Nossa Senhora de Kibeho

25 fevereiro, 2022

NOSSA SENHORA DE KIBEHO: uma aparição profética que o mundo não quer lembrar?

Como é que é possível que nossa tão querida Mãezinha do Céu, apareça em 1982, com sinais tão fortes quanto as de Fátima, e tantos de nós simplesmente nunca tínhamos ouvido falar!? Como a primeira aparição da Virgem Maria no continente africano, já reconhecida oficialmente pela igreja católica, é tão desconhecida? 

Vamos conhecer essa aparição de Maria, tão simplesmente vestida de branco, com seu manto azul com as mãos em prece e um terço. Maria apareceu em Kibeho, Ruanda, centro da África, primeiro à jovem estudante Afonsina Mumureke, em final de 1981 e depois para Natália Mukamazimpaka e Maria Clara Mukangango, a pedido de Afonsina em 1982, quando então a comunidade passou a levar a sério as aparições. 

A descrição das aparições nos mostra a doçura de Maria: Alfonsina estava servindo suas colegas no refeitório quando ouviu nitidamente uma voz que a chamava: “Minha filha, venha até aqui”. Ela foi até lá e viu, pela primeira vez, a Senhora. Ela ficou assustada e pediu à desconhecida que fosse embora. A Santíssima Virgem então se apresentou falando no dialeto ruandês:  “Eu sou a Mãe do Verbo”. 

A estudante saiu correndo, contando todo o ocorrido às religiosas do seu colégio e às colegas, mas ninguém lhe deu crédito, zombando dela. Ela pediu então à Nossa Senhora que aparecesse para duas amigas, uma das quais muito cética. Maria apareceu para as três e só então as mensagens foram aceitas.  Muitas foram as aparições. Em uma delas, Maria se apresenta chorando por não estar sendo ouvida, pela teimosia do povo em seguir caminhos que distanciavam de Deus. Foi na última aparição coletiva, em 15 de agosto de 1982, que Maria profetizou e possibilitou a verificação da autenticidade das aparições alguns anos depois quando se confirmou a terrível realidade. 

Vejam a descrição desta data: Maria apareceu para às três videntes juntas, diante de vários peregrinos e se identificou como Nossa Senhora das Dores e lhes mostrou cenas impressionantes que enchiam de dor seu imaculado coração. Era um verdadeiro mar de sangue, pessoas que se matavam entre si, cadáveres abandonados sem sepultura, corpos mutilados, deitados ao redor, centenas de cadáveres decapitados e mutilados que flutuavam no rio sangrento”. (https://santinhoz.com.br/nossa-senhorinha-de-kibeho/) 

Maria alertava fortemente ao povo sobre a revolta do mundo contra Deus e pedia muita oração, penitência e jejum para impedir o que estava por vir. Mas poucos levaram a sério as suas mensagens. A notícia da aparição sensibilizou o Papa João Paulo II que em 1990  visitou Ruanda e na ocasião “exortou o povo Ruandês a se recorrer à Virgem Maria como sua protetora e guia; ao mesmo tempo recomendou ao povo o espírito de reconciliação evitando as lutas políticas e étnicas”.

As visões que as três jovens ruandesas tiveram durou oito horas seguidas e foi a antecipação da guerra civil deflagrada entre abril e julho de 1994 por conflitos étnicos ancestrais entre tútsis e hútus, quando Ruanda viveu seu próprio genocídio, profetizado por Maria. Depois do assassinato do presidente hútu de Ruanda, os grupos de hútus radicais acusaram os tútsis do ataque e no dia seguinte, sem qualquer prova ou evidência, deflagraram um massacre frenético aos tútsis (um grupo étnico minoritário no país, considerados elite, muitos dos quais católicos) e até aos hútus moderados. 

É triste saber que o mundo apenas assistiu passivamente ao genocídio por 100 dias e é importante não esquecer a grave omissão da ONU, que reduziu drasticamente suas tropas ao ser informada do provável massacre, indicando ter sido então o massacre algo planejado, e só enviou tropas pacificadoras após o massacre, o que contribuiu muito para o desfecho trágico vivido em Ruanda. A ONU reconheceu publicamente, anos depois, o seu erro. As dores de Maria foram muitas!

Durante os 100 dias de massacre, os tútsis foram praticamente disseminados. No pequeno vilarejo aonde Nossa Senhora fez as profecias sobre o sombrio futuro, morreram 20 mil pessoas. A população do vilarejo caiu de 58 mil para menos de 20 mil. No país morreram 800 mil pessoas.  As videntes Alfonsina e Natália sobreviveram ao massacre, mas Maria Clara e seu marido não.

Com a confirmação das profecias de Nossa Senhora das Dores de Kibeho a veracidade das aparições de Maria ficou irrefutável. Mesmo assim, nossa Mãezinha do Céu quis mostrar mais a força das suas mensagens. No dia 31 de maio de 2003, ano da  consagração do  Santuário à Nossa Senhora das Dores de Kibeho, na presença de vários enviados do Papa João Paulo II e de todos os bispos ruandeses, além de muitos fiéis, se repetiu o fenômeno da “dança do sol”, como em Fátima, no dia 13 de outubro de 1913 e foi filmado e fotografado por repórteres profissionais e amadores. Você ficou sabendo? Eu não! Como o fenômeno da “dança do sol” que sacudiu o mundo em Fátima em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, em Kibeho, em 1982, não foi nem devidamente “registrada” pelos nossos meios de comunicação? Será que não havia interesse em escancarar a omissão de tantos de nós diante das graves consequências anunciadas por Maria, pelos numerosos pecados coletivos que se cometiam em Ruanda? Seria por obra do demônio que provocou confusão, como em outras aparições, criando falsos videntes para desacreditar as verdadeiras manifestações de Deus e assim nos fazer esquecer? 

Não podemos desconhecer Kibeho. Não podemos esquecer Kibeho!

Maria que trouxe Jesus em seu ventre é a Nova Arca da Aliança. Diante dela o sol dançou, tanto em Fátima, quanto em Kibeho.   Ela é a mãe de Deus e como protegeu Jesus, quer nos livrar do mal. Pisar na cabeça da serpente. Não nos quer divididos em tribos rivais, não nos quer longe dos ensinamentos de seu amado filho. Rezem como ela pediu o “Terço das Sete Dores de Maria”! (entre outros links  possíveis acessem: https://www.youtube.com/watch?v=7ns8MUIesq0 ). 

O mundo se distancia de Deus, mas eu não escolho esse caminho. Podemos mudar o mundo se cada um individualmente rezar por isso e fazer a sua parte. Primeiro pelo nosso pequeno mundo, o nosso EU. Depois pelo nosso pequeno círculo externo: família e amigos e, depois, como nos círculos de ondas concêntricas em um lago, podemos, tudo pela fé e graça de Deus, mudar nosso mundo. 

Vania Reis

 [email protected]

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