Missão de ser padre de Daniel Calil

28 junho, 2021

Natural de Campos, no Rio de Janeiro, o mais velho de uma família de 4 irmãos e filho de Leandro Calil Mascalubo e Samara Calil Mascalubo, é o diácono transitório da Arquidiocese de Vitória, Daniel Calil Mascalubo, de 29 anos, que será ordenado padre no dia 21 de agosto, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Praia de Itaparica, Vila Velha.

A trajetória do diácono Daniel começa antes de sua chegada a Vitória. Ele destaca que seus pais sempre foram comerciantes na cidade de Campos e e ele cresceu nesse meio com eles. Estudando desde a infância na escola católica “Centro Educacional São Geraldo” na sua cidade natal, diácono Daniel conta que ali foi um local de grande importância no seu caminho vocacional, porque é um colégio regido por padres e freiras e lá que ele teve um contato com a Fé de forma muito particular.

“Foi um local onde tive catequese, fui formado em ensino religioso e lá então eu desenvolvi a vida de comunidade, com o trabalho no grupo jovens, comecei a fazer as leituras na missa, depois passei a ajudar no altar e fui ficando mais adolescente e tendo mais compromissos e responsabilidades com a comunidade local. Nesse movimento eu percebendo que a vida do padre podia ser minha vida e eu achei aquilo o máximo e eu fui me aproximando e me entendendo que poderia um dia estar ali naquele lugar”.

O Ensino Fundamental foi um período foi muito importante, que o diácono Daniel considera que foi o primeiro amor, pois ele precisou retornar ao colégio para entender o chamado: “eu estudava no colégio e tive as boas experiências com os padres e com a educação católica. Foi aí que participei das primeiras missas também e como criança mexia muito quando a gente cantava para Nossa Senhora, quando fazia alguma apresentação, principalmente no mês mariano”.

Mas foi quando a família se mudou para o interior de Campos, que ele conheceu a comunidade de Vila Nova, onde é a residência própria dos seus pais, e o local onde ele desenvolveu diversos trabalhos. “Quando eu fui me entendendo pela vida de comunidade e chamado ao sacerdócio eu senti saudade do colégio, então comecei a voltar ao colégio para visitar a paróquia, visitar o convento das irmãs que muitas eram professoras e deram aula para mim, comecei a visitar o padre. E o padre José Gualandi, de Campos, foi o primeiro padre que ouviu da minha boca que eu queria ser um sacerdote. E ele está comigo na minha caminhada inteira e vai ser um dos padrinhos da minha ordenação. Ele que vai me vestir com as vestes sacerdotais”, detalha o diácono Daniel.

Neste tempo ele fez sua caminhada vocacional na Diocese de Campos, estudou a Filosofia. Depois deu aula na prefeitura, fez estágio de licenciatura e veio para Vitória após uma experiência de intercâmbio com um grupo de jovens da paróquia Santana, em Cariacica. Ao visitar Vitória ele gostou muito da cidade e realidade local e desejou fazer uma nova experiência. Conversando com padre Jorge Campos, que já era reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, diácono Daniel foi acolhido para iniciar seu processo vocacional no ano de 2014.

“Padre Jorge marcou uma visita e eu fui para Vitória e fomos conversando, fazendo o trabalho de conhecimento mútuo e ao final deu-se a oportunidade de continuar e eu abracei. Na verdade Campos já acolheu alguns seminaristas de Vitória, então essa relação não é muito estranha. Até porque entre a capital Rio de Janeiro e Vitória, a capital do Espírito Santo é muito mais próxima para nós do que Rio de Janeiro. Então no verão por exemplo, para ir às praias os moradores de Campos não vão para a Região dos Lagos e sim para Guarapari. Essa relação interestadual acontece além da Igreja, só que no meu caso eu acho que fui o primeiro seminarista que saiu de Campos para estudar em Vitória”.

Aqui em Vitória, diácono Daniel conta que ouve uma maturidade muito grande até da própria personalidade, porque ele já estava mais adulto e consequentemente entrou para o seminário para realizar a sua vocação: “então meu propósito era fazer o melhor possível, me formar da melhor forma possível, para ser o melhor padre possível. Isso foi esforço humano e o que dependia de mim eu fiz o máximo para fazer bem feito. Seu eu falhei, se eu errei isso é normal. Qual ser humano não erra? Mas me dediquei ao máximo. E chegamos né?! Fomos recebendo os ministérios, chegando neste período. Então teve a ordenação diaconal, as missões e agora a ordenação presbiteral”.

Padre Jorge Campos, e padre Robson Lemos foram padrinhos na sua ordenação diaconal, por terem ligação direta na trajetória vocacional de Daniel. Em Vitória, ainda como seminarista, ele trabalhou em estágio com padre Ivo Amorim, na paróquia São José, em Maruípe e nos últimos dois anos trabalhou com padre Hiller Stefanon, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, e inclusive este será o local de sua ordenação sacerdotal e padre Hiller também será seu padrinho. Os detalhes da cerimônia ainda serão definidos na primeira semana de julho, mas ele adianta que a ideia é fazer no templo novo, pois é bem grande, para que se tenha um bom acolhimento respeitando os protocolos.

Sobre o seu sentimento agora que está prestes a ser tornar um padre, Daniel Calil afirma estar feliz e realizado, pois esta é a felicidade de uma escolha e a realização de uma vida. Nesta terça-feira (29) ele estará retornado do Pará junto dos doutros diáconos transitórios, mas ele destaca que uma coisa que esta missão o ajudou a entender é que o importante não é fazer muitas coisas e sim ser alguém!

“E eu acho que o padre tem que ser padre, pai, irmão, amigo, conselheiro, tem que ser o suporte que o fiel está precisando e não estar só se movimentando com eventos ou atividades. O ser do padre é mais importante do que o fazer e a minha expectativa para o sacerdócio é tentar ser um bom sacerdote naquilo que precisar, se for na paróquia ou em outra área da Arquidiocese, mas tentar fazer o melhor que puder”, finaliza o diácono.

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