“…Eram como ovelhas sem Pastor”

18 julho, 2021

Davi Gabriel Lutzke I “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34).

No último Domingo (15º Domingo do Tempo Comum), o Evangelista Marcos narrava o envio missionário dos doze apóstolos. Jesus enviou-os dois a dois para que pregassem o seu Evangelho, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes ainda que servissem com humildade e que confiassem na providência divina. Assim partiram, pregaram a conversão, expulsaram demônios e curaram numerosos doentes ungindo-os com óleo.

Neste Domingo (16º Domingo do Tempo Comum), o Evangelista narra o retorno dos doze Apóstolos (Mc 6,30-34). De imediato desejavam contar ao Senhor tudo o que haviam feito em seu nome. Os discípulos de Jesus estavam cansados e Ele os convidou a descansar consigo, em um lugar deserto, para que pudessem descansar e partilhar suas experiências missionárias. No entanto, não conseguiam, porque a multidão sedenta os seguia em busca de ajuda. A seguir, percebemos como a força e o poder de Deus se manifestam na vida daqueles que lhe são consagrados e nos clamam por sua ajuda. 

Apesar de todo o cansaço dos seus Apóstolos e da hora avançada, o Senhor teve compaixão daquele povo, pois “eram como ovelhas sem pastor e começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6, 34). Jesus, de forma alguma, ignorou a necessidade do descanso daqueles que enviou em missão, mas em contrapartida, também não ignora a necessidade de um povo que buscava cura, libertação e paz. Com toda sabedoria, usa dessa oportunidade para atender o clamor de um povo que sofre por falta de pastoreio e mostrar aos seus Apóstolos que onde quer que estejam, estão com a missão de evangelizar, pastorear e curar.

Hoje, também, a multidão precisa de ajuda e, mesmo sem saber, ela busca alguma coisa que preencha o vazio dos seus corações. E nem sempre esta busca em preencher tal vazio acontece da melhor forma. Como discípulos do Senhor, temos que aprimorar em nós a capacidade de enxergar essa necessidade, esse vazio no coração de quem quer esteja à nossa volta e ajuda-los, direcioná-los da melhor forma possível a partir da nossa experiência de fé. Para que isso aconteça, Jesus também nos forma e nos orienta. Nos convida para descansar nos desertos do silêncio interior, da meditação, da contemplação e da oração, a fim de nos prepararmos para que sejamos, de fato, seus discípulos missionários. Que sejamos capazes de ouvir o grito de um povo desanimado e sem esperança que se encontra à nossa volta, mas que não é visto, tampouco ouvido pela sociedade, de forma geral.

Não nos restam dúvidas de que desta forma seremos autênticos missionários do Senhor dentro das nossas atividades diárias, e poderemos fazer acontecer em nosso meio aquilo que São Paulo diz à comunidade de Éfeso na Segunda Leitura (Ef 2,13-18): viver a unidade e a paz estabelecida por Jesus através do seu sangue.

Davi Gabriel Lutzke

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Sant’Ana – Marechal Floriano.

Paróquia de estágio Pastoral: Bom Pastor – Campo Grande – Cariacica.

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