II Domingo da Páscoa e da Divina Misericórdia

24 abril, 2022

Willian da Silva Meirelles | ´´ Meu Senhor e meu Deus! “

 

No domingo da Páscoa, os apóstolos (exceto São Tomé) estavam reunidos em cenáculo com as portas fechadas por medo dos judeus. Hoje, no segundo domingo – também conhecido como Domingo da Misericórdia –, o Senhor entra no mesmo local, sopra sobre eles o Espírito Santo e os envia em missão.

São Tomé, que outrora não havia acreditado que Jesus aparecera aos apóstolos e afirmara que somente acreditaria vendo o próprio Cristo e pondo a mão em suas Chagas, realiza a sua confirmação. Jesus o diz: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.”. Tendo ele então acreditado no que havia visto, realiza uma das mais belas profissões de fé: “Meu Senhor e meu Deus! ”.

Num mundo marcado por inúmeros conflitos e tomado por uma racionalidade vazia em si mesma, somos tentados a abandonar aquilo que acreditamos, seja por medo, angústia, provação e, por vezes, covardia, assim como os Apóstolos antes de Pentecostes. Porém, ao realizarmos uma experiência com o Senhor Ressuscitado, somos tomados pelo Espírito Santo e enviados para anunciar suas maravilhas e proclamar a Boa Nova da salvação. Certamente as dificuldades não desaparecerão com o encontro com o Senhor, mas, olhando para a vida dos Santos, a grandeza dos Apóstolos e os ensinamentos da Igreja, podemos renovar a nossa fé em busca do Reino que não terá fim.

Neste Domingo da Misericórdia recordamos, também, a instituição do Sacramento da Reconciliação, quando Cristo diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhe serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhe serão retidos.”. É através dessa infinita misericórdia que o Pai acolhe os filhos arrependidos em seu Reino, pela conversão e renovação dos corações, lembrando-os sempre do Calvário. Santo Agostinho, no seu livro “Credo”, diante da ressurreição, responde ao seguinte questionamento: “Será que Jesus não poderia ter ressuscitado sem nenhuma chaga? ” E o santo respondeu: Claro, ele poderia ter ressuscitado sem suas chagas, mas ele não o fez pelo nosso bem, para mostrar o amor com que fomos amados. Chagas abertas de amor.”. Se antes as portas do cenáculo estavam fechadas, o Coração de Jesus Cristo estava escancarado para amar a seus filhos e derramar bençãos sobre todos nós.

Assim como os apóstolos saíram em missão para levar o Evangelho e fazer experimentar o amor de Deus onde passassem, sejamos esta Igreja, que sai para levar o Evangelho a todos os cantos da terra, pregando a ressurreição de Jesus, mas sem deixar-se esquecer da Santa Cruz pela qual o amor foi manifestado.

Que Maria Santíssima, nossa Mãe misericordiosa, interceda por nós a Cristo Jesus, para que também nossas almas possam glorificar a Deus e alcançar, por seu Imaculado Coração, as graças que precisamos para percorrermos a estrada de nossa vida, rumo ao mundo que não terá fim: o Reino da Misericórdia.

 

 

Willian da Silva Meirelles

Seminarista do 1º ano de Filosofia

Paróquia de origem: Virgem Maria, Itacibá, Cariacica – ES;

Paróquia de pastoral: Sagrada Família, Jardim Camburi, Vitória – ES.

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