa.

Pe. Rodrigo: Hoje, na questão música católica, nós encontramos diversos estilos e formas, ritmos. E quando se misturam numa celebração podem não ajudar a vivência daquele momento.

Às vezes, músicas que não são litúrgicas, estão sendo colocadas dentro da liturgia, ou às vezes as pessoas não conseguem, por exemplo, colocar o mesmo ritmo na liturgia. Às vezes colocamos uma música de um estilo, outra música de outro e acaba não tendo a função que lhe cabe.

Então a ideia é formar os nossos músicos, as nossas equipes de liturgia, não só os músicos, mas a liturgia de forma geral. A música é parte da liturgia e a equipe de liturgia, sabe que tudo no ato litúrgico deve nos levar à oração. Não simplesmente uma questão pessoal, mas que realmente toda a comunidade possa ter um encontro com Deus. A liturgia tem que nos levar até a comunidade e levar a comunidade a ter esse encontro com Deus.

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