INICIANDO A “QUARESMA” DE JESUS

11 março, 2022

Nas primeiras comunidades cristãs até aproximadamente 200 anos DC, não havia Quaresma. Os primeiros cristãos perceberam a necessidade de uma preparação para a Páscoa de Jesus e decidiram primeiro que esse tempo deveria ser de três dias (Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado de Aleluia). Anos depois, aproximadamente no de ano 350 DC ampliaram esse tempo para 40 dias. Quarenta, na Bíblia, é um número ligado à transformação e renovação. Foram 40 dias de dilúvio, 40 anos no deserto rumo à terra prometida. Quarenta dias de Quaresma (quadragésimo dia) para a renovação da fé deve ter sido uma escolha natural. Quaresma é tempo de preparação espiritual para mergulhar mais profundamente na vida de Jesus, na sua paixão, morte e ressureição.

Já vivenciamos e rezamos tantas vezes na Quaresma que podemos ter deixado nosso coração se acostumar com o sofrimento de Jesus e de Maria, não nos deixando tocar pela grandeza do amor que essa realidade histórica reflete. Nas próximas semanas, vamos rever essa história de amor à humanidade.

Jesus tinha 30 anos quando rumou para o Rio Jordão para seu batismo. A “idade perfeita na visão dos Judeus” (com esta idade José governou do Egito, Davi começou a reinar em Israel e Ezequiel a profetizar). Na sua plena capacidade para iniciar sua missão, qual o sentido de Jesus, que é Deus, precisar se batizar com João Batista?  João batizava com água. Jesus, batizaria com o Espírito Santo e com Fogo. O batismo de João Batista representava o arrependimento, a conversão e a penitência. Jesus não precisava disso. João e Jesus sabiam disso e foram submissos e obedientes aos desígnios de Deus, já descritos nas Escrituras que os dois conheciam muito bem. Jesus foi batizado.

Nesta epifania histórica, logo após João Batista mergulhar Jesus nas águas do batismo, “abriu-se os céus” deixando clara a mensagem da reconciliação que Jesus faria entre o céu e a terra. Deus expressou a missão específica de seu filho, tomando propositalmente como base a “fórmula” que ELE mesmo anunciara a Isaias no Antigo Testamento: “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião
(IS 42,1).  Já estava nas Escrituras Sagradas que Jesus cumpriria a sua missão não de forma “heroica” como como o povo esperava, não seria cumprida com poder ou tirania, mas na suavidade, na simplicidade, no respeito pelos homens: “ele não grita, nunca eleva a voz” (IS 42,2a). Deus diz ainda na profecia de Isaías “faço repousar sobre ele meu espírito” (Is 42,1b) confirmando a mesma ação pelas SUAS palavras no batismo de Seu filho.  Jesus com sua vida, morte e paixão nos ensinou e ensina sempre que a plena obediência ao pai, o amor à Deus e ao próximo podem renovar o mundo! Seus ensinamentos nos levaram à “verdadeira religião” (IS 42,1c).

Deus no batismo de Jesus anunciou Seu amor ao filho, revelou a verdadeira identidade de Jesus enviando ainda o “Espírito de Deus” como previa as Escrituras. O Espírito Santo de Deus é o amor de Deus por Jesus! Aquele “que pairava sobre as águas” desde o início da criação (Gn 1,2). O amor de Deus que acompanhou sempre Seu filho feito homem. O Espírito Santo repousou sobre Jesus e Deus o acolheu profundamente com seu amor. O Espírito Santo esteve junto a Jesus – homem em seu caminho e lhe deu forças para superar o medo e angústia do seu corpo e da sua alma humanas. Diante do que viveria no monte das Oliveiras, na sua paixão, seu Pai ainda lhe envia um anjo para lhe amparar e para lhe fortalecer em sua dor, em sua agonia.  Jesus obedeceu ao Pai, venceu suas angústias e, livremente, pelo amor ao PAI, bebeu o amargo cálice para nos salvar pela cruz.

Vania Reis

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