A manhã da Quinta-feira Santa (2) em Vitória começou marcada pela fé e pela comunhão. Ainda nas primeiras horas do dia, a Catedral Metropolitana acolheu presbíteros, religiosos e fiéis para a celebração da Missa do Crisma, dando início às solenidades centrais da Semana Santa na Arquidiocese. A Eucaristia foi presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari e concelebrada por Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, juntamente com os padres de toda a Arquidiocese.
Durante a celebração, foram abençoados os óleos dos catecúmenos, dos enfermos e do Crisma, que serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos. Outro momento significativo foi a renovação das promessas sacerdotais, quando os presbíteros reafirmaram seu compromisso com a missão recebida na ordenação.

Em sua homilia, Dom Ângelo destacou o sentido do sacerdócio ministerial à luz da vocação e da missão da Igreja, em sintonia com o convite à oração pelas vocações proposto pelo Papa Francisco para o mês de abril.
“O sacerdócio ministerial não é poder, nem privilégio, mas doação da vida. Somos um único presbitério a serviço do povo de Deus, dentro de um povo que, pelo batismo, é chamado a viver como povo sacerdotal”, afirmou.
O arcebispo ressaltou ainda que a vocação sacerdotal exige profunda configuração a Cristo e fidelidade ao Evangelho, especialmente diante dos desafios do tempo presente. Segundo ele, a força do ministério está na intimidade com Cristo e no amor que sustenta a missão.
“Se não for por amor, o ministério se torna apenas um ofício. É o amor que sustenta a fidelidade e dá sentido à entrega”, destacou.
Os sacerdotes são homens inseridos na vida do povo, chamados a servir com dedicação, partilhando das mesmas alegrias, desafios e fragilidades próprias da condição humana. Ao refletir sobre essa realidade, Dom Ângelo Ademir Mezzari destacou: “Queremos hoje nos apresentar diante de Deus, do Seu Filho Jesus, na nossa humanidade, na nossa fragilidade. Infelizmente, na cultura atual, sonhamos, muitas vezes, com sacerdotes não enraizados na história, como se fossem ‘extraterrestres’ no meio de nós. Na verdade, são homens, membros do povo, que vivem plenamente sua humanidade e que, por graça e vocação, deixam tudo para servir ao povo de Deus”.





















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