Fraternidade e Educação

17 janeiro, 2022

A Campanha da Fraternidade 2022 tem como tema “Fraternidade e Educação” e buscará refletir sobre o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo com a colaboração das instituições de ensino. Para tanto, a Arquidiocese de Vitória já está planejando suas ações indo ao encontro dessas reflexões.

Acompanhe a entrevista com o Vigário para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese, o padre Kelder Brandão, e fique por dentro do assunto.

1 – Qual a relação da Quaresma e a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade está relacionada com a Quaresma, porque foi inspirada e proposta para nos ajudar a vivenciar e aprofundar esse tempo sagrado, preparando-nos para a Celebração da Páscoa. Ela surgiu na década de 1960, mais exatamente, em 1964, início da ditadura militar no Brasil e perdura até hoje, trazendo a lume a realidade sofrida de nossos irmãos e irmãs, vítimas das desigualdades sociais e propondo ações para a transformação da realidade, afim de termos uma sociedade mais igual, justa, humana e fraterna, chamando-nos, fiéis e instituições, à conversão. Nas últimas décadas foram introduzidos, além dos temas sociais e políticos, o Ecumenismo e a Ecologia, temas pujantes e necessários nesses tempos sombrios em que vivemos.

2 – É a terceira vez que a Igreja no Brasil vai aprofundar o tema da educação em uma Campanha da Fraternidade. Qual a importância do tema? 

A Educação é sempre um tema fundamental e precisa ser apropriado, debatido e aprofundado por toda as pessoas, principalmente, em uma sociedade marcada pela desigualdade social como é a sociedade brasileira, historicamente marcada pela exclusão social, pelo racismo, pelo machismo, pela violência e tantos outros pecados sociais e estruturais que negam os direitos, a dignidade e a vida a tantos irmãos e irmãs nossos.

3 – Quais os principais desafios a serem enfrentados na área da Educação?

Os desafios a serem enfrentados na área da educação são incontáveis e diversos, a partir de cada realidade concreta, mas eu destaco dois: tornar o acesso à educação de qualidade universal e inclusivo; e a construção de uma educação humanizada, participativa e integral, contrapondo-se à meritocracia mercadológica.

4 – O que a Igreja pode fazer no sentido de mudar essa realidade?

A Igreja Católica tem um papel fundamental. Historicamente, a Igreja forjou a educação e a cultura ocidental. Ainda hoje, muitas congregações religiosas administram obras educacionais que vão do ensino fundamental ao ensino superior. Esse é um dado importante que precisa ser considerado pela instituição católica: a Igreja forma milhares de brasileiros, anualmente. Essa formação precisa ser diferenciada. Não pode ser uma educação orientada e voltada para o mercado, por isso, o Papa Francisco propôs mundialmente o Pacto Global pela Educação.

5 – O que recomenda este Pacto?

Nesse pacto, o papa defende que a educação é direito de toda pessoa e responsabilidade de toda a sociedade. Ele afirma que toda a “aldeia” é necessária e responsável pela educação das crianças, ou seja, tanto a Igreja quanto as demais instituições religiosas, políticas e civis, são responsáveis pela educação da população, além de cada pessoa adulta.

6 – A CF 2022 buscará refletir sobre o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo com a colaboração das instituições de ensino. A Igreja aponta algum caminho?

O Pacto Global Pela Educação do Papa Francisco e o Texto Base da Campanha da Fraternidade trazem diversas propostas de ações. Aqui na Grande Vitória, é fundamental que a Igreja apoie as conquistas históricas e os poucos avanços que tivemos na educação pública, como a democratização da direção nas escolas municipais, educação do Campo e a Educação de Jovens e Adultos.

7 – Quais as ações da Arquidiocese de Vitória que já são gestos que vão ao encontro da CF deste ano?

De uma forma geral, as Escolas Católicas se diferenciam das escolas não confessionais incluindo na grade curricular disciplinas e práticas humanizadoras e sociais. Isso faz uma grande diferença na formação acadêmica. As Comunidades Eclesiais de Base e as Pastorais Sociais trabalham diuturnamente contra a exclusão social e provem inúmeras atividades formativas de cunho religioso, político, social e ecumênico. A Arquidiocese, há décadas, possui mais de 20 projetos sociais que trabalham diretamente com crianças, adolescentes, jovens e adultos, atendendo mais de 6.000 famílias, além de outras atividades propostas nas mais de 90 Paróquias da Arquidiocese.

8 – O que nos indica e nos orienta o lema da CF 2022 “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26)?

Uma chave preciosa para a construção um mundo melhor para todo mundo viver em paz, com justiça, igualdade e alegria. Somente com sabedoria e amor, poderemos vislumbrar um futuro para a humanidade.

9 – Como está sendo organizada a CF 2022 na Arquidiocese de Vitória? Como será a Abertura este ano?

Tivemos um encontro de formação muito fecundo em dezembro do ano passado e tiramos muitas propostas de ações para o decorrer do ano e para a abertura, que acontecerá no primeiro domingo da quaresma, 06 de março de 2022. Agora, estamos na fase da organização do Evento, discutindo as propostas feitas no encontro de formação e, somente em fevereiro, teremos a definição e o esquema para a abertura da CF 2022.

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