Exclusão digital: reflexo da desigualdade

19 junho, 2020

Com o isolamento social o uso da internet tornou-se cada dia mais essencial. O que era casual se tornou cotidiano. O uso da tecnologia faz com que a proximidade aconteça. 

Numa era tão globalizada, tempo em que a tecnologia está avançada, ainda existem muitas pessoas excluídas digitalmente. Não significa apenas não ter acesso físico às novas tecnologias, é também ter acesso e não ser capaz de utilizá-las.

Padre Kelder Brandão, que atua na paróquia Santa Teresa de Calcutá, no bairro de Itararé, não está longe dessa realidade, muitos de seus paroquianos não têm acesso ou conhecimento necessário. 

“Tem um contingente de pessoas que são tão analfabetos das letras como também da tecnologia, tem gente que não sabe operar um telefone celular, outros que usam o celular só para receber e fazer ligações. São pessoas que tem dificuldades muito grandes de acesso àquilo que a modernidade produz”, relata.

A exclusão digital é um grave problema social brasileiro. As desigualdades se ampliam demasiadamente. Não é só uma questão de ficar sem acesso às redes sociais. A Exclusão digital também impede de desfrutar da chamada plena cidadania. 

“Nem todo mundo aqui tem acesso à internet, não tem acesso à moradia digna, à alimentação diária, liberdade, não tem acesso à uma educação de qualidade, à saúde, à renda mínima básica, tem um limite muito grande. A incidência de público nas missas online aqui é muito pequena. Dá uns 5 % de participação pela internet”, comenta Padre Kelder.

A tecnologia tem sido grande aliada nas transmissões das celebrações. A palavra de Deus está chegando a cada fiel durante a pandemia através das redes sociais. Mas ainda existem pessoas que não conseguem participar devido à falta de conhecimento. Como é o caso da Dona Maria Gomes Chaves, moradora do Território do bem.

“Não consigo participar da missa na minha paróquia. Não vejo, porque não sei me mexer na internet, se tivesse na televisão seria mais fácil. Não tenho facilidade de mexer em celular e não tenho internet em casa”, comenta.

É preciso capacitar os usuários para a utilização da internet. A inserção se faz necessária para os menos escolarizados ou para os mais velhos. Como é o caso da Dona Geraldina Cândida Costa, moradora do Território do bem, ela tem vontade de participar da missa da sua paróquia pelas redes sociais, mas a falta de conhecimento a impede. 

“Para participar da missa pelo celular eu não sei mexer, as vezes dá vontade de ver a missa da minha paróquia. Os jovens que sabem mexer não colocam para mim”, ressaltou.

Existem milhares de brasileiros na mesma situação. A exclusão digital limita a vida da pessoa. Diante de uma sociedade totalmente conectada, muitos ainda não têm acesso.

E você, o que tem feito para diminuir essa desigualdade?

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