Missa de 7º Dia

22 abril, 2021

Na fé católica rezamos não só durante o luto, mas em todas as missas e em outros diversos momentos. Reza-se pela ressureição, pelo descanso e pela infinita misericórdia de Deus para com quem morreu e pela sua purificação, mas reza-se igualmente pela família enlutada. A missa de sétimo dia serve também como uma homenagem ao falecido.

O falecimento não é um fim, mas o encerramento de um ciclo e o começo de outro, por isso na missa faz-se memória daqueles que pelo mistério da morte descansam em Deus nesta nova etapa. Na Bíblia encontramos essa tradição, entre outras passagens, em Gênesis 50,10: “Chegando à beira de Atad, além do Jordão, fizeram uma grande e solene lamentação, e José celebrou, em honra de seu pai, um pranto de sete dias.”

Segundo o Pe. Tiago Síbula, da CNBB, “como cristãos cremos na ressurreição. Por isso, quando um ente querido termina sua jornada entre nós, rezamos para que ele seja colhido na morada eterna. Seja no primeiro, terceiro, sétimo ou trigésimo dia, é uma questão cultural, pois para Deus não existe tempo e espaço. O que realmente importa aos crentes que oram pelos falecidos é que parem, recordem e entreguem o ente querido ao coração misericordioso de Deus. Quem acolhe, perdoa e purifica é o Senhor.

O Pe. Tárcio Siqueira, da Arquidiocese de Vitória, diz que a “missa de Sétimo Dia tem um caráter duplo: que o fiel defunto seja acolhido pela misericórdia de Deus em sua infinita perfeição, perdoando os pecados, tendo assim santos no céu e, também, pela caridade dos cristãos em rezar, consolar e dar assistência a família enlutada.

O número 7 na Bíblia

Segundo Pe. Tárcio, esse número “na Sagrada Escritura tem profunda relevância teológica, pois, está relacionada à ideia de perfeição. No Antigo Testamento no texto que descreve o primeiro relato da criação tem-se o processo formação do cosmos e da humanidade em sete dias, tendo o Senhor descansado e santificado o sétimo dia (cf. Gn 2,2)”.

No Novo Testamento a perfeição “tem relação com o sétimo dia, todavia se no Antigo Testamento o número sete marca a antiga criação, agora, com Cristo, temos a nova criação e, assim, o oitavo dia, o dia da ressurreição. O catecismo nos descreve essa relação: ‘A primeira criação encontra seu sentido e seu ponto culminante na nova criação em Cristo, cujo esplendor ultrapassa o da primeira’” (CIC 349), explica.

Tradição

1- Pe. Tárcio conta que na tradição brasileira “a missa em sufrágio pelas almas dos defuntos nasce a partir de um fato histórico – geográfico. Pelo fato das distâncias entre localidades em nossa extensão territorial muitos familiares dos fiéis defuntos não chegavam a tempo para as exéquias e o sepultamento”, sendo assim, com uma celebração posterior ao sepultamento, eles podiam prestar homenagem ao falecido e se reunir com a família do morto na missa de Sétimo Dia, ou seja, essa missa proporcionava e ainda proporciona o encontro das pessoas.

2- A contagem para os sete dias começa no dia do falecimento.

3- Jesus disse a Pedro que ele deveria perdoar setenta vezes sete (Mt 18,22), na multiplicação dos pães eram sete (Mt 15,36), Deus criou o mundo em sete dias (Gn 2,2), entre tantas outras.

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