Frei Galvão, o santo brasileiro

25 outubro, 2020

“Saibam que, ao observar a virtude da obediência, ninguém erra em obedecer, pois ainda que os superiores e confessores errem no que ordenam, o súdito sempre acerta em obedecer”.

                                                                                  (São Frei Galvão)

Em 06 de fevereiro de 2011, foi instituída na Arquidiocese de Vitória, pelo arcebispo da época dom Luiz Mancilha Vilela, a primeira paróquia dedicada ao santo brasileiro, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, em Vila Velha-ES. Quando a paróquia foi instituída, Frei Galvão tinha acabado de ser canonizado. O primeiro pároco foi Pe. Solon Lauff Dias, e hoje tem como pároco o Pe. Marcelo Margon. A paróquia possui 6 comunidades.

 

Costuma-se dizer que quando escolhe um santo para dar nome a uma paróquia ou comunidade é para que seu exemplo seja seguido por todos os paroquianos. Segundo Cinthia Rodrigues Mendonça, paroquiana e Coordenadora do Grupo de Mães que Oram pelos Filhos, ainda tem muito o que aprender e crescer com o santo brasileiro.

 

“São Frei Galvão era uma pessoa que acolhia muito as famílias, se preocupava com os doentes, tanto é que acabou criando as pílulas a qual era levada para os doentes. Procuramos viver essa vida de humildade, de acolhida, de socorro aos irmãos e das famílias que precisam. Dentro das nossas possibilidades é o que temos vivido. Buscamos seguir esse exemplo que ele deixou para nós”, comenta Cinthia Rodrigues.

 

Devido a pandemia da Covid-19, a festa de Frei Galvão esse ano será com um número reduzido de fiéis. Nos dias 22, 23 e 24 de outubro aconteceu o tríduo, obedecendo as orientações do dom Dario Campos, arcebispo de Vitória e do governador do Estado. A missa solene acontecerá hoje, no dia dedicado ao santo, às 19h30, também obedecendo os protocolos e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais da paróquia. (Link da transmissão: https://www.youtube.com/channel/UCpkqdQSJA_kvQu_lAc3ELUw)

 

Quem foi Frei Galvão?

Frei Galvão, nasceu no dia 10 de maio de 1739 na vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, atual cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. Ele era o quarto filho de dez filhos de uma família muito religiosa, rica e nobre. Seu pai chamava Antônio Galvão de França, português, um homem conhecido por sua generosidade. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, mulher generosa, filha de fazendeiros e descendente da família do bandeirante Fernão Dias.

Aos 13 anos foi enviado pelo pais para o seminário Jesuíta, Colégio de Belém, em Cachoeira, na Bahia, ondem seu irmão José já estava estudando ciências humanas.

Em 11 de julho de 1762, frei Galvão foi ordenado sacerdotes e transferido para o Convento de São Francisco na cidade de São Paulo.

Ele sempre foi um homem de muita oração. Alguns fenômenos místicos em sua vida foram presenciados por testemunhas. Fenômenos como o dom da cura, dom de ciência, bi-locação, levitação foram famosos durante sua vida, sempre em vista do bem de doentes, moribundos e necessitados.

Frei Galvão faleceu no Mosteiro da Luz em 23 de dezembro de 1822, poucos meses depois da independência do Brasil. Faleceu na graça de Deus, com fama de santidade. Ele foi sepultado na Igreja do Mosteiro da Luz em São Paulo.

Beatificação

 

Em 1998, Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II, dele recebendo os títulos de Homem da Paz e da Caridade e de Patrono da Construção Civil no Brasil.

 

O milagre que levou Frei Galvão ser beatificado foi da menina Daniela, que aos 4 anos de idade teve complicações bronco-pulmonares e crises convulsivas. Após 13 dias na UTI, os familiares, amigos e religiosas do Mosteiro da Luz rezaram e deram a menina as pílulas de Frei Galvão. Em 21 de junho teve alta do hospital considerada curada. O pediatra que a acompanhou atestou perante o Tribunal Eclesiástico que: “atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela”.

 

Frei Galvão foi beatificado em 25 de outubro de 1998.

 

Canonização

 

Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, durante a visita do pontífice ao Brasil. A comprovação oficial e o anúncio foi feito em 16 de dezembro de 2006.

 

Trata-se do caso da Sra Sandra Grossi de Almeida e de seu filho Enzo de Almeida Gallafassi, da cidade de São Paulo-SP, hoje residentes em Brasília-DF, Brasil. Ela já havia sofrido três abortos espontâneos, devido a malformação do seu útero. Quando ficou grávida novamente, sabia que a qualquer momento poderia morrer. A gestação ocorreu normalmente até a trigésima segunda semana. Por ser um caso de risco foi decido por cesariana. O parto não teve nenhuma complicação mesmo os exames comprovando problemas. A criança nasceu e apresentou problemas respiratórios gravíssimos. Chegou a ser entubada, mas o progresso na recuperação foi muito rápido.

 

Desde do início da gravidez, o Beato Frei Galvão foi invocado pela família. Além das novenas contínuas, Sandra também tomou as “Pílulas de Frei Galvão” com fé e com a certeza de sua ajuda.

 

Os Peritos Médicos da Congregação das Causas dos Santos, aprovaram, por unanimidade, o fato como “cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos”.

 

O Papa Bento XVI depois de conhecer o fato, autorizou no dia 16/12/2016. A Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto, a respeito do milagre atribuído à intercessão do Beato Frei Antônio de Sant’Anna Galvão.

 

Pílula

 

Numa certa ocasião alguns homens pediram a Frei Galvão para rezar por um homem que morava numa fazenda distante que estava acometido com pedras no rim há dias. A dor já tomava conta desse homem. Devido aos seus trabalhos e a distância, Frei Galvão não conseguiria ir até o senhor. Assim, escreveu num pequeno pedaço de papel uma frase do ofício de Nossa Senhora: “Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós”. Embrulhou o papelzinho em forma de pílula e deus aos amigos do doente dizendo para que ele tomasse aquilo e clima de oração, rezando o terço de Nossa Senhora. Mais tarde espalhou-se a notícia que o homem havia sido curado.

 

Com o passar do tempo muitas outras pessoas foram ficando curadas e as fama das “pílulas de Frei Galvão” se espalhou.

 

A procura pelas pílulas aumentou e foi necessário que as Irmãs do Recolhimento ajudassem a produzissem as pílulas. Frei Galvão as abençoava e as irmãs distribuíam.

 

Oração de Frei Galvão

 

Deus de amor, fonte de todas as Graças, dai-nos, por intercessão de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que ao tomarmos com fé e devoção estas pílulas e rezando – “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro, louvo e Vos dou graças pelos benefícios que me fizeste, por tudo que fez e sofreu Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e caridade” – Vos digneis conceder-me a Graça que ardentemente almejo… (pedir a graça desejada).

 

Prometo-vos conhecer sempre mais o Evangelho, que Santo Antônio de Sant’Anna Galvão viveu, cultivar a vida Eucarística e a devoção a Imaculada Virgem Maria. Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós! Amém!

 

(1 Pai-Nosso… 1 Ave-Maria … 1 Glória ao Pai)

 

 

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