Foi aberta na noite de ontem (07/08), no Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Scandian (CECATES), a exposição “Igreja de Vitória: peregrina de esperança à luz do Vaticano II”. O evento marca mais um momento importante dentro das celebrações do Ano Jubilar da Arquidiocese e convida os fiéis a revisitarem as transformações da Igreja após o Concílio Vaticano II, bem como a reconhecerem seu papel na história local da evangelização.

Na solenidade de abertura, Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, destacou a importância do Concílio para o fortalecimento da identidade e da missão da Igreja nos tempos atuais. “O Concílio Vaticano II foi realmente um grande sopro do Espírito. Nos últimos tempos, iluminou a identidade da Igreja, a sua missão e nos fez compreender nosso papel como povo de Deus. Por isso, o Concílio continua sendo uma luz, como reforçado pelo Papa Francisco, para que os grandes ensinamentos da Igreja cheguem a todos os povos, anunciando Jesus Cristo”, afirmou.
Dom Andherson Franklin, também presente, reforçou o caráter missionário da exposição e sua atualidade. “O Concílio Vaticano II marca o desejo sincero da Igreja de se colocar diante das grandes questões do tempo e da história. Somos chamados, com corações inflamados pela luz do Espírito, a acolher as dores, alegrias e esperanças do nosso tempo, sobretudo dos que mais sofrem. Anunciamos com fé e generosidade o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo a vida em todas as circunstâncias e sendo sinais da luz de Deus no mundo.”

A exposição é composta por documentos, fotografias e materiais que resgatam a trajetória da Arquidiocese de Vitória desde a recepção das diretrizes conciliares até os dias de hoje. Um dos destaques é a valorização das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e das pastorais sociais, frutos diretos da atuação de bispos que acolheram com entusiasmo os apelos do Vaticano II.
Giovana Valfré, que integra a equipe organizadora da mostra, recordou como a chegada das propostas conciliares a Vitória provocou uma verdadeira renovação eclesial. “Quando o Concílio terminou, Dom João Batista da Mota e Albuquerque e Dom Luiz Gonzaga Fernandes trouxeram esse novo espírito para nossa Igreja. Eles começaram a realizar os ‘concilinhos’ e visitar as comunidades, explicando as mudanças. Dali nasceram as CEBs e as pastorais sociais, com uma Igreja muito próxima do povo, atuante e profética. Essa marca permanece até hoje na nossa ação pastoral,” comenta Giovana Valfré, Coord. do Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória
Além do conteúdo histórico e formativo, a exposição também provoca uma identificação afetiva com o público.
“É emocionante se ver nessa história. Quando olhamos as fotos e os registros, percebemos que fizemos parte disso tudo. Mesmo que não estejamos na imagem, estávamos lá. Isso desperta em nós um senso de pertença e nos enche de alegria por sermos Igreja aqui, na Arquidiocese de Vitória”, afirma Raquel Tonini Rosenberg Schneider – Arquiteta e membro do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB
A exposição está aberta à visitação no CECATES, e os agendamentos podem ser realizados pelo site da Arquidiocese de Vitória. A proposta é que paróquias, movimentos, escolas e grupos de fé possam visitar o espaço e refletir sobre o legado conciliar na caminhada da Igreja local.
























por 