Entidades pedem rigor na apuração da morte da ativista Luciana Antonini

A Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH), vinculada ao Vicariato de Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, e a Cáritas Brasileira Regional Espírito Santo enviaram um ofício à procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, Luciana Andrade, e ao governador Renato Casagrande requerendo rigor no acompanhamento da investigação sobre a morte da ativista, ambientalista e voluntária da Cáritas, Luciana Antonini, em 17 de outubro, no município de Anchieta.

No documento, as entidades destacam que “a versão por afogamento, veiculada pela imprensa, não pode desconsiderar a possibilidade do óbito se configurar crime de mando, com conotação política, em consequência da atuação de Luciana Antonini na defesa do meio ambiente, ou ainda feminicídio”.

As entidades ressaltam ainda o fato de Luciana Antonini ter se mudado para Anchieta por se sentir insegura na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde residia anteriormente.

“A defesa do meio ambiente supõe também a defesa da vida e da dignidade daqueles e daquelas que lutam por um meio ambiente sadio, equilibrado e em harmonia com a sociedade”, destacam a CPDH e a Cáritas.

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