Manifestos (Ação Social)

“Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9) A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória vem a público manifestar seu profundo pesar,

“Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9)

A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória vem a público manifestar seu profundo pesar, indignação e veemente repúdio diante do assassinato brutal de um irmão em situação de rua, Marcos Vinicius Lopes Rodrigues, ocorrido em circunstâncias de extrema barbárie. Segundo investigações recentes, o homem foi abordado e sequestrado na região da Praia do Suá, em Vitória, por um grupo de vigilantes de uma mesma empresa particular de segurança e levado para uma área de mata na Serra, onde foi submetido à tortura, em seguida foi executado e enterrado. Este crime não é apenas um ato isolado de violência, mas o resultado de uma cultura de ódio e higienismo que desumaniza aqueles que já vivem na mais absoluta vulnerabilidade. Jamais se pode justificar práticas de sequestro, tortura ou execução sumária sob o pretexto de uma “justiça” paralela e cruel.

A Pastoral reafirma que a condição de rua não anula a dignidade humana nem o direito inalienável à vida.

Diante desse cenário de dor e indignação, exigimos:

A apuração rigorosa e a responsabilização criminal de todos os envolvidos diretamente no crime, os dois já presos e os outros seis suspeitos, bem como os mandantes, se houve.

Que o poder público reforce as medidas de segurança e acolhimento voltadas à população de rua, combatendo a violência institucional e privada.

Que a sociedade capixaba não se silencie diante do massacre dos pobres, pois o silêncio é cúmplice da injustiça.

Unimo-nos em oração e solidariedade à memória deste irmão e a todos os homens e mulheres que resistem diariamente às dores das calçadas, do abandono e do descaso dos poderes públicos. Que o Deus da Vida nos dê forças para continuar lutando por um mundo onde ninguém seja descartado e todos tenham direito ao pão, à moradia e à dignidade.

Justiça para o povo da rua!

Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória

NOTA DE REPÚDIO: CONTRA A INTOLERÂNCIA E A DESINFORMAÇÃO A coordenação do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, em conjunto com as entidades que

NOTA DE REPÚDIO: CONTRA A INTOLERÂNCIA E A DESINFORMAÇÃO

A coordenação do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, em conjunto com as entidades que integram a organização do Grito dos Excluídos e Excluídas na Arquidiocese de Vitória, vem a público manifestar seu veemente repúdio às acusações caluniosas e criminosas feitas por representantes públicos com mandato.

As declarações proferidas, veiculadas em redes sociais e na imprensa, são uma afronta não apenas aos organizadores do Grito, mas a todas as Igrejas Cristãs, que comungam dos mesmos ideais, professam a mesma fé e defendem a vida humana e de todos os seres vivos da fauna e da flora. Os ataques também atingem os movimentos sociais e populares, sindicatos, pastorais, projetos sociais e os partidos políticos que atuam na defesa da democracia. Juntos, todos constroem, ano após ano, essa importante manifestação em defesa da vida e dos direitos de todas as pessoas excluídas do acesso aos seus direitos básicos e constitucionais.

O Grito dos Excluídos, um chamamento histórico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acontece em todo o país desde 1994 e é um ato de fé e de compromisso com o Evangelho, que há 31 anos nos conclama a estar ao lado dos mais pobres e marginalizados. A tentativa de desqualificar o Grito e seus organizadores demonstra um completo desrespeito ao trabalho pastoral e social de milhares de pessoas que dedicam suas vidas à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Afirmamos categoricamente que a violência das acusações proferidas ataca o trabalho de toda a Igreja e a dignidade de todas as pessoas e grupos que participam do Grito dos Excluídos e Excluídas. É inadmissível que um representante eleito pelo povo utilize sua posição para disseminar desinformação e ódio, buscando incitar a intolerância contra aqueles que exercem o direito constitucional de manifestação e de luta por um mundo melhor.

Por fim, repudiamos especificamente o ataque pessoal direcionado ao Pe. Kelder José Brandão Figueira, que é também um ataque à própria Igreja e a todo o trabalho que ele desenvolve em sua missão.

Nossa fé nos impulsiona a lutar pela justiça. Nosso compromisso é com a verdade. Não nos intimidaremos diante de mentiras e ameaças, e seguiremos firmes na organização do Grito dos Excluídos e Excluídas, para que nenhuma voz seja silenciada e para que a dignidade de todos seja sempre respeitada.

Vitória, 7 de setembro de 2025.
Giovanni Lívio
Coordenação do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação

Anexos

A aprovação da Lei 12.479/2025 que exige a aprovação dos pais ou responsáveis para que os filhos participem de atividades pedagógicas que abordam temas

A aprovação da Lei 12.479/2025 que exige a aprovação dos pais ou responsáveis para que os filhos participem de atividades pedagógicas que abordam temas relacionados a identidade de gênero e orientação sexual, gerou descontentamento e reação daqueles que entendem que a educação para esses temas deve acontecer também nas escolas. O Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, publicou uma carta de repúdio. Leia clicando abaixo.

Nota de Repúdio – Ataque à diversidade no ES-1

Manifesto em defesa das vidas no estado do Espírito Santo: pelo adiamento do retorno presencial às aulas Publicado em janeiro de 2022 Anexos Manifesto_Educação_2022

Manifesto em defesa das vidas no estado do Espírito Santo: pelo adiamento do retorno presencial às aulas

Publicado em janeiro de 2022

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Em meio às tempestades que se abateram sobre nós, nos últimos dias, o Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica segue a sua direção com humildade e fé indo cada vez mais ao encontro dos pobres e sofredores.

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A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória-ES torna público e manifesta repúdio e indignação com o tratamento dispensado às fiéis católicas que integram o Centro Prisional Feminino de Cariacica – CPFC ( Presídio Feminino de Bubu) impedidas pela diretoria do presídio, endossado pela Secretaria Estadual de Justiça – SEJUS, de realizarem a Confraternização Anual de Natal, como é tradição junto à População Carcerária.