Hoje uma nova unidade da Fazenda Esperança foi inaugurada no Município de Brejetuba. Um espaço para acolher, recuperar e assistir pessoas com dependência química e outros vícios. O arcebispo de Vitória, dom Ângelo A. Mezzari, RCJ, presidiu a missa e fez a dedicação da igreja Nossa Senhora da Esperança e consagração do altar.

Adriano Beligário lembrou as primeiras conversas com dom Luiz Mancilha Vilela, então arcebispo de Vitória, buscando terreno para que a obra foi realizada e falou sobre o objetivo desta unidade da Fazenda Esperança: o primeiro passo é acolher aquelas pessoas que estão precisando de ajuda para se livrarem do álcool, da droga. Pessoas que estão precisando de um lugar onde possam encontrar na vida uma mudança. E a estrutura que nós conseguimos construir nesse tempo de luta pode acolher até 70 pessoas com dignidade. E o objetivo da Fazenda é isso, pegar o ser humano, reinserir na sociedade, ajudando-os a mudar a mente, mudar a vida. Temos também o objetivo de acolhimento,de dar trabalho, ajudar com o trabalho do dia a dia, o convívio do dia a dia. E com a graça de Deus nós vamos fazer um bom papel desenvolvendo junto com a Igreja, que é a nossa mãe, desenvolver esse papel de ajudar o próximo.
Durante a homilia dom Ângelo expressou o sentimento por esta realização:

Amados irmãos, amadas irmãs, neste momento queremos acolher a Palavra de Deus que nos foi proclamada nesta dedicação da igreja dedicada a Nossa Senhora da Esperança, porque estamos na Fazenda da Esperança e este é um lugar, um espaço de esperança. E consagramos também o Santo Altar, onde será oferecido o Santo Sacrifício da Missa da Eucaristia, onde Jesus, o Filho de Deus, é o Cordeiro Imolado para a nossa salvação. Este pedido da dedicação da Igreja e do Altar, é muito profundo e pedagógico, ele nos introduz e nos leva nos caminhos da comunhão com Deus, da comunhão com os irmãos.
A primeira leitura nos fala do povo que se reúne e Deus que caminha com o seu povo. E este povo se reúne para celebrar a Palavra. E ouvir a Palavra, no livro de Neemias, é acolher esse grande projeto de amor e esperança do coração de Deus. Hoje somos aqui, nesta Capela, nesta igreja que será sempre o sinal visível, eu diria, o sacramental, onde o povo, a comunidade, os que aqui vivem e viverão, encontrarão então o sentido do encontro com Deus e do encontro com os irmãos. Um povo que se reúne para louvar. Um povo, uma comunidade que se reúne para celebrar. Um povo, uma comunidade que caminha junto para viver plenamente os valores do Evangelho.
Peçamos em primeiro lugar essa graça, para que nesta fazenda da esperança, os que aqui vivem e partem, encontrem neste lugar a possibilidade de encontrar-se com Deus e de encontrar-se com os irmãos em Cristo, na força do Espírito. Em segundo lugar, o Evangelho nos recorda que há um único fundamento, uma única pedra que manteve viva essa esperança, que é nosso Senhor Jesus Cristo. Neste lugar queremos professar a nossa fé.
Dedicar esta Igreja e este altar é afirmar, é confirmar a nossa fé. Como já foi lembrado desde o início, o que seria tudo isso sem a fé? Em Jesus Cristo, aquele que salva, que liberta, que cura, que reentrega, que traz dignidade.
Cristo é o Senhor, é o fundamento, a base de tudo. A fé anima as fazendas da esperança.
A espiritualidade, o carisma da Fazenda Esperança, diríamos, se sustenta nessa confiança, também na providência de Deus. Mas que a experiência da fé, a experiência do encontro dos irmãos, a experiência também da oração, leva cada um a viver e a se encontrar.
E esta Igreja seja este lugar de culto, lugar de celebração, lugar onde glorificamos a Deus. O espaço, a Igreja, onde também nos santificamos, onde amadurecemos na fé, onde crescemos.
A Fazenda Esperança centraliza o que se prega, se experiencia. E abre as portas para acolher, e abre as portas para receber.
Somos as pedras vivas. E este templo físico é sinal, manifestação e expressão que aqui tem o povo de Deus.
O sinal visível do edifício da construção do templo é o sinal invisível do mesmo corpo de Cristo. Para concluir, o que seria da vida sem sonhos, não é? Sem lutas, sem caminhos?
Por isso, hoje vamos rezar, para que este lugar, este espaço, hoje abençomos e consagramos seja um lugar para abençoar e consagrar. Elevar a nossa gratidão também a Dom Luís Mancilha, muito agradecido por este desejo, por esta marca de um grande arcebispo da nossa Igreja, um grande bispo, um grande pascor, e que tanto batalhou para que esta arquideucese, construisse tantas histórias, tantas igrejas e paróquias. Hoje no céu, ele intercebe por nós. Que o seu nome agora marcado aqui nas placas, seja memória de um grande homem de Deus, que dedicou a sua vida para construir aqui o seu reino.
Os sonhos e os grandes projetos podem demorar, mas um dia com apoio, oração, empenho, com a oração de tantos como frei Hans, Nelson e o seu grupo, o bem acontece. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.Fo
Fotos: Alessandro Gomes

















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